O projecto RAPortugal 1986 - 1999 contou, além do Ciclo de Conferências e Debates com início a 7 de Setembro de 2016 e termino a 22 de Janeiro de 2017, com uma série de actividades que resultiu da parceria da Mural Sonoro e da Associação Cultural Moinho da Juventude no âmbito do projecto RAPortugal 1986 - 1999. Aconteceu em escolas e espaços culturais da Reboleira, Amadora e Cova da Moura.

REALIZAÇÃO DE

Flávio Almada, Jakilson Pereira

Produção: Associação Mural Sonoro, co-produção: Associação Cultural Moinho Da Juventude, Câmara Municipal de Almada, Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Reboleira, FIAR.

(Re) educar através do RAP: Reacção Através da Poesia

PROGRAMA

Tema: Descrição da realidade através da palavra

Formadores: Flávio Almada, Jakilson Pereira

Participantes: 12 - 15 anos

Espaço: Associação Cultural Moinho da Juventude

8 de Outubro

a partir das 15:00

Jakilson Pereira fotografia

Jakilson Pereira fotografia

 

3 de Novembro

a partir das 15:00

Tema: Poesia de periferia?

Formador: Flávio Almada

Participantes: 12 - 15 anos

Espaço: Escola Intercultural das Profissões e do Desporto (Reboleira)

História Oral com LBC Soldjah (2012)

Flávio Almada

Flávio Almada, nasceu em São Domingos, Santiago, Cabo Verde, em 1982. É licenciado em Tradução e Escrita Criativa pela Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação (Lisboa) em 2013 e mestrando em Estudos Urbanos na FCSH/ISCTE. Há catorze anos que reside em Portugal e durante esses anos trabalhou em projetos ligados ao Desenvolvimento artístico e cultural, Cidadania e Educação Cultural, Economia solidária, Inclusão Digital, Coesão e Inclusão através da Arte, Desenvolvimento Comunitário em várias localidades da Área Metropolitana de Lisboa. É Mc’s (Rapper), ativista político e Membro da Direção  e colaborador da Associação Cultural Moinho da Juventude. 

28ª recolha de entrevista BI: Flávio Almada é um rapper, dizedor, autor, activista cabo-verdiano e estudante de Gestão de Recursos Comunitários e Relações Internacionais, de 28 anos. Veio da ilha de Santiago (Praia, Cabo Verde) há 10 anos e vive no Bairro Cova da Moura. Todos o conhecem por LBC Soldjah e o seu primeiro contacto com a 'cultura hip-hop' dá-se através da poesia, da força das palavras incutida na mensagem que se quer transmitir. Public Enemy, Gabriel O Pensador, General D ou O'Shea Jackson (conhecido por Ice Cube) estiveram entre as suas primeiras referências. Lembra neste registo que começou, aos 14 anos, a escrever em inglês, mas cedo se apercebeu da necessidade de escrever na sua língua originária: o crioulo de Cabo Verde - não cedendo «a esta colonialização cultural», que podia inclusivé contribuir para o seu desaparecimento, pelo seu desuso no quotidiano, com tudo o que isso implicaria: o abandono da sua cultura expressiva, o povo, a sua história - recorda que começou a rappar mais tarde, mesmo tendo sido incentivado por outros para fazê-lo desde cedo, e reflecte sobretudo sobre os contrastes sociais (entre o espaço onde vive a paredes-meias com outros onde o nível de vida é notoriamente superior), na integridade que tem faltado a alguma da sua comunidade, no facto de sentir que o cantar em crioulo não impossibilitará que pessoas que não entendem a língua não percebam a sua mensagem, devido à intenção, dada especialmente pelo ritmo ou lado instrumental do género e, entre outras coisas patenteadas nesta recolha, da importância em partilhar ao resto da população um pouco da sua cultura e vivência diária, da qual não se dissociam aspectos como: a política, a situação económica, o capitalismo desenfreado, o machismo, etc e termina a recolha com um improviso que atenta algumas das suas percepções e inquietações. nota: recolha efectuada no Bairro Cova da Moura onde mora LBC © 'LBC Soldjah' à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Direitos Reservados Mural Sonoro http://muralsonoro.com/

História Oral com Hezbó MC (2012)

Jakilson Pereira

Licenciado em Educação Social pela Escola Superior de Santarém/Instituto Politécnico de Santarém e mestrando em Educação e Sociedade no ISCTE, possui formação complementar diversa, nas áreas da cidadania e intervenção juvenil. É técnico superior de educação social na ACMJ, onde desempenhou diversas funções desde 2011.

Desde 2011, é responsável pela Biblioteca António Ramos Rosa e administrador do Balcão do Cidadão de Cabo Verde na Associação Cultural Moinho da Juventude, emite: registo criminal, certidão de nascimento, certidão de casamento, certidão de óbito, certidão de perfilhação, sendo este um dos serviços que integra o núcleo de apoio à documentação e apoio jurídico da associação. O desempenho destas funções tem-lhe dado, entre outros aspectos, grande prática e proximidade com o Serviço de Estrangeiro E Fronteiras e Conservatória do Registo Civil para pedido de nacionalidade Portuguesa.

Colabora com Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra no Projecto “Alice” - Colóquio Internacional Epistemologias do Sul, desde 2014. 

36ª recolha de entrevista BI: Jakilson Pereira nasceu em 1985 em Cabo Verde (ilha de Santiago, Achada em Santo António). É um rapper, autor, compositor cabo-verdiano. A par da sua actividade cultural desenvolve trabalho activo no campo social entre os Moinho da Juventude e Biblioteca António Ramos Rosa, Centro de Formação e Documentação situado (s) no Bairro Cova da Moura. No Bairro (e fora dele, em alguns dos nichos em que se move) todos o conhecem por Hezbo (llah). Nesta recolha de conversa fala de alguns dos que são os nomes, nos universos do 'rap' e 'soul', que começou por escutar e o fizeram sintonizar nesta linguagem sonoro-musical (rap) e de expressão socio-cultural ou ideológica (cultura hip-hop), de algumas das questões que o envolvem no seu trabalho em sociedade e neste contexto musical (que é uma extensão daquilo que é e faz como indivíduo no campo socio-profissional, cultural e até formativo – com os mais jovens) como sejam as ‘identidades culturais’, ‘a globalização e influências externas’ (alude ao avô – que trabalhava em barcos – com forte ligação ao que se passava social e culturalmente nos EUA e que fez, possivelmente, com que em sua casa, ainda em Cabo Verde, se escutasse tanta música vinda da América), mas fala também dos seus propósitos dentro deste domínio e é severamente crítico em relação aos interesses da indústria cultural no que respeito diz a alguns dos que chegaram ao género e à exotização ou folclorização que se tem feito do hip-hop como cultura no contexto urbano e de vivência periférica, etc. Em Março de 2014 Hezbó lançaria Fight pá Txiga Freedom pela Companhia discográfica Entri Lágrimaz i Rimaz. Biografia/Sinopse de Soraia Simões aqui © 2012 Jakilson Pereira à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo recolha efectuada na Biblioteca António Ramos Rosa, no Bairro Cova da Moura Som sem edição, texto, pesquisa: Soraia Simões Fotografia: Berta

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