Pode-se estudar, reflectir, abordar, trabalhar legitimamente os/com os grupos e indivíduos que usam a música atribuindo-lhe significados de acordo com as suas vivências, emoções ou preocupações sem analisar as estruturas da música, mas não é possível explicar a lógica dos sistemas musicais sem considerar os padrões sociais e culturais de quem faz, executa ou produz música em Portugal.

Com a sua autonomia, a música é analisada e interpretada inevitavelmente dentro das suas regras particulares, nas quais existe um sistema organizacional: tonal e rítmico, que são produtos e estruturas culturais selecionados pelos indivíduos que a produzem em determinados contextos sociais.

É tão essencial ter em consideração o conjunto de sons disponíveis para qualquer músico, como o contexto social em que são escutados.

[Jon Blacking]