CLOSE UP - PUNKS NOT DEAD (1977 - 2017)
NEVERMIND de Paulo Moreira aka Boris Fortuna (Faculdade de Belas Artes, Univ do Porto)
20 de Novembro a 10 de Dezembro de 2017, Átrio principal da FCSH NOVA
Organização: Instituto de História Contemporânea
Curadoria: Soraia Simões (IHC - FCSH NOVA, Mural Sonoro)
Entidades parceiras: FCSH, IHC, Mural Sonoro

Organização: Instituto de História Contemporânea Curadoria: Soraia Simões Entidades parceiras: FCSH, FCT, Mural Sonoro Acerca da exposição A exposição aborda os fenómenos da acumulação, enquanto elemento processual e linha orientadora de conceitos, e suas ligações ao universo das questões sobre consumo, subsequentemente do excesso e da aglomeração, características da sociedade actual eivada pelos prodígios da globalização; elegendo como cenário as paisagens urbanas e os rituais da vida do quotidiano. Acerca do autor: PAULO MOREIRA Paulo Moreira nasceu em Luanda, Angola (1968), atualmente vive e trabalha em V. Nova de Gaia. Em 2015 conclui o mestrado em “Desenho e Técnicas de Impressão” na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto; antes (2005) obteve a Pós-graduação em “Teorias e Práticas do Desenho” na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 1993 licenciou-se em Educação Visual na Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP). Expõe individual e coletivamente desde a década de 1990, em Portugal, Espanha, Inglaterra e Canadá. Tem obra representada na Coleção da fundação do “Banque Privée Rothshild” (1º Prémio Edmond Rothshild de Pintura - Obra adquirida colecção Rothschild, 2003), na Coleção do Museu da Faculdade de Belas Artes Universidade do Porto (FBAUP) - “5 Séculos de Desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto”, núcleo de Desenhos Contemporâneos, sec XX e XXI – Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto. Desenvolve o seu trabalho nas áreas do Desenho, da Pintura, da VídeoInstalação e da Performance (fundador do coletivo Sindicato do Credo). Acerca da curadora: SORAIA SIMÕES Nasceu em Coimbra (1976). Radicou-se em Lisboa em 2008. É Pós-Graduada em Estudos de Música Popular e Mestranda em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua tese de mestrado reflecte sobre o impacto social e cultural estabelecido pela prática do «rap» e pela «cultura hip-hop» entre os anos de 1986 e 1996 no país. Investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL), é autora do Projecto de Arquivo e Documentação «Mural Sonoro». Escreveu, em vários órgãos e edições, textos diversos na área musical, sendo autora do livro Passado–Presente. Uma Viagem ao Universo de Paulo de Carvalho (Lisboa: Chiado Editora, 2012) e do audiolivro RAPublicar – a micro-história que fez história numa Lisboa adiada: 1986 – 1996 (Lisboa: Caleidoscópio, 2017). Foi distinguida com o prémio Megafone da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2014 na Categoria Missão, coordenando, actualmente, o projecto «RAPortugal 1986 – 1999». O seu estudo e trabalhos incidem na cultura popular e movimentos transnacionais, nas práticas culturais e musicais em contextos migratórios e de revolução política ou ideológica e nos arquivos digitais sonoros. É a consultora musical do projecto que faz parte dos conteúdos especiais da RTP Extrema-Esquerda: Porque não Fizemos a Revolução? e Coordenadora geral e de investigação no projecto RAPortugal: 1986 – 1999 (projecto financiado em 2015 pela Direcção Geral das Artes). É autora do programa web Conversa ao Correr das Músicas, programa de História da Música, que conta também com a sua apresentação e estreia em Maio de 2017 numa primeira série de 13 episódios. BIO Autora, Editora Caleidoscópio, 6 de Junho de 2017. Mais info [link útil para mais informação] http://www.muralsonoro.com/biografiaautora/

 

No ano em que se comemoraram quarenta anos decorridos do, designado pelos seus principais protagonistas como, movimento Punk, a exposição/Instalação CLOSE UP – punks not dead apresentava um conjunto de desenhos instalados na sua maioria de grandes dimensões onde se apontavam como territórios de exploração os fenómenos associados ao consumo, à acumulação e ao excesso, numa era em que se cria e actua a partir de «uma visão positiva de caos e complexidade» (Bourriaud). A alusão ao PUNK enquanto fenómeno cultural e político inspira uma reflexão sobre as heranças deste movimento, a sua influência no âmbito social e estético. Como fenómeno criativo, bem como das ideias de caos, excesso e consumo; características da contemporaneidade, actualmente eivada pelos prodígios da globalização, mas que na sua emergência (década de 1970) se enredava pela acção e postura contra determinado establishment e o emergir de uma nova modernidade (...).Numa paisagem saturada de sinais, ao artista plástico é dada a possibilidade de criar por novas vias novos formatos, territórios que exploram os vínculos existentes entre o texto e a imagem, o tempo e o espaço. O artista transcodifica e transpõe a informação de um formato para outro, errante na história e na geografia, a partir do caos quotidiano, através da dobragem e reprodução, ou duplicação. No seu conjunto, a instalação apresentava-se como peça única em forma de MURO, elemento arquitectónico determinante de uma visão dúplice de planos, à lembrança os discos de vinil: das suas capas em particular. A forma do trabalho expressa um curso, uma errância, e não um espaço-tempo fixo. A narrativa segue num percurso circular sem início nem fim. Por outro lado, a ideia de MURO constitui-se por si como espécie de «altar memorabilia» onde, de forma aparentemente aleatória, automática, lembrando os cut-up de Burroughs, se organizavam os diversos elementos e desenhos. Do mesmo modo, as correspondências quanto aos materiais utilizados, fotocópias, papel de fotocópia, fita adesiva, cartão, bolsas de plástico, vinil autocolante, entre outros, bem como o próprio processo de construção, idealizavam as vivências do quotidiano e os processos de acumulação a elas associados, num tempo marcado pela globalidade relacional, as ligações em rede, os ideais de consumo, enfim, os rituais sociais da modernidade actual (Soraia Simões de Andrade, folha de sala). Artista: Paulo Moreira, Curadora: Soraia Simões de Andrade. Organização: IHC/AMS

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Parcerias: Mural Sonoro, Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.  

NOTA: Folha de sala e outras surpresas durante a exibição

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