51ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00060 Europeana Sounds
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
no Bairro Cova da Moura
Fotos de Eduina Vaz
nota: nesta recolha de entrevista há o cuidado de não fotografar Godelieve de frente, por pedido da mesma
51ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00060 Europeana Sounds
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
no Bairro Cova da Moura
Fotos de Eduina Vaz
nota: nesta recolha de entrevista há o cuidado de não fotografar Godelieve de frente, por pedido da mesma
50ª Recolha de Entrevista
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Quota MS_00027 Europeana Sounds
Em LARGO Residências
Improvisão de Carlos Barretto no contrabaixo
por Maria João Magno [1]
Maria João Magno (exemplificação de som de tigelafone). Ouvir entrevista cedida a Soraia Simões aqui
História
Tudo começou pela decisão de casar. A construção do lar, que passa pela aquisição de diversos objectos, de entre os quais, loiça. Depois da pesquisa, decidimos adquirir a mais bonita e funcional. Para casa trouxemos pouca coisa – abominamos «tralhas» – que comprámos na entretanto fechada Casa alegre. No meio de pouca coisa vinham três tigelas de tamanhos diferentes e seis iguais, as mais pequenas. Tiveram interesse para nós porque são brancas, condizentes com inúmeras cores de toalhas e guardanapos, e vão ao forno, o que as torna multifuncionais. O pormenor de irem ao forno fez com que o seu lugar oficial fosse a cozinha. Lá habitaram, até ao dia em que, a tigela maior estava sobre a mesa da sala, ao serviço de uma grande salada, e o talher lhe bateu sem intenção. O som despertou-me completamente. Estávamos em 2004.
Dei início à investigação. Uma espécie de encontros secretos com uma tigela e a outra e mais a outra e a descoberta de que tinha encontrado um instrumento musical, se juntasse as três tigelas. Dei-lhe um nome: tigelafone.
Batia nas tigelas com o que tinha à mão – colheres de pau – experimentava diferentes colheres em diferentes sítios das tigelas e ouvia um sem número de timbres, ataques e ressonâncias, sempre afinados: lá2, mi3 e sol3. Experimentei os cabos das colheres na vertical, na horizontal, uma colher, duas, mais colheres e quando as esgotei fui ao encontro dos espetos de madeira. Comecei por tocar com um em cada mão e descobri que era preciso mais volume de som. Juntei espetos, fixei-os com um elástico e fiz dois maços, um para cada mão. O timbre é bastante diferente daquele que se obtém com as colheres.
Pairava-me na mente como iria passar do som à música. Como poderia fazer música apenas com três notas? Percebi que o facto de ter um intervalo de sétima enriquece a matéria-prima e não ter a terceira do acorde permite-me decidir sobre o modo (maior ou menor, pelo menos). A quinta é o elemento de estabilidade harmónica, dá jeito.
Rapidamente entendi que teria de apostar na diversidade tímbrica de cada tigela e rítmica da música para fazer música com três sons (notas) percutidos (as).
Inicialmente compus Da Mulher, em Abril de 2004. Tinha feito trabalho de pesquisa para a Universidade sobre canções de embalar, tema que me fascina. Nasceu-me o texto, a música e logo a partitura como registo que ajuda a organizar as ideias. O tigelafone já tinha assumido a importância que lhe dou hoje, pelo que não o tratei como acompanhador da voz, mas sim como parte integrante da mesma por vezes e extensão, por outras. Tal como a mãe e o filho. Tal como a mulher que deseja que a criança durma, porque é preciso fazer outras coisas em casa.
As composições sucederam-se umas às outras. Após um contacto que estabeleci com a empresa que fabrica as tigelas recebi dez, iguais duas a duas, mas todas diferentes em termos sonoros. Este problema obrigou-me a escrever, dentro das tigelas, a referência das notas que produzem. Por exemplo, sib2+ e sib2-, em duas tigelas, semelhantes no tamanho e à vista, mas não na afinação. Actualmente ainda investigo as tigelas que recebi, juntamente com outros exemplares que adquiri quando visitei a fábrica.
A escrita musical é adaptada ao instrumento e é por isso que nas partituras desenho o tigelafone que utilizo em cada música.
(debate, coordenação: Soraia Simões Música Popular, Ensino e Experimentação | Museu da Música)
Conceito
O termo tigelafone surgiu de forma espontânea, devido à necessidade de fazer referência, em partitura musical, ao nome do instrumento para o qual estava a escrever música. Pretendia não me esquecer que aquelas notas musicais são específicas das tigelas com as quais andava a fazer experiências sonoras. Tigela = tigela e fone = som. O som das tigelas.
Mais tarde, tigelafone passou a ser um Projecto e, presentemente, o termo engloba dois aspectos:
1) Primeiro define um instrumento musical que se enquadra na categoria dos idiofones (classificação de Hornbostel e Sachs). Nesta categoria de instrumentos musicais «o som é produzido pelo próprio corpo do instrumento, feito de materiais elásticos naturalmente sonoros, sem estarem submetidos a tensão.» [Luís Henrique, Instrumentos Musicais, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1988 - p 23].
À semelhança do xilofone, ou do metalofone, o tigelafone consiste num conjunto, ou colecção de corpos vibrantes – neste caso tigelas de cerâmica – que agrupados geram determinada organização sonora, organização essa que se constitui como a base melódica e harmónica da música para tigelafone.
2) O segundo aspecto do termo está associado à ideia de marca registada, na medida em que tigelafone é, desde 2009, uma marca registada em Portugal.
[1] para citar este texto: Magno, Maria João* «Tigelafone», Plataforma Mural Sonoro, https://www.muralsonoro.com/recepcao, 25 de Fevereiro de 2015.
*Estudou no Conservatório de Música e licenciou-se em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1991-1995), onde fez também a Pós-licenciatura no Ramo de Formação Educacional, em Ciências Musicais (2001-2003).
Compositora e intérprete em Gestos, um espectáculo de sua autoria, que integra voz, piano, instrumentos musicais construídos a partir de materiais reutilizáveis e o Tigelafone (2001-2006). Participou em diversas gravações como música.
Recentemente Maria João integrou a equipa da Divisão de Educação Artística, na Direcção Geral do Ministério da Educação e Ciência – Lisboa. Actualmente lecciona disciplinas da Música, pesquisa na área do Tigelafone e continua a compor e a actuar em recitais/espectáculos musicais.
Sábado, 26 de Janeiro de 2013
«Culturas Documentadas»
15h Eduína Vaz com exposição de fotografia 'Culturas Cabo-Verdianas'
16h Mário Correia com 'Recolhas, Património Imaterial', Terras de Miranda e Sendim, Aurélio Malva (músico Brigada Victor Jara)
17h Nataniel Melo com 'Viagem pela Cultura de um Povo' (viagem ao Senegal) Apresentação de filme documental
Parceria: Museu da Música e Mural Sonoro
Tema: Culturas e práticas documentadas em contexto migratório na cidade de Lisboa
© 2013 Mural Sonoro no Museu da Música
48ª Recolha
Eu sempre achei a música declaradamente política, a música menos política
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
Fotografias: Augusto Fernandes
Realizada em LARGO Residências
©®fotografias arquivos pessoais (JMB com a mãe antes da ida para Paris)
projectos da Mural Sonoro da qual José Mário Branco/JMB foi um dos primeiros sócios na fundação
Outras ligações:
Dossier 303: José Mário Branco, a voz da inquietação
Esquerda.Net
1 História oral Mural Sonoro, José Mário Branco: www.muralsonoro.com.
2 «Música e Sociedade», Museu Nacional da Música
©®fotografias arquivos familiares
3ª Recolha de Entrevista
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Em Maio de 2013 Sebastião Antunes seria com José Mário Branco interveniente nos Ciclos de Debates e Colóquios Mural Sonoro no Museu da Música sob o tema: «Música e Sociedade» organizados por Soraia Simões de Andrade
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
Fotografia: José Eduardo Real (no âmbito do Ciclo «África Move» em 2012 de Mural Sonoro no Festival Escrita na Paisagem em Évora curado por Soraia Simões de Andrade
Recolha efectuada em LARGO Residências; residência artística do Mural Sonoro
46ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00059 Europeana Sounds
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
fotografias de Susana Almeida
45ª Recolha de Entrevista e de instrumentos musicais
Quota MS_00012 Europeana Sounds
.
2012 Perspectivas e Reflexões no Campo
Nota: No ano de 2013 João Pratas passou a ser parte integrante do grupo mirandês Galandum Galundaina.
Fotografia: Sandra Rodrigues
47ª Recolha de Entrevista e de instrumentos musicais
Quota MS_00011 Europeana Sounds
© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
Em Colares, Sintra
Fotos de Mara Lisboa
por Francesco Valente [1]
A literatura do ‘multiculturalismo’ sobre a educação geral e em particular musical é muito rica, e é muitas vezes centrada na questão do ensino da música numa perspectiva ‘multicultural’ e de integração, sendo caracterizada pela implementação da música ocidental, e sobre a necessidade de estudar vários tipos de música. Um dos acontecimentos do século XX, do ponto de vista social, económico e cultural mais significativos na Venezuela, foi a criação e o desenvolvimento de El Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis (“El Sistema”), cujo mentor foi José António Abreu. Um instrumento revolucionário para combater a pobreza, onde a música é utilizada como instrumento de coesão dos distintos grupos sociais, promovendo as classes mais pobres: dos quase 300.000 músicos integrantes a maioria são de bairros pobres, que frequentemente tocam instrumentos doados, emprestados, normalmente entre os participantes temos crianças e jovens, alguns com problemas ou handicap. Na metade de 2007 o pais estava contando com 135 orquestras e 75 coros integrados no Sistema, que contava com mais de mil colaboradores para assegurar seu funcionamento e sua coordenação.
‘El Sistema’ além da instrução musical específica, que utiliza métodos inovadores, desenvolve seminários sobre a construção e reparação de instrumentos musicais, e outras actividades variadas com meninos a partir dos dois anos de idade. ‘El Sistema’ começou por volta de 1975, e seu fundador foi, ironia da sorte um doutorado em economia petroleira. Foi adoptado depois pelo governo de Chavez como seu “novo programa social do governo bolivariano”, com um certo oportunismo político por querer adoptar e identificar-se num dos programas mais originais e de êxito que foi ensaiado no pais para combater a pobreza. No entanto, para a surpresa de muitos, para o orgulho da região, e para o deslumbramento de personagens como Cláudio Abbado, Plácido Domingo, Ratlle o Daniel Barenboim, Venezuela oferece ao mundo hoje um exemplo de como se pode reduzir a pobreza por meio da arte.
‘El Sistema’ leva já 33 anos produzindo bons músicos e exportando um modelo de gestão cultural: para o grande público, a personagem mais famosa é Gustavo Dudamel, Director Musical da Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolívar de Venezuela, que com 27 anos de idade, conta com um curriculum invejável, tendo ja dirigido varias orquestras pelo mundo fora. Mas parte da explicação do sucesso deste projecto se deve ao seu fundador Jose Antonio Abreu, que alem de ser musico, é economista: sua obra atravessou nove legislaturas, entre golpes de estados e crises do petróleo, e se espalhou pelo mundo fora atravessando continentes, e representando um modelo de ensino e de abordagem pedagógica.
Um exemplo disto é a Orquestra Geração, que representa este programa inovador aqui em Portugal, gratuito para as crianças, e que foi concebido principalmente com base no próprio modelo das Orquestras Sinfónicas Infantis e Juvenis de Venezuela. Contando na coordenação pedagógica e artística com dois músicos venezuelanos aqui residentes e ainda o apoio de vários formadores do ‘El Sistema’, que se têm deslocado a Portugal por ocasião dos estágios de Verão da Orquestra, o projecto enquadra cerca de 80 professores, na sua maioria jovens músicos recém formados (a quem é ministrada formação na metodologia do sistema) e que aqui encontraram a sua primeira oportunidade de trabalho. A Orquestra Geração já conta no seu currículo com várias apresentações públicas em Lisboa e arredores.
Para quem queira saber mais aconselho os seguintes vídeos:
[1] para citar este artigo: *Valente, Francesco «El sistema de orquestras juvenis de Venezuela», Plataforma Mural Sonoro em 17 de Novembro de 2012 https://www.muralsonoro.com/recepcao.
*Músico e investigador em etnomusicologia
Fotografia de capa: autoria de Gustavo Dudamel, tirada numa favela de Caracas.
(fotos de Soraia Simões, colecção Museu da Música)
A Pandeireta é um instrumento musical (que permanece desde os tempos romanos) de percussão semelhante ao pandeiro brasileiro mas menor. Usado em músicas tradicionais de vários países europeus como, entre outros, Espanha, Rússia ou Portugal.
No seu formato mais conhecido a pandeireta é constituída por um aro circular (geralmente de madeira) cujo centro é coberto por uma camada de pele. É constituído ainda por um conjunto de soalhas metálicas, agregadas aos pares.
As pandeiretas aparecem em vários formatos e formas apresentando entre si várias diferenças de:
Formas – Os aros podem ser circulares, semi-circulares, rectangulares, triangulares e até geometricamente irregulares.
Materiais – Os materiais dos aros podem variar entre madeira e plástico e a camada que cobre o aro pode ser de pele ou de plástico.
Tamanho – podem ter desde diâmetros de 13cm até 28cm e algumas chegam a atingir 30-40cm de diâmetro, sendo essas chamadas pandeiros.
Soalhas – podem incluir desde 2 até 12 pares de soalhas.
Vídeo em baixo e explicação de Jonás Gimeno
Cavaquinhos de Raul Simões
Afinações, cordas e palhetas
Notas extra:
O cavaquinho de origem portuguesa é o integrante mais agudo da família das violas europeias compostas de tampos achatados.
Transmitido em Espanha, levado para o norte de Portugal por executantes oriundos de Biscaia (hoje País Basco), foi na região do Rio Minho (Braga) que se notabilizou sendo comummente chamado de braguinha.
Em Portugal, é possível identificá-lo também como machimbo, machim, machete ou marchete, braguinho e cavaco.
No Minho encontramo-lo em práticas coreográficas e músicas tradicionais.
Em Lisboa, o cavaquinho em conjunto com bandolins, violas e guitarras, nas designadas tunas (não necessariamente em contexto universitário). De instrumento rudimentar dos camponeses, em que o braço e a caixa eram uma só peça (escala rasa), ganhou um melhoramento que ampliou a sua projecção sonora.
O espelho (ou escala), uma madeira de maior densidade situada sobre o braço e que avança por cima da caixa até a proximidade da boca. Tudo aponta para que tenha sido igualmente em Lisboa que a palheta passou a ser usada. Até então, no Minho, o cavaquinho era tocado num rasgo, com os dedos polegar e indicador da mão direita.
Congrega afinações várias sendo a mais conhecida Ré-Sol-Si-Ré. Em Portugal ainda encontramos:
•Ré-Sol-Si-Mi – usada em Coimbra
•Sol-Ré-Mi-Lá – chamada afinação para “malhão e vira na moda velha”
•Sol-Dó-Mi-Lá – afinação usada na região de Barcelos
•Ré-Lá-Si-Mi – considerada por muitos como a mais versátil harmonicamente
São usadas também afinações em que a corda mais aguda é a quarta e não a primeira.
No Brasil, por norma a afinação, é Ré-Sol-Si-Ré , mas existem executantes que usam a Ré-Sol-Si-Mi.
A afinação em quintas como no bandolim, Sol-Ré-Lá-Mi, modifica acentuadamente o timbre do instrumento, mas tem um resultado em acompanhamento que funciona bem no samba.
As cordas que um dia foram de tripa, hoje são de aço e as palhetas que antes usavam casco de tartaruga, hoje são feitas de variados compostos plásticos.
Notas: Foto de capa e restantes de Cavaquinhos construídos por Raul Simões (1891-1981) em Coimbra.
Demonstrações de dois dos mais reconhecidos músicos e tocadores de cordofones vários: Amadeu Magalhães e Pedro Caldeira Cabral (''Minho'') numa apresentação na cidade de Coimbra. Também na cidade de Coimbra o construtor Fernando Meireles gravado para o Arquivo Mural Sonoro e um dos intervenientes, com Óscar Cardoso, numa das Sessões do Ciclo Conversas em Volta da Guitarra Portuguesa com o Tema: Guitarras de Coimbra e de Lisboa. Sua construção, técnicas e difusão, se tem dedicado à feitura de cavaquinhos, foi até o primeiro instrumento que fez como construtor enquanto vivia numa República na cidade de Coimbra, explicando na recolha de entrevista efectuada para o Arquivo Mural Sonoro o porquê de ter decidido começar por este instrumento.
No vídeo abaixo o músico e construtor cabo-verdiano, Luís Baptista, na sua oficina no Mindelo (São Vicente)
Raul Simões e o neto Fernando em 1955
pormenor de cavaquinho construído por Raul Simões
2ª Recolha de depoimento sobre a prática do didgeridoo e captação de som
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49ª Recolha de Entrevista
Quota MS_0009 Europeana Sounds
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Em LARGO Residências. Mural Sonoro na residência artística do Intendente, Lisboa
Fotografias: Daniel Abrantes
* Nota: Em 2014 o músico adoptou o nome de Cachupa Psicadélica
21ª Recolha de Entrevista
Quota MS_0008 Europeana Sounds
© 2012 Perspectivas e Reflexões no Campo
Realizada em Lisboa
34ª Recolha de Entrevista
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Quota MS_00054 Europeana Sounds
Em LARGO Residências em Lisboa
fotografia de Marta Dias
33ª Recolha de Entrevista
Fotografia: Mónica Roncon
44ª Recolha de Entrevista e instrumentos: korá e voz
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Captação de instrumentos (voz e korá): Nuno Santos (a.k.a Chullage)
Fotografias: Augusto Fernandes
Mural Sonoro na residência artística do Intendente (LARGO Residências)
35ª Recolha de Entrevista
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foto de Marta Reis (Soraia e Benjamim), foto de Anita Kalikies (Benjamin no piano)