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Soraia Simões Presidente de Direcção Associação Mural Sonoro

Mural Sonoro, Discurso Directo: RTP2, Antena 1,  Antena 2, Antena 3

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Mural Sonoro, Discurso Directo: RTP2, Antena 1, Antena 2, Antena 3

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Soraia Simões em Discurso Directo

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Soraia Simões em Discurso Directo

A mentora da Associação Mural Sonoro em Discurso Directo

public.original: 20/11/2015

fotografia: Marta Reis

 

Portugal Rebelde - Antes de mais, como é que surge e qual é o objetivo do projecto Mural Sonoro?

Soraia Simões - Surge no ano de 2011. Começou por ser um projecto de recolha de memórias e testemunhos a vários protagonistas da Música Popular nos últimos 50 anos incorporando nele vários domínios musicais, de matriz urbana e de matriz periférica ou rural, seja do ponto de vista geográfico seja no seu modus operandi, e ao fim de um ano tornou-se, além de uma base de dados com essas recolhas, um trabalho de investigação que procura explicar, tendo como ponto de partida 3 questões que o sustentam, a história da música e da cultura popular, com a prática musical presente, entre 1950/60 (embora pontualmente se vá, por entrosamento, aos anos 40) até ao início/meados dos anos 2000, marcados pelas transformações económicas, sociais e tecnológicas.

PR - Quais são os campos de ação em que o projeto Mural Sonoro coloca o seu enfoque?

Soraia Simões - As 3 questões, ou itens, que norteiam o projecto respondem a essa pergunta. 1ª: qual a relação dos agentes da cultura e música populares entre 1950/2000 com a gravação sonora; as tecnologias de produção e a recepção musical, 2ª. em que medida os processos culturais são importantes nos seus processos de composição e interpretação: o património sonoro e cultural, o espaço geográfico em que crescem como autores e intérpretes, os instrumentos musicais e a sua construção nos seus desempenhos, 3ª. quais os acontecimentos sociais e económicos considerados relevantes na indústria e de que modo os mesmos se reflectiram nos seus percursos e edições em concreto.

PR - Onde é que podemos consultar o arquivo e a documentação Mural sonoro?

Soraia Simões - Num portal, dividido por categorias, onde encontra estas memórias dentro desta linha orientadora, uma secção dedicada à história de alguns instrumentos musicais e alguma maquinaria importante para a compreensão do estudo da reprodução do som e da música e da gravação no século XX, textos meus e de outros autores ou investigadores. Numa linguagem que procuro que seja simples, clara ou de fácil apreensão para quem quiser saber um pouco mais destes estudos ou leituras

PR - No ano de 2014 foi distinguida com o Prémio Megafone Sociedade Portuguesa de Autores. Que importância atribui a este prémio?

Soraia Simões - Uma distinção que justificou o propósito deste projecto: o da constatação de que a Música Popular é um objecto de interesse para a sociedade. Permitiu-me perceber melhor que o lugar do conhecimento é junto da comunidade no geral e não só científica. E que os estudos sobre práticas culturais, como a música em concreto, são objectos de circulação e que, por isso, devem estar contextualizados de uma forma acessível. Numa base prática, onde tanto quem os estuda como quem por eles se interessa os possa perceber melhor com a ajuda dos que foram o seus principais actores e a partir daí discuti-los em várias áreas de interesse, sejam elas científicas ou sejam elas culturais.

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Mural Sonoro parceiro do projecto Memórias da Revolução (IHC -FCSH)

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Mural Sonoro parceiro do projecto Memórias da Revolução (IHC -FCSH)

O Projecto Memórias da Revolução, o portal Memórias da Revolução, promovido pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, junta o Mural Sonoro (1) às suas entidades parceiras.


Em parceria e com a colaboração de diversas instituições como, entre outras, a RTP, a Associação 25 de Abril ou a Assembleia da República este projecto com uma durabilidade de 9 meses (de 11 de Março de 2015 a 25 de Novembro de 2015) inscreve-se num programa anual, plural e diversificado, dedicado às comemorações dos 40 anos do PREC (Processo Revolucionário em Curso).


O projecto Memórias da Revolução procura, por isso, sensibilizar a população em geral para a importância da memória e da sua preservação enquanto património colectivo. É através do diálogo com o passado, da promoção do debate e da divulgação científica, e tendo presentes as novas práticas e necessidades socioculturais, que se busca o novo, numa continuidade histórica activa e dialogante entre passado, presente e futuro, de forma consciente e empenhada.
Fazer História é também um exercício de liberdade e de cidadania.

Memórias da Revolução Parceiros

(1) Domínio do trabalho: práticas musicais, recolha de memórias de protagonistas da música e cultura populares neste período histórico, coordenação de debates, apresentação e organização de encontros científicos no âmbito

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SESSÕES PÚBLICAS MURAL SONORO 2013/ 2014/ 2015, por Soraia Simões

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SESSÕES PÚBLICAS MURAL SONORO 2013/ 2014/ 2015, por Soraia Simões

As Sessões de debates e colóquios Mural Sonoro no Museu da Música tiveram como principal objectivo procurar caracterizar as várias práticas musicais operadas em Portugal, que se fixaram por tempos ou permanentemente na capital do país tendo aí notoriedade, sendo acolhidas ou repelidas em determinados tempos, incitando a capital a uma (re) descoberta delas nos locais, as dinâmicas do ensino ou aprendizagem dos instrumentos construídos em Portugal e que são usados nessas práticas, desde o momento em que se detectam aspectos de carácter regional ou local nessas práticas adaptadas à música que era produzida em cidades centrais e zonas limítrofes, até ao presente, tendo como ponto de partida e chegada as comunidades de prática.

Foi meu objectivo observar e tentar perceber o funcionamento dessas comunidades de prática ao longo de vários períodos. Recorrendo às distintas formas ligadas ao ensino/aprendizagem (convencional e não convencional) dessas práticas musicais, construção de instrumentos e uso desses instrumentos.

A recolha de entrevista bem como, no caso de ausência de registos fonográficos ou de gravação nos espólios particulares, a recolha musical é/são utilizada (s) de um modo complementar ao trabalho de pesquisa bibliográfica e consequente produção de uma nova leitura e abordagem. Dentro de um estudo que tem usado uma abordagem metodológica num padrão exploratório, interpretativo, etnográfico e descritivo (através da transcrição fiel de entrevistas e conversas decorrentes dos encontros, debates e Sessões realizados no Museu da Música.

A análise de dados (recolhas musicais, interpretação de registos fonográficos com ajuda dos entrevistados, corpus das entrevistas, conversas, debates ou sessões de esclarecimento) foi realizada numa perspectiva indutiva, onde a abordagem dos conteúdos foi feita por temas. Temas que são problemas ou assuntos predominantes nessas recolhas de entrevistas, independentemente da prática em questão. E outros que são específicos das práticas individuais ou autóctones.

Quanto aos resultados, existe um indicador que aponta a existência de modelos de ensino/aprendizagem das práticas musicais num contexto migratório, dos instrumentos e das tradições orais recuperadas e outras que se implementaram a partir daí, que têm permitido a transmissão de saberes culturais e técnicos, onde as comunidades de prática assumem um pilar fundamental para o crescimento, valorização e estruturação dessas práticas culturais e musicais.

A um ano de Colóquios e Debates juntou-se, em Junho de 2014, o Ciclo «Conversa ao Correr das Músicas» onde protagonistas da Música Popular, muitos deles gravados neste arquivo, tocam e conversam comigo e com o auditório, acerca de parte do seu percurso musical e das histórias contidas na elaboração de algumas das suas melodias, harmonias, gravações, criações, etc.

Acontece, desde Junho de 2014, mensalmente durante cerca de uma hora e meia e com um novo convidado. É um registo numa linguagem diferente no Arquivo e Documentação, e das sessões de debates ou colóquios também realizados neste trabalho, que se junta ao registo da entrevista etnográfica feita a esse músico/autor/compositor e que aproxima inequivocamente o público da obra dos autores e os mesmos do público. 

Este ciclo abre-se em 2015 a um conjunto de novos espaços, resultado das suas parcerias, como sejam o Festival BONS SONS.



Identificações referentes à imagem
© 2013, 27 de Abril, Sessões Arquivo Mural Sonoro no Museu da Música fotografia: Augusto Fernandes (Assoc.Mural Sonoro), durante Debate com o tema: «Instrumentos Tradicionais em Portugal sua Construção e Difusão».

Intervenientes desta Sessão: Mário Correia (Centro de Música Tradicional Sons da TerraFESTIVAL INTERCELTICO DE SENDIM, Mundo da Canção), Kula (Músico, Construtor de Korás, tambores vários, mbiras, etc), João Sousa/ RED CLAY (Construção de Instrumentos em Barro)
Autoria, Apresentação e Condução: Soraia Simões (Mural Sonoro). Portal: http://www.muralsonoro.com/iniciativas

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Mural Sonoro no Europeana Sounds

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Mural Sonoro no Europeana Sounds

O  Mural Sonoro  faz agora parte do consórcio Europeana Sounds, liderado pela British Library, e sediado, em Portugal, no Instituto de História Contemporânea da FCSH/UNL. Este é um projecto de referência na área, contando com 24 parceiros de 12 países, e que pretende disponibilizar online milhões de sons digitalizados, provenientes das mais destacadas bibliotecas e instituições europeias. São sons de todos os géneros – musicais, dialectos, memórias orais ou simplesmente sons da natureza –, e de várias latitudes geográficas e culturais, que passam agora a contar com o vasto acervo do Mural Sonoro.

Parcerias:

The British Library – Reino Unido
Stichting Nederlands Instituut Voor Beeld en Geluid - Holanda
Stichting Nederland Kennisland - Holanda
Stichting Europeana - Holanda
National Technical University of Athens – Grécia
Bibliothèque nationale de France - França
AIT Austrian Institute of Technology Gmbh – Áustria
Net7 Srl - Itália
We Are What We Do Community Interest Company – Reino Unido
Centre National de la Recherche Scientifique - França
UAB DIZI - Lituânia
Deutsche Nationalbibliothek – Alemanha
Music Library of Greece - Grécia
Istituto Centrale per il Catalogo Unico delle Biblioteche - Itália
Irish Traditional Music Archive – Irlanda
Max Planck Gesellschaft Zur Foerderung der Wissenschaften E.V. – Holanda
National Library of Latvia - Letónia
Technisches Museum Wien mit Osterreichischer – Áustria
Rundfunk Berlin-Brandenburg - Alemanha
Sabhal Mor Ostaig – Reino Unido
Statsbiblioteket – Dinamarca
Oesterreichische Nationalbibliothek – Áustria
Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa – Portugal
Comhaltas Ceoltoiri Eireann – Irlanda

Data de início:

Fev 2014

Data de fim :

Jan 2017

Duração:

3 anos

Resumo:

O projecto Europeana Sounds foi lançado no dia 1 de Fevereiro de 2014. Este projecto de três anos, co-financiado pela Comissão Europeia, dará acesso, até Janeiro de 2017, a uma massa crítica de conteúdos sonoros digitais. Mais de 540 000 registos em alta definição serão disponibilizados online através da Europeana, da música clássica e tradicional aos sons do mundo natural e ainda a memória oral.

Coordenado pela British Library, o projecto reúne como parceiros 24 bibliotecas nacionais, instituições ligadas ao som, centros de investigação e Universidades, distribuídos por 12 países europeus.

Os conteúdos seleccionados no âmbito deste projecto ilustram a riqueza e variedade do património sonoro europeu: performances de música clássica e contemporânea cujo atractivo é intemporal e universal; música e contos tradicionais; efeitos sonoros, ambientes sonoros e sons da natureza; línguas, pronúncias, dialectos e memórias orais. Estas recolhas reflectem a diversidade de culturas, histórias e línguas e a criatividade dos povos europeus ao longo dos últimos 130 anos.

O Europeana Sounds alargará o acesso a um vasto conjunto de conteúdos que ilustram o papel desempenhado pelos sons na paisagem social, cultural e científica dos nossos tempos. Desde os dialectos perdidos aos sons de ambientes naturais em vias de extinção ou à música contemporânea, o Europeana Sounds aproximar-nos-á do passado recente no tempo presente, unidos em torno de um património auditivo comum. Boa parte deste património nasceu na era dos direitos de autor e a sua preservação para as gerações futuras deverá avançar no sentido do livre acesso a materiais ainda protegidos por direitos. Estes sons formam um novo campo da nossa cultura partilhada e o principal desafio será garantir o seu acesso ao grande público nesta era digital.

Coordenação:

Geral: Richard Ranft (British Library)
Portugal: Maria Fernanda Rollo ( Presidente Instituto de História Contemporânea - Faculdade de Ciências Socais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa)

Equipa: Salwa Castelo Branco (Departamento de Ciências Musicais FCSH/UNL e Presidente do INET-md, da FCSH/UNL)
Ruy Vieira Nery (Dep. Ciências Musicais FCSH/UNL e Fundação Calouste Gulbenkian)
Ana Paula Guimarães (Presidente IELT - FCSH/UNL)
Maria Inês Queiroz (IHC-FCSH/UNL)

*Nota: o violino presente na imagem de capa deste texto pertence ao músico espanhol César Carazo e foi tirada por Helena Silva durante a sessão do ciclo Conversa ao Correr das Músicas no Museu da Música.

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Associação Mural Sonoro Festival Inovação e Criatividade (FIL)

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Associação Mural Sonoro Festival Inovação e Criatividade (FIL)

 

Nos dias 23 e 24 de Abril a Associação Mural Sonoro esteve presente na FIL a convite do Festival IN - Inovação & Criatividade.

Num Festival que é já referência ibérica ao nível das Redes Empresariais, Inovação, Cidades Criativas, Negócio e Cultura,  Criatividade e Desenvolvimento, a Associação Mural Sonoro foi este ano convidada pela organização a apresentar-se, nos seus propósitos, projectos e metas, quer no espaço expositor, quer sob a forma de apresentação formal.

A apresentação da Associação e da sua dinâmica, esteve a cargo de Soraia Simões - investigadora e presidente da Associação no auditório do pavilhão dois.

Fotografias de Carlos Gomes


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