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14/01/2017, 'O RAP como Resposta', projecção de dois filmes seguidas de uma conversa com o cineasta Rui Simões (Real Ficção)

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14/01/2017, 'O RAP como Resposta', projecção de dois filmes seguidas de uma conversa com o cineasta Rui Simões (Real Ficção)

14/01/2017

7ª sessão do Ciclo de conferências e debates do projecto RAPortugal 1986 - 1999.
Projecção filmes Retratos a preto e branco e Ilha da Cova da Moura de Rui Simões (Real Ficção) seguido de conversa com o realizador. Tema: ''O RAP como resposta''
Coordenação: Soraia Simões (Instituto de História ContemporâneaAssociação Mural Sonoro)
Espaço: Fórum Municipal Romeu Correia, sala Pablo Neruda, Almada
Capatação som, imagem: José Fernandes

 

 

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'Geraçon RAP' Doc 1995, Fórum Romeu Correia (Almada) com António Contador e Emanuel Lemos Ferreira

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'Geraçon RAP' Doc 1995, Fórum Romeu Correia (Almada) com António Contador e Emanuel Lemos Ferreira

11/01/2017 - 16h - 18h, Auditório Fernando Lopes Graça, Almada

''Geraçon Rap'' (1993-1995) Doc + conversa com os autores

Uma parte do início da prática do RAP em Portugal foi registada em vídeo por Antonio Contador, Artemisa Delgado, Emanuel Ferreira, Massimiliano Ferraina e Jorge Barata entre 1994 e 1995 enquanto estudavam Sociologia no ISCTE.

São momentos de pequenos encontros, concertos, sessões de improviso filmados de modo arbitrário durante os seus trabalhos de campo que aqui estão reunidos. Neles encontramos alguns e algumas dos/as protagonistas desta ''micro-história'' que fazem parte das recolhas de entrevistas entre 2012 e 2016, história oral e sessões de debate que coordenei neste período recente, procurando um maior enquadramento e contextualização da prática em território nacional no presente, como José Mariño, Djamal, Boss AC, Cupid, Zona Dread, General D, Maimuna Jalles, os Karapinhas, Black Company, Hernani Miguel, entre outros e outras. 

Depois de há um ano, no decorrer do meu trabalho de pesquisa, o conseguir ver na integra convidei agora o Antonio Contador e o Emanuel Lemos Ferreira, hoje radicados em Paris e Londres respectivamente, para vermos este Documentário de cerca de uma hora conjuntamente seguindo-se a ele uma conversa, volvidas estas duas décadas, com eles sobre o trabalho que realizaram e as expectativas desse momento em que o domínio em questão ganhava forma.

 

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Vasco Ribeiro Casais (intérprete/multi-instrumentista, compositor)

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Vasco Ribeiro Casais (intérprete/multi-instrumentista, compositor)

BI: 110ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00093

 

                                                                                                       Rights reserved - Free access

Europeana Sounds

BI: Vasco Ribeiro Casais é um intérprete e compositor nascido no ano de 1977, que conta já com cerca de 17 anos de actividade na música popular que tem sido feita em Portugal.

Nesta recolha de entrevista expressa aquelas que foram as suas referências de adolescência, sobretudo no domínio do rock, e aborda lembranças que vão da aprendizagem da guitarra clássica numa paróquia próxima e da ligação primeira à guitarra eléctrica, do seu percurso com o grupo Dazkarieh, que ajudou a fundar e o faria no final dos anos 90 profissionalizar-se na música e dela viver até hoje, a outros trabalhos musicais que encetou ou presentemente abraça (Chocalhos, Seiva ou Omiri).
O papel do circuito de produção e venda de discos e espectáculos ao longo da última década, a procura pelas recolhas do património oral, sonoro e musical português e a sua introdução directa (especialmente com o grupo Omiri onde os instrumentos musicais dialogam com registos sonoros) ou indirecta (no caso das recolhas que serviram de inspiração para a criação de canções) e a introdução de vários instrumentos musicais, que foi tocando e aperfeiçoando, ao longo do seu percurso musical são algumas das tónicas presentes nesta conversa registada.
Foi com o grupo Dazkarieh que maior popularidade granjeou, inclusivé fora de Portugal, de 1999 a 2012 o grupo editaria 6 fonogramas e tocou em países diversos como Suíça, Canadá, Bélgica, México, Cabo Verde, República Checa, Espanha, Áustria, Estónia e na Alemanha, país onde teve um maior destaque. Instrumentos das mais diversas categorias musicais foram tocados, especialmente neste grupo, como gaita de foles galega, acordeão, flauta transversal, ''tin whistles Irlandeses'', vários géneros de instrumentos de percussão africanos e árabes, baixo, guitarra, cavaquinho, viola braguesa ou bouzouki.

© 2015 Vasco Ribeiro Casais à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Alexandre Nobre

Recolha realizada em Lisboa

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Bilan (intérprete, compositor cabo-verdiano)

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Bilan (intérprete, compositor cabo-verdiano)

109ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00092

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Europeana Sounds

BI: Elton Jorge Martins Lima, ou Bilan como é conhecido no meio musical, é um músico e compositor nascido na ilha de São Vicente (Mindelo) em Cabo Verde no ano de 1981, mas que conta já com cerca de 20 anos de experiência como autor e intérprete.

Teve a sua primeira experiência como músico de modo profissionalizante no Festival Baía das Gatas, conhecido Festival de Música de São Vicente, no universo do «pop-rock», veio para Portugal, para a cidade do Porto, no ano de 1999 para tirar o curso superior de Desporto (Educação Física), mas foi nessa cidade que acabou por conciliar com actividade de estudante universitário a de músico, tocando numa série de bares com outros músicos do Porto, especialmente nos domínios do «jazz» e do «pop rock».

Conta, entre outros aspectos, nesta recolha maior, da qual se disponibiliza uma boa parte neste acervo online, como se reconciliaria com a música e os músicos do seu país, do que aprendeu, ao radicar-se na cidade de Lisboa, do ponto de vista musical, cultural e linguístico sobre o seu Cabo Verde e de que modo passou a viver o seu espaço de origem não estando lá fisicamente, salientando nesse processo alguns dos que formam os seus principais rochedos de inspiração do ponto de vista composicional e interpretativo, como Bau, Bana, Vasco Martins, Titina, Tubarões ou Cesária Évora. Vive exclusivamente da música e explica de que modo o 'ritmo' e o recurso a instrumentos sobretudo percussivos que não os cordofones (igualmente percussivos, tanto mais consoante o modo como são executados) é importante na procura de um 'som', 'musicalidade' e 'identidade' específicos na música que faz, tanto como os músicos com que em Lisboa se cruzaria e que acabaram por se mostrar decisivos, ao se juntarem aos primeiros agrupamentos que integrou, no seu caminho musical.

Tem crescido como autor e intérprete na cidade de Lisboa e é a partir dela que tem intensificado as suas parcerias e colaborações, não só na música em concreto como no teatro e cinema documental.

Tem, até à data em que esta recolha é realizada, três trabalhos gravados, não tendo o terceiro, de 2012, finalizado a sua edição discográfica.

 

© 2015 Bilan à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões

Recolha realizada em Lisboa

Fotografias de Alexandre Nobre

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Rui Veloso (músico, compositor)

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Rui Veloso (músico, compositor)

108ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00091

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Europeana Sounds

BI: Rui Veloso é um dos mais referenciados músicos e compositores portugueses.
Nasceu na cidade de Lisboa, mas mudou-se com poucos meses para o Porto, onde fez grande parte da sua vida até ao início da vida adulta.
Começou a tocar guitarra na adolescência, no ano de 1979 gravaria uma maqueta que incluía temas em português e em inglês,  que chega à editora Valentim de Carvalho pelas mãos da sua mãe. Na editora os temas em português fixam a atenção o que motivou a contratação do músico.

Nesta recolha de entrevista longa, da qual se disponibiliza uma boa parte neste acervo online, Rui Veloso reflecte sobre as condições para a prática da música em Portugal na segunda metade dos anos 70 e nos anos de 1980 e 1990 sobretudo, as limitações que ofereciam os estúdios de gravação, sob o ponto de vista tecnológico e dos recursos técnicos humanos, o modo como começa por fazer as suas gravações, os instrumentos que foi adquirindo até ter o seu estúdio (onde congrega uma panóplia de instrumentos de quase todas as categorias: de cordofones oriundos de vários espaços geográficos a instrumentos variados de percussão portugueses ou de outros pontos da Europa (o caso dos teclados) e africanos sobretudo: membranofones e idiofones) a forma como experienciou a evolução da era analógica para a digital e o papel do computador, mencionando que trabalhar «na mesa» será para si sempre  mais interessante e prático do que «na ditadura do pro tools», explica ainda o modo como se foi envolvendo com diferentes aspectos que pautam a prática da música em Portugal e a música que tem feito em particular, como sejam a sua relação com outros músicos de domínios musicais e origens diversas, a sua  parceria musical com Carlos Tê, de que forma o papel que tipologias musicais como o «blues» e a história social e política que a prática assumiu num tempo vital foram tão importantes no seu percurso, referindo algumas referências de músicos americanos neste domínio, a sua incursão no universo do «fado-canção», etc.

Do seu legado fonográfico fazem parte, entre albúns de estúdio, gravações ao vivo e compilações, até à data em que esta recolha foi realizada, entre outros:
Álbuns de Estúdio
1980 - Ar de Rock
1982 - Fora de Moda
1983 - Guardador de Margens
1986 - Rui Veloso
1990 - Mingos & Os Samurais
1991 - Auto da Pimenta
1995 - Lado Lunar
1998 - Avenidas
2005 - A Espuma das Canções
2012 - Rui Veloso e amigos
Ao vivo
1988 - Rui Veloso Ao Vivo
2003 - O Concerto Acústico
2009 - Rui Veloso ao Vivo no Pavilhão Atlântico (CD+DVD)
Compilações
2000 - O Melhor de Rui Veloso - 20 anos depois

© 2015 Rui Veloso à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som (paisagem sonora incluída), Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Alexandre Nobre
Recolha realizada em Junho em casa do músico

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Carlos Martins (músico, compositor)

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Carlos Martins (músico, compositor)

107ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00090

Only with permission

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BI: Carlos Martins nasceu no Alentejo, numa aldeia chamada Etiópia, no ano de 1961. É  um dos mais activos e consolidados músicos em Portugal.


Saxofonista, compositor e formador conta nesta recolha maior, da qual se disponibiliza uma parte no acervo deste projecto online, que começou por tocar percussões na rua em criança e que o ensino da música de modo 'oficial' é encetado na Banda Filarmónica de Grândola, onde estudaria clarinete, música e teoria musical.

O ambiente em que aprendeu música (a importância, entre outros, da perseverança do maestro Jorge Picoito para a sua aprendizagem de música) no Alentejo foi, como recorda, de um valor inestimável, mas o quadro social, cultural e ideológico em que cresce revelaram-se de igual importância. É neste campo que Carlos Martins fala dos desejos, ânsias e angústias que se viviam nesse período:  a suposição, utopia e  desejo de liberdade, a vontade e curiosidade do 25 de Abril de 1974, o incentivo à leitura de Karl Marx e Friedrich Engels, o estudo e a reflexão de disciplinas como a filosofia, as relações de proximidade e ambiente colaborativo, o lado afectivo e um sentido de transformação e idealismos fora do que apelida de 'determinismo revolucionário',  mas que convivia com o lado mais impenetrável do poder local partidário de esquerda. Foi líder dos estudantes comunistas, integrou um grupo de baile tendo como ideia inicial tocar bateria, o Conjunto Inovação, mas rapidamente passaria para os saxofone alto, emprestado para o efeito, e clarinete, onde chegou a tocar repertório do caboverdiano Luís Morais. Neste contexto, intuitivamente,  arriscaria as primeiras improvisações, sem saber exactamente que o fazia. 


Lembra ainda que com 19 anos, já em Lisboa, tocava com um conjunto alargado de músicos oriundos de Cabo Verde, vendo aí uma possibilidade de ficar  a tocar até tarde, desenvolvendo as suas capacidades interpretativas.

Os papéis assumidos, no seu crescimento como músico e indivíduo participativo na sociedade, que a sua passagem, de cerca de ano e meio, pela Banda da GNR, destacando os músicos de vários instrumentos de sopro que dali saíram e integravam neste período orquestras clássicas reconhecidas, ou pela Orquestra de Jazz do Hot Clube, com a facilidade que já tinha ganho em ler música - elemento decisivo para a sua integração -, os livros de solfejo que se estudavam na banda, são fundamentais e também por isso aflorados nesta conversa. Viria a juntar à sua formação os estudos realizados na Escola de Música do Conservatório Nacional.


Diz que se apercebeu nestes anos que é o ritmo que «faz a diferença da música entre os mundos», o ritmo inclusivé da voz em vários domínios musicais, dando de igual forma na fundamentação desta sua ideia o Fado (cantar Fado) como exemplo.


O racismo durante a década de 1990 na cidade de Lisboa, a criação da  Orquestra Sons da Lusofonia, Lisboa Capital da Cultura no ano de 1994, que teve Ruben de Carvalho como programador da área musical, e as primeiras tentativas de incentivo à organização de encontros e sessões, tendo a prática musical como motor, de fomento à reunião das diversidades de credos, espaços de origem, línguas e etnias, a entrada na UE,  são outros aspectos que enformam temporo-espacialmente o seu percurso e também por isso abordados e reflectidos nesta conversa.


Fez parte da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, da Academia de Música de Setúbal, da New Jersey Performing Arts Center e foi responsável pela fundação do Quinteto de Maria João, do Quarteto de Jazz de Lisboa e do Sexteto de Jazz de Lisboa.

Trabalhou e gravou com músicos  como Cindy Blackman, Ralph Peterson Jr., John Stubblefield, Don Pullen e Bill Goodwin,  com o Grupo Colectiva (Teatro e Música) colaboraria com a compositora Constança Capdeville, actuou em vários concertos da Oficina Musical do Porto, dirigida pelo maestro Álvaro Salazar, bem como com os músicos solistas do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos pelo maestro João Paulo Santos. Tais actividades marcam indelevelmente o seu caminho como músico.


Em 1992 fundou o Festival Lisboa em Jazz, que deu origem à Festa do Jazz  que dura, até à data em que é realizada esta recolha, há 13 anos, o primeiro festival dedicado à apresentação de músicos portugueses de jazz, organizado em Portugal.

É presidente há 20 anos da Associação Sons da Lusofonia e foi nesta condição que iniciou há 10 anos o Lisboa Mistura, dirigindo-o até ao presente.


Escreveu música para teatro, cinema e bailado, tendo colaborado com o coreógrafo Rui Horta, ou com a bailarina e coreógrafa Vera Mantero. No cinema fez a banda sonora do filme "Filha da Mãe" de João Canijo, a banda sonora e a música da exposição "A Queda de um Anjo" do escultor António Quina e bandas sonoras do filme ‘PAX’ de Eduardo Guedes (1994) e do vídeo "Sétima Colina", de Lisboa 94.

Do seu legado discográfico em nome próprio fazem parte até à data em que este registo é realizado:
Lisboa em Jazz 90 - Quarteto Carlos Martins (1990) - CML/Pelouro Cultura
Passagem - Quarteto Carlos Martins (1996 - Grav. 1995) - ENJA
Outras Índias - Carlos Martins e Vasco Martins - EMI-Valentim de Carvalho (1997)
Sempre - Carlos Martins (1999) - Valentim de Carvalho
Caminho Longe - Orquestra Sons da Lusofonia (1998) - EMI-Valentim de Carvalho
Do Outro Lado - Carlos Martins (2006) - Som Livre
Água - Carlos Martins (2008) - iPlay
Absence - Quarteto Carlos Martins (2014) - Associação Sons da Lusofonia
Na sua ligação a outros intérpretes ou compositores:
Cem Caminhos, Quinteto de Maria João (1991/1985) MOV / ORF-RT [CD/LP]
Maria João, Quinteto Maria João (1983) ORF/RT [LP]

© 2015 Carlos Martins à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha efectuada em LARGO Residências, Lisboa

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Sérgio Godinho (músico, autor, intérprete)

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Sérgio Godinho (músico, autor, intérprete)

106ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00089

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BI: Sérgio Godinho  é um dos músicos e autores mais reconhecidos da Música Popular feita em Portugal nas últimas cinco décadas.  Nascido na cidade do Porto no ano de 1945, explica neste registo de conversa, da qual se disponibiliza uma parte neste acervo online, de que modo as escolhas musicais do seu pai e irmão e o seu contacto, ainda que fugaz, com o piano foram importantes na actividade musical, que viria a abraçar de modo profissionalizante mais tarde.

Nesta recolha explica a importância das suas viagens, o que daí recolheu do ponto de vista cultural no geral e literário e musical em particular, da fase do exílio em França e dos espaços onde tocava nesse período, mas também reflecte sobre temáticas como o uso de conotações datadas no âmbito da recepção musical e/ou dos mass media , como sejam o desígnio «música de intervenção» bem como acerca de  algumas das características patentes no seu legado discográfico, nas opções que tomou e no seu repertório, explicando, entre outros aspectos, que parte sempre de uma estrutura musical quando compõe surgindo a letra ou o poema já depois nesse processo, passando pelo repertório pensado e produzido para as crianças mas que não se confina apenas a essa faixa etária (exemplificando porquê), foca ainda de que modo inscreve a sua performance em espaços distintos: o estúdio de gravação e o espectáculo ao vivo e a importância dos músicos que o acompanham nessa acção.

Ao longo do seu percurso Sérgio Godinho escreveu para outros intérpretes e compositores de destaque na sociedade portuguesa, e também alude às circunstâncias em que tal acontece no decorrer desta conversa, a sua música serviu outros domínios culturais e artísticos como o cinema, a televisão, o teatro, tendo também participado  em alguns deles quer como intérprete como realizador/dramaturgo.

A sua vivência do Maio de 68 em Paris, a participação na produção francesa do musical "Hair", onde se manteria por dois anos, bem como as suas primeiras composições, muitas ainda em francês, acabariam por ajudar aos primeiros contactos daquele que viria a ser o seu caminho  no seio da música e cultura populares.
O seu papel na escrita de canções começa a tomar forma no ano de 1971 quando participa no fonograma que marca a  estreia a solo de José Mário Branco, "Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades" (apesar de José Mário Branco ter, como poderá escutar na recolha de entrevista realizada com o músico, já gravado ''Seis Cantigas de Amigo'' e o EP ''A Ronda do Soldadinho'' em condições temporo-espaciais específicas reflectidas nessa recolha), como explica ao longo deste registo, sendo autor de quatro das letras que enformam este disco (colaboraria também como letrista no fonograma de José Mário Branco "Margem de Certa Maneira" do ano seguinte, editado em França).


No ano de 1971, quando sai o EP "Romance de Um Dia na Estrada", posteriormente o seu fonograma longa-duração, Os Sobreviventes, o músico vê, apesar do sucesso granjeado (receberia um prémio da imprensa que o elegia como «melhor autor do ano») a sua edição interditada dias depois de sair, à posteriori autorizada e novamente interditada.


Após o 25 de Abril de 1974 o músico regressa a Portugal e consolida de forma notável o seu percurso, desenvolvendo o seu leque de interesses, o seu papel como autor e como músico e o envolvimento em diversos domínios da cultura popular,  tornando-se uma das referências da canção.


Do seu legado fonográfico destacam-se, por ordem cronológica, as seguintes edições originais: Os sobreviventes (1971)- Guilda da Música; Pré-histórias (1972) - Guilda da Música; À queima-roupa (1974) - Guilda da Música; De pequenino se torce o destino (1976)  - Guilda da Música; Pano-cru (1978) - Orfeu; Campolide (1979) - Orfeu; Canto da boca (1981) - Polygram; Coincidências (1983) - Polygram; Salão de festas (1984) - Polygram; Na vida real (1986) - Polygram; Os amigos de Gaspar (1988) - Polygram; Aos amores (1989) - EMI; Tinta permanente (1993) - EMI; Domingo no mundo (1997) - EMI; Lupa (2000) - EMI; Ligação Directa (2006) - EMI; Mútuo Consentimento (2011) - Universal. Mas,  outros fonogramas fixariam parte do seu percurso no imaginário de  autores e públicos especialmente em Portugal como Escritor de canções (1990) - EMI, Noites passadas (1995) - EMI, Afinidades (com os Clã) (2001) - EMI ou Nove e Meia no Maria Matos (2008) - Universal ou as suas colaborações  em projectos musicais que reuniam outros intérpretes e compositores com quem foi trabalhando ao longo da sua carreira como O irmão do Meio, colectânea de duetos com diversos artistas (2003) - EMI, Três Cantos ao Vivo (com José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias) - (Duplo CD e DVD 2009) - EMI/Universal ou Sérgio Godinho e As Caríssimas 40 Canções , em parceria com Manuela Azevedo, entre outras parceria ou participações que pautam a renovação constante que norteia o seu caminho na música, quer no campo dos arranjos e versões como na prática performativa que o mantêm quer entre os músicos da sua geração como na esteira da sua uma das fontes referenciais quando o assunto é: a canção feita em Portugal nas últimas cinco décadas.


© 2015 Sérgio Godinho à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Alexandre Nobre
Recolha realizada em Lisboa na casa de Sérgio Godinho

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Alexandre Frazão (músico/baterista, autor, formador)

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Alexandre Frazão (músico/baterista, autor, formador)

105ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00088

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Europeana Sounds

BI: Alexandre Frazão é um músico e compositor brasileiro que conta já com trinta e três anos de actividade na Música Popular.
Natural de Niteroi acompanharia a imigração dos, acabando por se radicar desde 1987, tinha dezanove anos de idade, na cidade de Lisboa.

Nesta recolha explica de que modo se liga à bateria, e a importância dos primeiros agrupamentos de garagem no domínio do 'pop-rock', ainda em Niterói, que integrou e onde acabaria por dar os primeiros passos como baterista, ou o primeiro Rock in Rio, ano de 1985, no Rio de Janeiro, Festival que pelo cartaz da altura reforçaria ainda mais o seu gosto por música. Reflecte ainda sobre a sua chegada a Portugal e os músicos com quem acabaria por intersectar os primeiros diálogos musicais, especialmente no domínio do 'jazz', através do Hot Clube de Portugal, como, entre outros, Mário Delgado ou Bernardo Sassetti e o naipe de músicos e compositores de outros domínios musicais com quem acaba, ao longo do seu caminho como músico, por colaborar quer na gravação de  fonogramas como em espectáculos ao vivo como: Luís Pedro Fonseca e Lena D'Água, Mafalda Veiga, Júlio Pereira, Pedro Abrunhosa, o projecto Resistência, Rui Veloso, Ala dos Namorados, Nuno Rebelo, Rão Kyao,  Tim Tim por Tim Tum (onde as baterias têm o lugar de protagonista), Jim Black, entre tantos outros.

Alexandre Frazão reflecte, entre outros assuntos, nesta conversa sobre o modo como vê as mudanças estruturais do ensino da música em Portugal e o papel do computador e do disco nessa aprendizagem, nas novas plataformas de armazenamento e reprodução do som e da música, na forma como compõe em cada contexto para o qual é chamado, ou que o tem como autor, e nas transformações que se patenteiam ao longo do seu percurso neste campo, muito por causa dos vários domínios que abraçou (tanto como intérprete como autor).

Juntou a Tuba e Guitarra à Bateria em 1994 e gravaria, já nos anos 2000, o disco com o mesmo nome com os músicos Mário Delgado (guitarra) e Sérgio Carolino (tuba), com quem fundou o Trio TGB, do qual também fala, expressando algumas características na produção do repertório para este grupo, entre outros aspectos, neste registo de conversa.

Com os vários agrupamentos que integrou ou integra tem actuado quer em Portugal como em países como  França, Alemanha, Espanha, Brasil, China, Bélgica, Dinamarca e participado em vários festivais, como por exemplo, Jazz em Agosto, Festival Europeu do Porto, Jazz em Serralves ou Festival Internacional de Macau.

Do seu percurso faz também parte o grupo Led On, grupo que reúne músicos de outros agrupamentos musicais para um tributo ao grupo Led Zeppelin.

No seu legado fonográfico, acerca do qual também acede a um conjunto de questões que o norteiam, contam-se discos de outros músicos, como já referenciado, como em exemplo: “Nocturno” de Bernardo Sassetti, “Filactera” de Mário Delgado, “Undercovers” de Maria João e Mário Laginha, “Tempo” de Pedro Abrunhosa, os DVDs de Rui Veloso, “O Concerto Acústico”, e Ala dos Namorados ou “Ao Vivo no S. Luiz”. 

Destacam-se na sua obra as seguintes edições:
Ascent - Bernardo Sassetti Trio2 - (Clean Feed, 2005)
Terranova - Afonso Pais – (Clean Feed, 2004)
A Luz - Laurent Filipe – (Clean Feed, 2004)
Tribology - Rodrigo Gonçalves – (Capella, 2004)
TubaGuitarra&Bateria - TGB – (Clean Feed, 2004)
Nocturno - Bernardo Sassetti – (Clean Feed, 2002)
Filactera - Mário Delgado – (Clean Feed, 2002)
Sempre - Carlos Martins – (EMI/VC, 1999)
Diálogos de Bateria - Tim Tim por Tim Tum – (BMG, 1997)

© 2015 Alexandre Frazão à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Alexandre Nobre
Recolha realizada em LARGO Residências

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Yami Aloelela (músico, autor, compositor)

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Yami Aloelela (músico, autor, compositor)

104ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00087

Europeana Sounds

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BI: Yami Aloelela é um músico e compositor angolano. Nascido no ano de 1969 conta já com cerca de 30 anos de experiência como músico, vinte e cinco como músico profissional.
Conta nesta recolha de entrevista a importância que no seu caminho assumiram o Hot Clube de Portugal, como escola/instituição, as colaborações ou participações nos Festivais RTP da Canção a acompanhar intérpretes como Anabela ou Adelaide Ferreira, que lhe permitiram desde os 20 anos de idade viver da actividade musical, do trabalho que nos anos de 1990 se foi intensificando com vários músicos de origem cabo-verdiana radicados em Lisboa e que o incentivaria a reencontrar, também, as suas raízes e a traçar, anos mais tarde, o seu percurso a solo, não esquecendo ainda os que acompanhou e acompanha, sobretudo através do baixo, seu instrumento de eleição, mas também da voz e que foram uma espécie de segunda escola, como Mariza, Carlos do Carmo, Sara Tavares, Paulo de Carvalho, Demis Roussos, Ivan Lins, Anna Maria Jopek, Rhani Krija, Paulino Vieira, Celina Pereira,Tito Paris, Bana, entre outros. 
Yami é filho de um minhoto e de uma africana, originária da região interior de Angola, nasceu em Luanda e reflecte que quando assume o seu percurso a solo assume também o seu espaço de origem e as várias facetas culturais no geral, musicais e linguísticas em particular, que ele encerra como, a título de exemplo: a fonética ou musicalidade do quimbundo. Neste registo sonoro expressa de igual modo a sua posição perante o crescimento e desenvolvimento das novas tecnologias de informação, mas também de produção do som e da música e a lei da cópia privada, entre outros tópicos.
Acrescenta ao seu legado fonográfico, nos vários discos em que colaborou de outros músicos, o seu trabalho em nome próprio, sendo o primeiro editado no ano de 2007. «Beijo de Luz» marca o seu segundo registo solo.

© 2015 Yami Aloelela à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Alexandre Nobre
Recolha efectuada em LARGO Residências

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Fazer a Banda Passar, opinião por Raquel Varela

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Fazer a Banda Passar, opinião por Raquel Varela

 

por Raquel Varela [1]

Fazer a Banda passar

 

Existem neste país centenas, não sei se milhares, de Bandas Filarmónicas. 

Esta é uma consideração de teor meramente pessoal e afectivo.

Tenho vários familiares numa das Bandas Filarmónicas deste país, e elas são um  espaço que me encanta. É dos espaços de integração colectiva cultural mais emocionantes a que tenho assistido. As Bandas são espaços em que se aprende música a sério desde muito jovem.  Uma das imagens que reservo com mais nitidez na minha memória é a do espírito de entre-ajuda entre todos, quando vão para fora carregam os instrumentos juntos, é muito interclassista - desde operários manuais a doutorados -, inter-racial, na Banda há de toda a gente. O mais pequeno com oito anos e o mais velho setenta e oito.

Pagamos entre dois euros e cinco euros para se ser sócio por mês. A Banda dá vida aos locais, entendo-o como um espaço de cultura que não anula nem é concorrencial aos conservatórios e à aprendizagem de música profissional, que também é urgente que seja financiada ao abrigo dos impostos que nós pagamos.  Quanto a mim, são espaços de uma grande beleza e de uma grande vida em determinadas regiões e ainda há muitas espalhadas pelo país.

Ao contrário do que as pessoas preconceituosamente possam pensar não existem só para tocar os típicos repertórios das marchas militares ou em contextos religiosos.

Normalmente, salvo pontuais excepções, são dirigidos em situações de voluntariado o que lhes imprime, de igual modo, um espírito de solidariedade no incentivo à prática musical e artística que hoje se tem, dado a actual conjectura, perdido.

[1] para citar esta opinião: Varela, Raquel «Fazer a Banda passar» opinião, plataforma Mural Sonoro https://www.muralsonoro.com/recepcao, 12 de Maio de 2015.

Créditos:

Fotografia da autora: Tiago Gaspar

Fotografia de capa: Soraia Simões

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Francisco Rebelo (músico, produtor, técnico. Cool Hipnoise, Space Boys, Orelha Negra)

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Francisco Rebelo (músico, produtor, técnico. Cool Hipnoise, Space Boys, Orelha Negra)

103ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00086 Europeana Sounds

 

Nota: mais em Dossier RAProduções de Memória, Cultura Popular e Sociedade
 

BI: Francisco Rebelo é um músico, produtor, técnico de som e formador português, nascido no ano de 1963, que conta já com cerca de duas décadas de actividade na Música Popular que tem sido produzida em Portugal.
Ajudou a fundar agrupamentos de forte impacto na cultura popular, nomeadamente da cidade de Lisboa, durante os anos de 1990 como Cool Hipnoise, colaborou com um conjunto de outros músicos que faziam parte da etiqueta pela qual se estreou na edição discográfica, a Norte Sul, integrou  grupos como Space Boys, Cacique 97, ajudou a criar o projecto Orelha Negra e faz parte do colectivo Cais do Sodré Funk Connection.

Nesta recolha de entrevista maior, da qual se disponibiliza uma parte no acervo online deste projecto, além de exprimir o modo como se dá  a sua ligação ao instrumento que ainda hoje diz sentir que toca com maior desenvoltura, o baixo, explica de que modo apreende o alcance que granjeou com o grupo Cool Hipnoise e o que a passagem pelo grupo lhe trouxe do ponto de vista musical como intérprete, como se começa a interessar pela utilização do som, a produção sonora e musical de forma autodidacta, atitude que aliás pontua o seu percurso nestes cerca de vinte anos quer como intérprete quer como técnico apesar de ter passado de igual modo pelo Hot Clube de Portugal, e como acaba a dar aulas partilhando as experiências que foi adquirindo do ponto de vista musical e sonoro. A introdução de mecânicas de aprendizagem da música e do som, especialmente num contexto performativo,  junto de adolescentes em bairros periféricos de Lisboa, trabalho que tem com a Associação Sons da Lusofonia, criada por Carlos Martins, as conclusões que daí advêm, como o facto das realidades (comparativamente com o tempo em que se iniciou) se terem, na sua perspectiva, alterado e hoje para muitos jovens ser mais fácil a utilização do computador para criarem as suas músicas do que aprender a tocar um instrumento musical, o advento de novos dispositivos de armazenamento, reprodução e divulgação da música que se faz, e o estúdio visto como outro instrumento musical são alguns dos aspectos aflorados por Francisco Rebelo neste registo.

© 2015 Francisco Rebelo à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha efectuada no estúdio de Francisco Rebelo

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Pedro Ayres Magalhães (músico, compositor, produtor. Heróis do Mar, Madredeus, Resistência)

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Pedro Ayres Magalhães (músico, compositor, produtor. Heróis do Mar, Madredeus, Resistência)

102ª Recolha de Entrevista  

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BI: Pedro Ayres Magalhães  é um guitarrista, compositor e produtor português nascido no ano de 1950 com um longo percurso no seio da Música Popular que é feita em Portugal nas últimas quatro décadas.

Foi um dos fundadores dos agrupamentos  Heróis do Mar [1]  e Madredeus [2] mas antes passaria por grupos no domínio do «rock» como Faíscas ou Corpo Diplomático, produziu, entre outros,  "Dar e Receber" de António Variações, colaborou com o grupo Tantra e juntou-se a um conjunto de músicos de outros grupos para formar o projecto Resistência.

Nesta recolha de entrevista, da qual se disponibiliza como habitualmente apenas uma parte no acervo deste projecto online, entre um conjunto de outros aspectos, conta como, onde e porquê começou por tocar baixo, da aprendizagem autodidacta que foi assumindo com a guitarra clássica, do papel do pai nesse processo, mas expressa também as condições que foi tendo, pelos vários grupos por onde passou, para a prática musical dentro e fora (nomeadamente com o grupo Madredeus) de Portugal, do papel do estúdio de gravação na sua actividade como músico, especialmente com o grupo Heróis do Mar, da conjectura social e política, explícita pelo ambiente que se vivia, quando surge o grupo Heróis do Mar  e da não aceitação do grupo nesse quadrante, das infraestruturas existentes no Portugal dos anos de 1980 para as actuações ao vivo, da Fundação Atlântica, onde foi director musical,  etiqueta que produziria fonogramas de Anamar, Sétima Legião ou Delfins, com quem chegou a tocar, e da expansão de Madredeus, sem esquecer as várias fases (em crescendo e até à saída de Teresa Salgueiro do grupo, as características da nova formação de Madredeus e a junção da Banda Cósmica, composta por um conjunto de experientes músicos)  pelas quais o grupo passou, até se destacar num contexto transfronteiriço no qual permaneceu durante cerca de duas décadas, com uma actividade frequente em palcos por todo o mundo (tocaram em cerca de quarenta países), bem como os espaços sonoros privilegiados onde tocaram e que ampliaram, um pouco por todo o mundo, a apresentação/actuação da formação acústica e repertório deste grupo. Reflecte também a sua perspectiva sobre os direitos autorais, as políticas de privacidade e utilização na internet e a «lei da cópia privada».

Além da música, e devido à sua actividade neste campo, também se salienta a sua passagem pelo cinema em A Janela (2001) – compositor, A Janela Não é a Paisagem (1997) – compositor, Lisbon Story (1994), de Wim Wenders – actor e compositor, Longe (1988) – actor e compositor, De uma Vez por Todas (1986) – actor.

Temas usados na Recolha (original de Heróis do Mar) «Fado» interpretação: Resistência, «Saudade», Heróis do Mar, Etiqueta: Polygram, 1981

© 2015 Pedro Ayres  Magalhães à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha efectuada em LARGO Residências

[1] Heróis do Mar (1981 - 1990), músicos integrantes: Rui Pregal da Cunha, Paulo Pedro Gonçalves, Carlos Maria Trindade, Tozé Almeida
Pedro Ayres Magalhães

Fonogramas (LP)
Heróis do Mar (LP, Polygram, 1981)
Mãe (LP, Polygram, 1983)
O Rapto (Mini-LP, Polygram,1984)
A Lenda dos Heróis do Mar (1981-1984) (Compilação, Polygram,1985)
Macau (LP, EMI, 1986)
Heróis do Mar IV (LP, EMI, 1988)
Fonogramas (Singles)
Saudade/Brava Dança dos Heróis (Single, Polygram, 1981)
Amor/Amor (versão Nocturna) (Máxi, Polygram, 1982)
Amor (Parte I)/Amor (Parte II) (Single, Polygram, 1982)
Paixão (Máxi, Polygram, 1983)
Paixão/Cachopa (Versão Nova) (Single, Polygram, 1983)
Alegria/A Glória do Mundo (Single, Polygram, 1985)
Alegria/A Glória do Mundo/Castelo de S. Jorge (Máxi, Polygram, 1985)
Mad Mix / Fun Mix (remisturas de Adriano Remix) (Máxi, Polygram, 1986) 4
Fado/Fado (Versão a Guitarra) (Single, EMI, 1986)
Só No Mar/Canhões  (Single, EMI, 1987)
O Inventor/Homenagem (Máxi, EMI, 1987)
Eu Quero (Mistura Possessiva)/Rossio/Eu Quero (Máxi, EMI, 1988)
Africana/Eu Não Mereci/D.F.S. (Máxi, EMI, 1989)
Paixão (Single, Universal, 2001)
Compilações
Heróis do Mar Vol. 1 (1981-1982) (Polygram, 1992)
Heróis do Mar Vol. 2 (1982-1986) (Polygram, 1992)
Paixão (Universal, 2001)
Amor - O Melhor Dos Heróis Do Mar (EMI, 2007)
O single "Amor (Hap Hap Happy Day)/Pásion", edição limitada a 2000 exemplares, foi oferecido com o MEP 12" Philips 880079-1 (1984).
O CD single "Paixão", de 2001, inclui a versão longa de Paixão (editada em 1983) e duas remisturas de Adriano Remix incluídas no máxi-single "Mad Mix/Fun Mix"

[2]  Madredeus (1985 até ao presente), formação inicial do grupo: Rodrigo Leão, Francisco Ribeiro, Gabriel Gomes, Teresa Salgueiro, Fernando Júdice, José Peixoto. Actuais músicos integrantes: Pedro Ayres Magalhães, Carlos Maria Trindade, Beatriz Nunes, Jorge Varrecoso Gonçalves, António Figueiredo, Luís Clode,  Mariana Abrunheiro (com Banda Cósmica)

Fonogramas
Álbuns de estúdio
Os Dias da MadreDeus (1987)
Existir (1990)
O Espírito da Paz (1994)
Ainda (1995, banda sonora do filme Lisbon Story de Wim Wenders)
O Paraíso (1997)
Movimento (2001)
Um Amor Infinito (2004)
Faluas do Tejo (2005)
Essência (2012)
Madredeus e A Banda Cósmica
Metafonia (2008)
A Nova Aurora (2009)
Castelos na Areia (2010)
Gravações ao vivo
Lisboa (1992, ao vivo, gravado no Coliseu dos Recreios em Lisboa)
O Porto (1998, ao vivo, gravado no Coliseu do Porto)
Euforia (2002, ao vivo, com a participação da Flemish Radio Orchestra)
Compilações
Antologia (2000, colectânea com duas canções inéditas)
Palavras Cantadas (2001, colectânea direccionada ao público brasileiro e abrangendo o trabalho do grupo entre os anos de 1990 e 2000)
Remixes
Electronico (2002) - releitura electrónica de vários temas do grupo
Colaborações
Filhos da Madrugada - Tema: "Maio Maduro Maio" (1994)

 

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Michales Loukovikas (músico, jornalista e compositor grego)

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Michales Loukovikas (músico, jornalista e compositor grego)

101ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00084 Europeana Sounds

 

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[esta recolha de entrevista foi realizada em inglês] 

BI: Michales Loukovikas é um músico, compositor, produtor de rádio e jornalista grego nascido no ano de 1950.

Há cerca de quatro anos conheceu Amélia Muge  (escutar 55ª recolha de entrevista neste acervo) e juntos criaram, produziram e interpretaram, com um conjunto de outros músicos, o fonograma, editado no ano de 2012, Périplus.

Nesta recolha de entrevista, da qual se disponibiliza uma parte neste trabalho online, entre outros aspectos, o músico e autor grego, conhecedor da música que é feita na Grécia - ocidental e oriental, clássica e folclórica - explica de que modo as traduções são importantes no conhecimento da história da cultura e dos repertórios de cada país, do que representou para si trabalhar com músicos portugueses, das proximidades entre alguma da música popular que se faz na Grécia com a que é feita em Portugal, do papel oferecido pela internet na descoberta, criação e recriação conjunta, mas de igual forma de que modo o advento destas plataformas diminui a capacidade do músico, tanto na Grécia como em Portugal, em viver da música que faz. 

A relevância do som, das linguagens tanto sonoras como literárias, musicais e  político-sociais para «criar coisas novas» são características que aflora ao longo do seu depoimento.

O fonograma Périplus - Deambulações Luso-Gregas, resultado desta união, apela a uma viagem em torno sobretudo da costa do mediterrâneo, em que os gregos são a cabeça e os portugueses a extremidade cultural, onde  se reúnem mares e continentes distintos, música e poesia. Com este trabalho discográfico o músico actuou em palcos como o da Culturgest, o do Centro Cultural Vila Flor e o do Festival Músicas do Mundo em Sines, onde se fizeram, ele e Amélia Muge, acompanhar de Filipe Raposo ou Miguel Tapadas (piano), Harris Lambrakis ou Nikos Paraoulakis (ney, flauta de bisel), Kyriakos Gouventas ou Manuel Maio (violino e bandolim), Manos Achalinotópoulos (clarinete folk), António Quintino (contrabaixo), José Salgueiro (percussão), Ricardo Parreira (guitarra portuguesa), Catarina Anacleto (violoncelo) e o coro Outra Voz. 


© 2015 Michales Loukovikas à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Pesquisa, Texto, Som, Edição: Soraia Simões
Recolha realizada no Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IHC - FCSH/UNL)

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Guida de Palma (intérprete, compositora, professora de canto)

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Guida de Palma (intérprete, compositora, professora de canto)

100ª Recolha de Entrevista
Quota MS_00083 Europeana Sounds

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BI: Guida de Palma nasceu em Setúbal no ano de 1962. É uma intérprete, autora, compositora e professora de canto que conta já com um vasto percurso em domínios diversos da Música Popular.

Nesta recolha de entrevista maior, da qual se disponibiliza uma parte neste acervo online, expressa as suas primeiras experiências musicais em coros ainda em Setúbal (Coral Luísa Todi, onde interpretava um repertório folclórico e erudito), o papel do seu pai na sua infância (com os discos que tinha em casa e reproduzia. Sobretudo vozes americanas no domínio da «soul music») a sua ida para França para estudar literatura e o modo como paulatinamente vai experienciando a sua actividade na música, na dança, na produção, emprestando a sua interpretação vocal em anúncios de publicidade ou em espectáculos que congregavam a interpretação e a dança, especialmente em Paris. Muda-se mais tarde para Inglaterra onde vive 17 anos exclusivamente da música e onde adquire um conjunto de outros contactos com diversos autores e músicos com os quais passa a colaborar dentro de formas musicais distintas da cultura popular. Estudou também Engenharia de Som e reflecte sobre as várias valências que foi, por necessidade de conhecimento mas também para enriquecimento da sua actividade (indo ao encontro daquilo que necessitava), acrescentando ao seu caminho profissional.

Os seus públicos foram durante um tempo vital sobretudo franceses e ingleses, quando regressa a Portugal a ligação com o circuito onde se fez como intérprete e compositora mantém-se e também por isso expressa neste registo algumas das principais diferenças que sente entre estes vários circuitos europeus e o modo como as possibilidades para a música e os músicos se apresentarem acontece, bem como a sua visão sobre assuntos actuais como os novos dispositivos de armazenamento e partilha de conteúdos sonoro-musicais online, a lei da cópia privada ou o Sindicato dos Músicos.

No seu legado fonográfico contam-se, entre outros: Guida De Palma & Jazzinho - Atlas, Veludo ‎(LP, Album, 180), diversos singles e eps como: Dançar Cantar ‎(12"), Eurobond Records 1990, Dodge City Productions Featuring Ghida De Palma* - As Long As We're Around 3 versions 4th & Broadway 1992, Nova Fronteira Featuring Guida De Palma - Supernova / Calma ‎(12") Z Records ZEDD, Boriqua Bandits Feat. Guida De Palma - Midnight Expresso 2 versions Recordings 2002, Nathan Haines Feat Guida De Palma - O Misterio ‎(12") Chillifunk Records 2004, Boriqua Bandits Feat. Guida De Palma - Midnite Expresso: The Remix ‎(12") 2004, Guida De Palma & Jazzinho - The Lagoon Monster ‎(12") Freestyle Records (2) 2006, Guida De Palma & Jazzinho - Abraco Da Bossa (Incognito Lounge Mix) / A Seed In You ‎(7") Expansion 2014, A Certain Pleasure Featuring Ghida De Palma* - Be There ‎(12"), Boriqua Bandits Feat. Guida De Palma - Midnight Expresso 2 versions Recordings 2002, Nathan Haines Feat Guida De Palma - O Misterio ‎(12"), Chillifunk Records 2004, Boriqua Bandits Feat. Guida De Palma - Midnite Expresso: The Remix ‎(12"), Recordings 2004, Guida De Palma & Jazzinho - The Lagoon Monster ‎(12") Freestyle Records (2) 2006, Guida De Palma & Jazzinho - Abraco Da Bossa (Incognito Lounge Mix) / A Seed In You ‎(7") Expansion 2014 ou A Certain Pleasure Featuring Ghida De Palma* - Be There ‎(12") 2 Groove Records.

© 2015 Guida de Palma à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha efectuada em LARGO Residências

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Tomás Pimentel (Músico, Compositor, Professor: trompetista)

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Tomás Pimentel (Músico, Compositor, Professor: trompetista)

99ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00082 Europeana Sounds

 

                                                                                                                                        Only with permission

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BI: Tomás Pimentel é um músico e professor que conta já com cerca de quatro décadas de actividade.

Nasceu em Lisboa no ano de 1960 e profissionalizou-se na música tendo o trompete como instrumento, muito embora tenha, como conta nesta recolha de entrevista, começado por estudar piano.

Oriundo de uma família de músicos, depois da experiência ao piano decide-se pelo trompete e estuda Educação Musical e Composição, na Escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa.

No seu legado contam-se diversos fonogramas e espectáculos ao vivo em que participou, de José Afonso, Júlio Pereira, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho, bandas residentes de programas de televisão, entre um número grande de outras colaborações com músicos de vários domínios musicais. Apesar de viver exclusivamente da prática musical, quer como professor quer como músico, Tomás Pimentel tem o seu nome inscrito na história da música popular especialmente como músico integrante da formação de outros músicos de destaque, tendo até hoje gravado como solista apenas um fonograma, editado no ano de 1994.

Nesta recolha expressa a importância da linguagem musical que apreendeu, quer no Conservatório como no Hot Clube, e que lhe permitiu estar com o trompete com alguma destreza na Música Popular em vários domínios, explica a importância que as bandas filarmónicas ofereceram para vários trompetistas em Portugal, a evolução do ensino da música e como observa as dificuldades de que o ensino artístico especializado tem sido alvo especialmente nos últimos meses.

O tema usado nesta recolha de entrevista faz parte do agrupamento Septeto de Tomás Pimentel e tem o nome «Raíz». Neste tema tocam os músicos: Tomás Pmentel: Fliscorne, Jorge Reis: Saxofones Alto e Soprano, Edgar Caramelo: Saxofone Tenor,  António Pinto: Guitarras , João Paulo Esteves da Silva: Piano, Mário Franco: Contrabaixo e Alexandre Frazão: Bateria.

2015 Tomás Pimentel à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Edição, Pesquisa, Texto, Som: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha realizada em LARGO Residências

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Viviane Parra (intérprete, compositora)

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Viviane Parra (intérprete, compositora)

98ª Recolha de Entrevista

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Viviane Parra nasceu no sul de França, em Nice.

Conta nesta recolha de entrevista de que modo  iniciou, num contexto amadorístico,  a sua ligação aos palcos como cantora, curiosamente no âmbito de um espectáculo de Carlos do Carmo para as comunidades portuguesas em França era ainda uma adolescente, a sua passagem (já no Algarve) por um grupo de música de cariz tradicional (Borda D'Água), recorda que o seu percurso musical de um modo profissionalizante iniciou no ano de  1993 com o grupo Entre Aspas, da representatividade que o grupo alcançou nos anos de 1990 no contexto da cultura e música populares de matriz urbana e da regularidade e sucesso granjeados especialmente nos espectáculos ao vivo. 

Viviane integrou vários agrupamentos musicais.  Destacam-se, como expressa na conversa, o grupo Linha da Frente no ano de 2002, formado por músicos de domínios musicais diferenciados que interpretavam poemas que se inscrevem no património literário português, o “Camaleão Azul” em 2003 e  “Rua da Saudade”, um projecto criado por Renato Júnior que reuniu quatro intérpretes femininas para dar voz a algum do repertório literário de José Carlos Ary dos Santos no ano 2009 (Luanda Cozetti, Mafalda Arnauth, Susana Félix integraram, com Viviane, este trabalho). Nesta conversa reflecte de que modo estas colaborações foram importantes no seu percurso e como influenciariam a sua vida musical a solo. 

As relações da Música Popular feita em Portugal com a indústria fonográfica, as novas formas de produção e recepção musical, as comunidades de ouvintes e espectadores, o avanço do papel do estúdio de gravação pessoal e das novas formas de criação e reprodução sonoro-musical e o retrocesso e a resistência oferecidos pela indústria fonográfica com o advento desses novos mecanismos, são alguns dos aspectos levantados neste registo.

Somando o seu percurso com o grupo Entre Aspas, que a deu a conhecer à maioria dos públicos em Portugal, às colaborações e ao seu trajecto a solo, a intérprete e compositora conta com mais de duas décadas de actividade. «Amores Imperfeitos» (2005), «As Pequenas Gavetas do Amor» (2011), «Dia Novo» (2014), são, até à data em que esta recolha foi realizada, alguns dos seus fonogramas a solo já editados.

No ano de 2005, após o fim do grupo Entre Aspas, segue  um percurso a solo e onde as suas influências culturais no geral e tipologias musicais em particular se fazem notar (chanson française, fado, tango, música popular brasileira).

 

2015 Viviane Parra à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no campo

Edição, Pesquisa, Som, Entrevista em 5 de Março de 2015, Texto: Soraia Simões

Fotografias: Helena Silva


Mais aqui.

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Arménio Simões: construtor de flautas de cana. Registo documental por António Freire

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Arménio Simões: construtor de flautas de cana. Registo documental por António Freire

por António Freire [1]

Um dia na vida de um construtor de flautas de cana nas áreas periféricas da cidade de Coimbra


Registo realizado no âmbito da Associação Mural Sonoro por António Freire, membro da Associação Mural Sonoro de 2014 a 2017.


Para citar esta recolha: Freire, António, Simões, Arménio Recolha de entrevista, captação som e imagem, Associação Mural Sonoro, 17 de Janeiro de 2015. Torre de Bera, Almalaguês, distrito de Coimbra.

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Thierry Riou (ex radialista, músico, produtor)

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Thierry Riou (ex radialista, músico, produtor)

97ª Recolha de Entrevista

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BI: Thierry Riou nasceu em Paris no ano de 1959. Começou por ser radialista na capital francesa, cidade onde teve um programa de autor no domínio do jazz e no qual entrevistaria alguns dos nomes mais consolidados neste campo, quer no contexto europeu como americano, aprendeu piano, começou a interpretar e a compor e mais tarde, apaixonado pela cidade de Lisboa, tem a ideia de abrir um espaço nesta cidade onde pudesse, à semelhança das emissões de rádio que teve em França, divulgar músicos e compositores que formavam o tecido cultural lisboeta tanto no jazz como noutras formas musicais que com ele se cruzaram ao longo da história da cultura popular. Fez, como conta nesta recolha de entrevista, do Onda Jazz, em Alfama, um dos espaços de referência para muitos dos músicos desta cidade que aqui encontraram, durante o tempo que a casa durou, um espaço para apresentarem as suas obras.

Neste registo de conversa o músico/produtor e dinamizador cultural expressa, entre outros aspectos, algumas das dinâmicas intrínsecas à actividade musical, as relações volúveis de um meio complexo no que diz respeito à atribuição de apoios para a cultura no geral e a actividade musical em particular, bem como as motivações que estão na base de muitas das opções que tem tomado no seu caminho como profissional do meio artístico.

© 2015 Thierry Riou à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Pesquisa, Som, Edição, Texto: Soraia Simões

Fotografias: Helena Silva

Recolha de entrevista efectuada em LARGO Residências

Registo fotográfico efectuado em casa de Thierry Riou em Alfama




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CICLO: CONVERSA AO CORRER DAS MÚSICAS. 4º CONVIDADO — FRED MARTINS

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CICLO: CONVERSA AO CORRER DAS MÚSICAS. 4º CONVIDADO — FRED MARTINS

INFO MUSEU DA MÚSICA

Quinta-feira, 22 de Janeiro, às 21:30

  • Estação do Metropolitano Alto dos Moinhos - Rua João de Freitas Branco, 1500-359 Lisboa

O Ciclo «Conversa ao Correr das Músicas» da Associação Mural Sonoro em parceria com o Museu da Música regressou ao Museu na noite de dia 22 de Janeiro com um novo convidado, o músico e compositor brasileiro Fred Martins.

 

Fred Martins nasceu no Rio de Janeiro, mas vive actualmente em Santiago de Compostela. O seu trabalho foi grandemente influenciado pela música popular brasileira, o samba e a bossa nova. Transcreveu, para os conhecidos Songbooks de Almir Chediak, partituras de compositores como Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim, Caetano Veloso e Gilberto Gil. 
Compôs para nomes como Renato Braz, Ney Matogrosso, Maria Rita e Zélia Duncan.
Prepara-se para lançar o seu próximo álbum a solo, que reflecte os seus 20 anos de carreira e que apresentou de igual modo ao longo desta conversa.

Mais uma vez, além das canções interpretadas, falou-se, atravessando o percurso do convidado, dos temas, versões e noções musicais que se escondem por trás de alguma da obra musical.



A mediação da conversa musicada esteve como habitualmente a cargo da investigadora Soraia Simões. 

O Ciclo "Conversas ao Correr das Músicas" originará uma colecção de vídeos documentais realizados pela Associação Mural Sonoro.

Poster da Sessão da Autoria de José Félix

Ciclo «Conversa ao Correr das Músicas» 4ª Sessão. Gravação: 22/01/2015
Parceria Associação Mural Sonoro/Museu da Música
Condução: Soraia Simões 
Convidado: Fred Martins
Imagem: Carlos Gomes 
Cameras: Carlos Gomes e Marta Reis



Foto 15 copy.jpg

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Carlos Bica (músico e compositor)

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Carlos Bica (músico e compositor)

96ª Recolha de Entrevista

Quota MS_00079

Europeana Sounds

 

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Carlos Bica nasceu em Lisboa no ano de 1958. É um dos músicos e compositores mais reconhecidos no contexto europeu.

Conta nesta recolha de entrevista maior, da qual se disponibiliza uma parte online,  que se estreou em estúdio com o fadista Carlos do Carmo, acompanhou durante cerca de nove anos a intérprete Maria João, e iniciou posteriormente um percurso a solo como músico e compositor. 

A relação com a música clássica, a Academia dos Amadores de Música em Lisboa, os palcos, a cidade de Berlim, o estúdio de gravação, outras áreas como a dança ou o teatro são alguns dos aspectos aflorados nesta conversa.

Carlos Bica alcançou uma projecção assinalável  na Europa. Tocou em vários países, da Ásia à Europa, nos mais importantes festivais de jazz na Europa e Ásia. Apesar de se ter radicado em Berlim no ano de 1994 apresenta-se com regularidade  em Portugal em diversos espectáculos.


Além da  Academia dos Amadores de Música em Lisboa, passou pelo  Conservatório Nacional de Lisboa e numa fase inicial, apenas durante dois meses, pelo Hot Clube. Durante os estudos foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa, representando Portugal em vários festivais internacionais. Em 1982 prosseguiu os estudos na Hochschule für Musik em Würzburg.


Dos anos em que trabalhou com a intérprete Maria João,  resultaram os fonogramas «Conversa» e «Sol». Além de Carlos do Carmo, trabalhou e trabalha com  Camané,  José Mário Branco, Pedro Caldeira Cabral ou Janita Salomé, entre outros, reforçando a ideia patente ao longo deste registo de que além de não se ver como um ''típico contrabaixista'' não se sente confinado a um só domínio musical, tendo sido «o contrabaixo que o escolheu» e não o contrário.

Com Frank Möbus (guitarrista) e Jim Black (baterista) fundou o trio Azul. Trio com o qual editou cinco fonogramas e realizou inúmeros concertos internacionais.

No ano de 1998, no âmbito da Expo 98 na cidade de  Lisboa, apresentaria o projecto «Diz», com a actriz e cantora Ana Brandão, juntando neste projecto diversas linguagens sonoro-musicais.

Carlos Bica também tocou no trio de João Paulo Esteves de Silva  e em Trio Essence com Gebhard Ullmann e Sylvie Courvoisier.

O seu espectáculo de contrabaixo a solo, de 2005, foi publicado no álbum «Single».

Integra o grupo «Tango Toy» de Paul Brody, colaborou com Sven Klammer e Kalle Kalima, e também com Kristiina Tuomi.

Músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Paolo Fresu, Julian Argüelles, Steve Argüelles, Lee Konitz, Mário Laginha, Matthias Schubert, Markus Stockhausen, António Pinho Vargas, Alexander von Schlippenbach entre outros, fazem também parte do leque de músicos com os quais colaborou. 

O álbum Azul com Frank Möbus, foi eleito em 1996 "Album de Jazz do Ano", em Portugal pelo programa de rádio «Cinco Minutos de Jazz».

No seu legado fonográfico contam-se, entre outros, os seguintes trabalhos discográficos: 

Maria João Quintet - "Conversa" (1986)
Cal Viva - "Cal Viva" (1989)
Maria João & Cal Viva - "Sol" (1991)
Carlos Bica & AZUL - "AZUL" feat. Ray Anderson and Maria João (1996)
João Paulo/Carlos Bica/Peter Epstein - "O exílio" (1998)
Carlos Bica & AZUL - "Twist" (1999)
João Paulo/Carlos Bica/Peter Epstein - "Almas" (2000)
Paul Brody's Tango Toy - "Klezmer Stories" (2000)
Carlos Bica & Ana Brandão - "DIZ" (2001)
Gebhard Ullman/Jens Thomas feat. Carlos Bica - "Essencia" (2001)
Paul Brody's Tango Toy - "The South Klezmer Suite" (2003)
Carlos Bica & AZUL - "Look What They've Done To My Song" (2003)
Tuomi - "Tightrope Walker" (2005)
Sven Klammer - "Nevs" (2005)
Carlos Bica - "Single" (solo album) (2005)
Carlos Bica & AZUL - "Believer" (2006)
Bica-Klammer-Kalima - "A Chama do Sol" (2006)
Tuomi - "The Expense of Spirit" (2007)
Carlos Bica - "Matéria-Prima" (2010)
Carlos Bica & AZUL - "Things About" (2011)

 

2015 Carlos Bica à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo


Som, Pesquisa, Entrevista realizada em Janeiro de 2015, Texto, Edição: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva

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