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Arquivo Mural Sonoro 4

Fred Martins (Músico, Compositor brasileiro)

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Fred Martins (Músico, Compositor brasileiro)

88ª Recolha de Entrevista

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88ª Recolha de Entrevista BI: Fred Martins nasceu no Rio, mas vive hoje em Santiago de Compostela. É um dos mais destacados compositores da sua geração na actualidade. Intérprete e compositor, nesta recolha expressa o modo como se profissionalizou na música, o significado de algumas das suas músicas cantadas por intérpretes brasileiros já consolidados (Renato Braz gravaria ''Por um Fio", Ney Matogrosso: "Novamente" e "Tempo Afora", Maria Rita: "Sem Aviso" e "Perfeitamente" ou, entre outros, Zélia Duncan: "Hóspede do Tempo" e "Flores"), da distinção que a sua actividade na Música Popular, especialmente no domínio da composição musical, assumiu nos últimos anos (e lhe faria ganhar o Prémio Visa de Música Brasileira/9 ª edição, 2006 para melhor compositor por votação unânime do júri e do público). Reflecte também sobre algumas especificidades dos universos musicais que fazem parte da cultura popular brasileira: seja no Rio de Janeiro, São Paulo ou no Nordeste brasileiro. Nas suas composições encontram-se algumas das influências e referências que apontam para algumas das expressões culturais do seu espaço geográfico de origem como o samba, a bossa nova e o que designa (e explica porquê) de 'nordeste modal', que mistura com outras características da Música Popular no mundo, fora destes universos. Fred Martins desenvolveu uma relação muito próxima com a música popular que preenche um lado da História do Brasil ao transcrever, durante dez anos, partituras de compositores como Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim, Caetano Veloso e Gilberto Gil para os conhecidos ''Songbooks' produzidos por Almir Chediak e tal facto servir-lhe-ia como uma escola influenciadora do papel que mais tarde, já como músico e compositor, veio a traçar. O músico participou, entre outros, nos festivais internacionais "Lula World 2014" (Canadá), Músicas Portuárias", "Cantos na Maré" (Espanha), no "Festival de Verão de Músicas do Mundo de Vila Real" (Portugal) e no "Festival Jawhara" (Marrocos). Colaborou também, como compositor e intérprete, no mais recente espectáculo de María Pagés (ballet/ flamenco) de nome "Utopia", inspirado na obra de Óscar Niemeyer. À data em que esta recolha foi efectuada (Julho de 2014) Fred Martins encontrava-se no processo de gravação do seu primeiro álbum a solo a ser lançado na Europa, com músicas representativas dos seus 20 anos de carreira. No disco participam músicos do Brasil, Galiza, Portugal e Argentina. Do seu legado fonográfico fazem parte os seguintes trabalhos: GUANABARA 2009 Sete Sóis ACROBATA 2011 Em dueto com Ugia Pedreira (Galiza) TEMPO AFORA CD e DVD 2008 Eldorado/ Canal Brasil RARO E COMUM 2005 Universal/ MPB JANELAS 2001 Deckdisc © 2014 Fred Martins à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões Recolha efectuada em LARGO Residências Fotografia: Isabel Leal

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© Perspectivas e Reflexões no Campo
Fotografia de Carlos Gomes no ciclo Conversa ao Correr das Músicas de Soraia Simões de Andrade no Museu Nacional da Música

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Carlos do Carmo (intérprete de fado)

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Carlos do Carmo (intérprete de fado)

84ª Recolha de Entrevista

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84ª Recolha de Entrevista BI: Carlos Alberto do Carmo Almeida é presentemente um dos intérpretes de Fado mais reconhecidos em todo o mundo. Filho único da fadista Lucília do Carmo e do livreiro e empresário Alfredo Almeida, nasceu em Lisboa no mês de Dezembro do ano de 1939. Nesta recolha de entrevista, de que disponibilizamos uma parte do registo áudio neste Arquivo online, o fadista lembra a importância primeira que as referências musicais que cultivou, fora do universo do Fado, tiveram para si e do mergulho dado posteriormente nas suas origens e nos fados tradicionais e nomes que a eles estavam ligados, quando toma o lugar do seu pai no ano de 1962, após a sua morte, como gerente da célebre Casa de Fados Faia, aberta pelos seus pais quando tinha apenas oito anos e onde a sua mãe foi a principal protagonista e por onde passaram praticamente todos os fadistas emergentes da sua época, reflecte também sobre a importância que a passagem pela Escola Alemã e o Curso Superior de Hotelaria na Suiça vieram a assumir não só nessa tarefa como mais tarde na facilidade com que, quando assumiu o seu percurso como fadista, se veio a expressar fluentemente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol pelos diversos palcos que percorreu pelo mundo a cantar. Mas, fala também do primeiro Fado que começou por cantar, o único que sabia na íntegra, "Loucura" da autoria de Júlio de Sousa, Fado esse que no ano de 1963, e pelo facto de ser elogiado ao cantá-lo e não comparado quando o fez à sua mãe («mas tu não cantas como a tua mãe» disseram-lhe quando o cantou pela primeira vez) que marcou a sua entrada no circuito de gravação, ao ser-lhe pedido para gravar essa faixa, editada num EP do seu amigo, figura bastante popular à época neste domínio, Mário Simões; explica a projecção que este Fado passou a ter na rádio, e que fruto dessa intensa e inesperada aceitação o levaram logo no ano seguinte à gravação de um EP em nome próprio (o fonograma «Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes»), mas reflecte também sobre outros lados do seu percurso como a passagem «acidental» pelo Festival RTP da Canção no ano de 1976 onde foi o intérprete escolhido para dar voz a alguns dos temas que ainda hoje canta nos palcos um pouco por todo o mundo (da autoria de, entre outros, José Luís Tinoco ou José Carlos Ary dos Santos), sobre as relações hostis geradas dentro de quadrantes políticos e intelectuais relativamente ao Fado, das interculturalidades que ele tem patenteado nas últimas décadas, da sua fraca relação com os novos dispositivos electrónicos de armazenamento e difusão da música que se faz, entre outros aspectos. Carlos do Carmo continua a actuar, a gravar e a ser referenciado por um leque grande de músicos e autores da Música Popular no geral e do Fado em particular. resto do texto em Arquivo Mural Sonoro (Portal www.muralsonoro.com) Carlos do Carmo à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Som, Pesquisa, Edição, Texto: Soraia Simões Fotografias: Helena Silva Recolha efectuada em Lisboa na casa de Carlos do Carmo

© 2014 Perspectivas e Reflexões no Campo

Fotografias: Helena Silva

Realizada em Lisboa na casa de Carlos do Carmo

 

 

 

 

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José Luís Tinoco (músico: autor, pianista, compositor)

José Luís Tinoco (músico: autor, pianista, compositor)

71ª Recolha de Entrevista

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71ª Recolha de Entrevista BI: José Luís Tinoco nasceu em Leiria no ano de 1932. É um músico, autor, compositor, ilustrador e cartoonista. Neste excerto disponibilizado 'online', de uma recolha de conversa maior para o Arquivo, fala da importância da sua mãe (pianista, ex-discípula de Vianna da Motta, tocava regularmente com a Orquestra da Emissora Nacional, a solo) e o seu pai (animador e organizador cultural) para o caminho como autor, músico e compositor, que acabou por traçar, mas também da forte influência das bandas sonoras e filmes americanos das décadas de 30 e 40, dos tempos em Leiria, no Porto e posteriormente em Lisboa (nomeadamente no Hot Clube e Festivais RTP da Canção) e de como a ligação à música se ia mantendo, mudando e evoluindo, entre outros aspectos. Autor de "Um Homem na Cidade" (música) em parceria com José Carlos Ary dos Santos (letra). Escreveu também a música e letra de "No Teu Poema" e muitas mais canções interpretadas por Carlos do Carmo e outros. Como, em exemplo, "Madrugada" (música e letra), que venceria o prémio RTP da Canção em 1975; "Os Lobos e Ninguém" ou "O Amarelo da Carris", entre outras. No final dos anos de 1990 foi autor de um fonograma cantado por Carlos o Carmo de nome "Margens", para o qual compôs, arranjou todas as canções (há uma co-autoria apenas num tema desse disco, com Ivan Lins) e escreveu vários dos poemas dessas canções. Muitas das canções que fez/musicou/escreveu foram feitas em parceria com poetas como José Carlos Ary dos Santos, António Lobo Antunes, Dinis Machado, Yvette Centeno, Pedro Tamen, Vasco Graça Moura, etc. . A sua formação académica : Arquitectura, não o impediu de se dedicar à música, como também à pintura e artes gráficas, ilustração, etc. Fez parte do movimento que na década de 50 introduziu o 'jazz' em Portugal, integrando regularmente os primeiros agrupamentos residentes do Hot Clube. Nos anos 70 gravou um LP (para o qual escreveu a música, textos e arranjos) no universo do 'rock' mas também do 'jazz' de nome: "Homo Sapiens". Compôs igualmente música para peças de teatro, cinema e televisão. O seu último CD, intitulado "Arquipélago", é dedicado à sua vertente de compositor 'jazz'. O CD inclui, entre outros, a participação dos músicos-pianistas Bernardo Sassetti, Mário Laginha e João Paulo Esteves da Silva. A sua vertente de compositor de canções e 'fado-canção' é, no entanto, aquela que é mais conhecida por grande parte do público português. À data em que esta recolha é feita tem nas mãos um projecto que gravou com Cristina Nóbrega, o qual inclui 'canções / fados' e alguns músicos de 'jazz'. Esta variedade de influências musicais e visuais deveu-se, como explica na conversa, em grande parte ao facto de José Luís Tinoco ter familiares muito chegados na área da música, arquitectura, pintura, cenografia. © 2013 José Luís Tinoco à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Recolha efectuada em Lisboa na casa de José Luís Tinoco

Pintura-de-José-Luís-Tinoco-Hot-Clube-1954.jpg

ilustração de José Luís Tinoco no ano de 1954, feita na Cave do Hot Clube, Lisboa

© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo

Quiné Teles (músico: percussionista)

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Quiné Teles (músico: percussionista)

30ª recolha de entrevista BI: Joaquim Manuel Ferreira Teles, conhecido por Quiné, nasceu no distrito de Aveiro (Ílhavo) no ano de 1963 e vive no mesmo distrito actualmente. Percussionista/Baterista, mas também produtor, autor e formador, com cerca de 30 anos de actividade, com um percurso transversal, desde o jazz à Música Tradicional Portuguesa. Actualmente, para além das mais diversas participações como freelancer, desenvolve o seu trabalho a solo DaCorDaMadeira e faz oficinas de Percussão, Lengalengas e Movimento, como alternativa pedagógica à aprendizagem rítmica convencional. Nesta recolha reflecte, entre outros aspectos, sobre o ser músico, e nomeadamente percussionista em Portugal, em algumas das características técnicas e artísticas intrínsecas à prática musical que desempenha, no significado de tocar/apresentar-se além-fronteiras para alguns dos músicos e autores portugueses, na escassa solidariedade por parte dos músicos no seu país, na pouca eficácia dos organismos locais ou autónomos no que concerne à divulgação e apoio da cultura musical, nas diferenças entre a criação no centro/capital e nos espaços afastados desse centro/cidade. ou do que um músico com anos de experiência ainda pode procurar na actividade que desempenha. © Quiné Teles* à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo *outras informações acerca de Quiné Teles, em: www.dacordamadeira.com recolha efectuada em Residências Artísticas do Intendente (em Lisboa) muralsonoro.com

30ª Recolha de Entrevista

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© 2012 Perspectivas e Reflexões no Campo

em LARGO Residências

 

 

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Pedro Calasso (músico, construtor. São Paulo)

Pedro Calasso (músico, construtor. São Paulo)

23ª Recolha de Entrevista

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23ª recolha de entrevista BI: Pedro Calasso nasceu em 1976 na cidade de São Paulo, no Brasil. É um músico, construtor de instrumentos e autor brasileiro. Com uma avó portuguesa esteve pela primeira vez em Portugal inserido num projecto que procurou firmar a relação entre as noções culturais de 'identidades' e partilha dessas 'identidades' (um programa de intercâmbio e difusão cultural do Ministério da Cultura do Brasil, que contou com o apoio do Turismo Lisboa e da Casa do Brasil). Na sua passagem por Portugal participou em oficinas teórico-práticas mediadas por organismos parceiros envolvidos neste propósito/aventura.Oficina ’Brasil, um Universo Musical’ aliou a construção de instrumentos oriundos de parte da 'tradição' de algumas das regiões do Brasil à, especialmente, construção rítmica de cada um deles. Nesta recolha de entrevista fala das diferenças que patenteou entre o seu país de origem e, os 20 dias que esteve em, Portugal (e que se prendem sobretudo a 'um modo de estar' de culturas distintas ainda que possuam uma língua aparentemente semelhante), das motivações para a sua composição, das suas referências diárias e consciência pessoal que influenciam o modo como produz no âmbito musical, do grupo musical que já conta com 6 anos de existência, Preto Véio, e que o fez (com Dom Billy, Jahir Soares, Abuhl Júnior e Leandro) dar alguns concertos por Portugal (em Lisboa especialmente), do gosto e interesse que tem pela 'cultura afro indígena brasileira' e por alguns dos elementos musicais que a formam, etc. © Pedro Calasso à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Direitos Reservados Mural Sonoro http://muralsonoro.com/ foto de Dom Billy

 

© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo

Fotografia: Billy Rodrigues

Artur Batalha (fadista)

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Artur Batalha (fadista)

58ª Recolha de Entrevista

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Fotografia: Augusto Fernandes

58ª recolha de entrevista BI: Artur Henrique dos Santos Batalha, ou simplesmente Artur Batalha como é conhecido no meio musical fadista, nasceu em Alfama a 14 de Abril de 1951. Iniciou o seu percurso com 14 anos na Taverna do Embuçado, embora desde os 9 anos cantasse. Nesta recolha de entrevista Artur fala um pouco das suas histórias com autores - letristas, poetas, compositores e fadistas - referenciais que conheceu (de Amália Rodrigues a Fernando Farinha), do seu bairro - Alfama - e do Museu do Fado, de algum do seu repertório mais peculiar, da ''dramatização'' que é feita em torno desta forma musical e com a qual não concorda, etc. Artur Batalha trabalhou com uma série de músicos, ganhou a Noite de Fado em 1971 no Coliseu dos Recreios e foi contratado para cantar em vários países do Mundo. É uma figura refrencial do fado mais ''castiço'' e popular na cidade de Lisboa, a par de outros nomes, como Fernanda Maria, Beatriz da Conceição ou, entre outros, Argentina Santos ou os já falecidos Alfredo Marceneiro e Fernando Maurício. © 2013 Artur Batalha à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Captação musical de Artur Batalha numa letra (a si oferecida) de Fernando Farinha, acompanhado por Paulo Machado (aluno de guitarra portuguesa) Recolha efectuada em Alfama (Restaurante A Muralha) Fotos de Augusto Fernandes

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Godelieve Meersschaert (Kola San Jon e Batuque)

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Godelieve Meersschaert (Kola San Jon e Batuque)

51ª recolha de entrevista BI: Meersschaert Good Lieve nasceu na Bélgica no ano de 1945 (uma semana antes do fim da II Guerra Mundial) e veio viver em Lisboa em 1978. A 01/11/1982, em conjunto com Eduardo Pontes, fixou-se na Cova da Moura para ficar uns meses na casa dum casal do Ribatejo (Couço) – Bairro que lhe mudaria, até hoje, a sua demanda. Com formação em Psicologia, Lieve foi interiorizando desde o ano em que chegou ao Bairro as manifestações culturais trazidas de ilhas distintas de Cabo Verde, à medida que ia convivendo com cabo-verdianos que também viviam no Bairro. Nesta recolha de entrevista, Live explica a sua ligação a duas manifestações distintas e aos seus valores mais intrínsecos: por um lado o Kola San Jon e por outro a prática do batuque, a evolução das mesmas ao longo dos últimos anos no que concerne ao entendimento profundo de ambas (na prática do batuque há, inclusivé, estudos que se debruçam sobre as suas funções profiláticas na maioria das mulheres que a pratica – como no caso da violência doméstica), explica ainda as diferenças entre ambas as manifestações, que embora no Bairro Cova da Moura se misturem, em Cabo Verde se encontram em diferentes ilhas e igualmente com propósitos diferentes junto das comunidades, da aproximação (após reconhecimento da Fundação Calouste Gulbenkian) dos mais jovens ao Kola San Jon, de espaços importantes no Bairro como o Moinho da Juventude, etc. O Kola San Jon está envolvido num trabalho criterioso, com etnomusicólogos e antropólogos da Universidade de Aveiro, que tem como fim a candidatura desta festa religiosa a Património Imaterial da cultura cabo-verdiana. Lieve tem servido de ponte para a aproximação destas manifestações com as pessoas que nelas se inserem, maioritariamente residentes no Bairro, com investigadores ou instituições e orgãos de comunicação não só em Portugal, como no resto da Europa e até mundo. © 2013 Meersschaert Good Lieve à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo Recolha efectuada no Bairro Cova da Moura Fotos de Eduina Vaz nota: nesta recolha de entrevista há o cuidado de não fotografar Godelieve de frente, por pedido da mesma

51ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00060 Europeana Sounds

© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo

no Bairro Cova da Moura
Fotos de Eduina Vaz

nota: nesta recolha de entrevista há o cuidado de não fotografar Godelieve de frente, por pedido da mesma

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António Avelar Pinho (Filarmónica Fraude, Banda do Casaco)

António Avelar Pinho (Filarmónica Fraude, Banda do Casaco)

48ª recolha de entrevista BI: António Avelar Pinho nasceu no Entroncamento no ano 1947. Foi membro fundador de grupos como Filarmónica Fraude (1967) e Banda do Casaco (1973). Em 1977 escreveu e co-produziu o disco "Fungagá da Bicharada". Em 1980 entrou para o Departamento Nacional de Artistas e Repertório da Valentim de Carvalho onde, conjuntamente com Nuno Rodrigues, escreveu canções para nomes como Lara Li, Gabriela Schaaf, Concha ou o grupo Banda do Casaco. Trabalhou ainda com diversos nomes da música que é feita em Portugal nos últimos 40 anos, como (sem ordem cronológica e em exemplo) Rui Veloso, Doce, Né Ladeiras, AGIR, entre tantos mais, é também um dos autores da personagem 'Avô Cantigas' celebrizada por Carlos Alberto Vidal. Nesta recolha de entrevista, entre outros aspectos, aborda o início da sua actividade na música com o grupo Filarmónica Fraude, algumas das características de um 'Portugal musical' do passado e do presente, algum teor crítico relativamente ao percurso assumido para a indústria da época por um conjunto de músicos (que foram mudando, de formação em formação) que faziam parte da Banda do Casaco, da importância do Documentário que vira, nos anos 70, no cinema Império e dos discos com as recolhas de Michel Giacometti (da importância, à altura, que assumiu na sua visão no seio da música popular que era feita em Portugal), no 'surrealismo' patente em algumas das coisas que a Banda do Casaco interpretou, mas José Afonso também, no 'protesto' ou 'desconforto' causado pelo grupo numa determinada altura nos órgãos de comunicação, promoção e difusão, mas também em experiências bem recentes com gente mais nova e com outras formas musicais, para quem a Banda do Casaco representa uma referência, como o caso do rapper Sam The Kid, de alguns dos fonogramas da Banda do Casaco, como: 'Dos benefícios dum vendido no reino dos bonifácios', 'Coisas do arco da velha', 'Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos', 'Contos da barbearia' ou 'No Jardim da Celeste'. © 2013 António Avelar Pinho à conversa com Soraia Simões Recolha efectuada em LARGO Residências Foto Augusto Fernandes

48ª Recolha

Eu sempre achei a música declaradamente política, a música menos política

© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo

Fotografias: Augusto Fernandes
Realizada em LARGO Residências

Aurélio Malva (Brigada Victor Jara)

Aurélio Malva (Brigada Victor Jara)

46ª Recolha de Entrevista BI: Aurélio Malva nasceu no ano de 1953. Licenciado em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa e Docente, foi um dos principais responsáveis pelo Grupo rock Manifesto nos anos 80 e um dos integrantes mais (re) conhecidos da Brigada Victor Jara. Músico, Compositor e Autor de diversos temas no contexto da música popular 'de cariz tradicional', é também, além da voz, um tocador (também professor, especialmente de Gaita-de-Fole em Ançã, onde presentemente vive) como: Gaita de Foles , Bandolim ou Cavaquinho. Nesta recolha de entrevista refere, entre outras ideias, sobre alguma da militância assumida pelas Brigadas num determinado tempo e espaços no país, das suas referências musicais (de José Afonso a José Mário Branco), da importância de Sérgio Mestre (que tocara com Adriano Correia de Oliveira ou Zeca Afonso) na Brigada Victor Jara, do campo de intervenção musical e de recolha da Brigada Victor Jara (no folclore português de um modo globalizante; do Minho, Trás-os-Montes ou Beira-Beixa a todas as ilhas dos Açores),de ‘música modal’, ‘tonal’, ‘cromática’, de ‘chulas’, da importância de Michel Giacometti ('as últimas grandes recolhas foram feitas por Giacometti. Desengane-se quem acha que não. O que falta agora, neste contexto, é isto: entendê-las ou interpretá-las', refere o músico no fim desta gravação), de Raízes e Utopias. Os temas presentes nesta recolha de entrevista coloca-os em duas áreas: Raízes ('Oh Bento Airoso', 'Moda da Zamburra' e 'Arruada') e Utopias ('Caminhos' e 'Chula da Liberdade'). © 2013 Aurélio Malva à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo recolha efectuada no Parque do Mondengo em Coimbra fotos de Susana Almeida

46ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00059 Europeana Sounds

© 2013 Perspectivas e Reflexões no Campo
fotografias de Susana Almeida