Viewing entries tagged
Associação Mural Sonoro

A vida por um fio, de José Ricardo Pinto, estreia a 6 de Junho na RTP2

Comment

A vida por um fio, de José Ricardo Pinto, estreia a 6 de Junho na RTP2

Reflexão audiovisual sobre o teatro de Marionetas, realizada por José Ricardo Pinto [1] com a colaboração da companhia alcobacense S.A. Marionetas

a vida por um fio.jpg

Documentário de José Ricardo Pinto sobre o teatro de marionetas português, que nos conta a História de homens e mulheres que passavam tradições através de fantoches. Um teatro que, prescindindo de actores de carne e osso, animava serões - de norte a sul do país - e cruzava a oralidade com o engenho da imaginação. 

Actualmente, a manipulação das marionetas é uma arte cuidadosamente preservada. Diversas são as companhias que se dedicam a esta arte, investigando, construindo e divulgando o Teatro de Marionetas. 
O documentário vai ao encontro desses homens e mulheres que, puxando os fios, dão vida a bonecos inanimados. O dia-a-dia, as técnicas, o engenho, a criatividade e a capacidade de fazer rir, chorar e sonhar.
«Talvez a vida não seja uma coisa poética. Mas tento encontrar poesia na vida», Henrique Delgado (1938-1971), importante historiador da marioneta em Portugal.

[1] José Ricardo Pinto, é realizador e documentarista, integra a Associação Mural Sonoro.

[2] Estreia dia 6 de Junho pelas 23.10. Mais em RTPlay Programação.

Comment

"História e Memória: cultura hip-hop na cidade de Maputo", 14 de Setembro, Fortaleza de Maputo

Comment

"História e Memória: cultura hip-hop na cidade de Maputo", 14 de Setembro, Fortaleza de Maputo

A Associação Mural Sonoro associa-se ao seminário História e Memória: cultura hip-hop na cidade de Maputo, a realizar-se no dia 14 de Setembro (próxima quinta-feira), das 15h às 17h, na Fortaleza de Maputo.  

O  principal objectivo deste seminário consiste em reunir académicos, artistas e profissionais de meios de comunicação  a debater e reflectir sobre história e memória no universo do «hip hop» produzido nos últimos anos na cidade de Maputo, por via de uma abordagem  transdiciplinar sobre a temática nos diferentes campos do saber.

A Bloco 4 Foundation, conta com a parceria da Associação Mural Sonoro, na promoção deste seminário.

CARTAZ (1).png
PROGRAMA.png

Comment

Apresentação disco: Cavaquinho, de Daniel Pereira no Cantado Teatro Circo, Braga, apoio Associação Mural Sonoro

Comment

Apresentação disco: Cavaquinho, de Daniel Pereira no Cantado Teatro Circo, Braga, apoio Associação Mural Sonoro

A Associação Mural Sonoro sugere e junta-se a esta apresentação

Cavaquinho Cantado de Daniel Pereira Cristo com o apoio da Associação Mural Sonoro, dia 14 no Theatro Circo - Página Oficial em Braga.

Cavaquinho e voz: Daniel Pereira Cristo | Bandola e coros: Diogo Riço | Percussões: André No | Contrabaixo: David Estêvão | Som e produção musical: Hélder Costa | Som: Diogo Cocharro | Desenho de luz: Sérgio Lajas | Convidados: André Ramos (viola braguesa), Catarina Valadas (flauta e voz), Luís Almeida (voz), Nuno Sousa (voz), Mário Gonçalves (bateria), João Conceição (percussão)

Onde comprar bilhetes? Ver aqui >>>

Comment

ROTEIRO CULTURAL POR UM JARDIM (29 de Outubro) - Vencedor Orçamento participativo de Lisboa (28 de Novembro)

Comment

ROTEIRO CULTURAL POR UM JARDIM (29 de Outubro) - Vencedor Orçamento participativo de Lisboa (28 de Novembro)

Já conhecem o Jardim do Caracol da Penha?

Se não sigam a sua página aqui no Facebook para ficarem a conhecer.

O Caracol da Penha é ''o último vestígio de uma vivência rural que outrora existiu nesta zona hoje densamente urbanizada de Lisboa. Esta memória rural está patente nas múltiplas árvores de fruto que ocupam os socalcos desta antiga quinta de 8.000 m2 – um espaço que nós queremos que seja de todas as pessoas''.

O projecto para a construção de um parque de estacionamento é pela primeira vez apresentado em público, confirmando a exiguidade das zonas disponibilizadas para usufruto da população.


A Associação Mural Sonoro e outras organizações locais estão com o movimento pela criação de um Jardim e preservação deste espaço verde. E vocês habitantes e visitantes de Lisboa? Vão deixar que isto aconteça? 

 

Hoje o meu/nosso bairro sai à rua reivindicando um jardim em detrimento de mais um parque de estacionamento - Jardim do Caracol da Penha. A Associação Mural Sonoro juntou-se ao repto com a vizinhança. Na Padaria Saudade encontrarão uma exposição em vídeo durante o dia de conversas que mantive com pessoas que aqui vivem ou trabalham desde 1926 intitulada ''Memórias do Bairro'', encontrarão nela um pequeno texto que escrevi acerca da importância da memória e da sua relação com o espaço físico de vivência e encontro.
O Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha reúne todos e todas num roteiro cultural que pode ser aqui consultado: http://www.caracoldapenha.info/copy-of-quem-somos
A iniciativa surge depois de, em Setembro, a maioria dos moradores de Arroios e Penha de França ter rejeitado a intenção da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) de construir, na encosta da Penha de França, um parque de estacionamento. Pede-se a requalificação do local para a criação de um jardim público.
Juntem-se, assistam e participem.
(Soraia Simões, Assoc.Mural Sonoro)

O programa , aqui >>>>>

Comment

Workshops Projecto RAPortugal

Comment

Workshops Projecto RAPortugal

O projecto RAPortugal 1986 - 1999 contou, além do Ciclo de Conferências e Debates com início a 7 de Setembro de 2016 e termino a 22 de Janeiro de 2017, com um Ciclo de workshops que tiveram como principal objectivo aproximar outros lados do RAP e da 'cultura hip-hop' do mundo escolar, especialmente do ensino secundário.

Da parceria estabelecida entre a Associação Mural Sonoro e a Associação Cultural Moinho da Juventude no âmbito do projecto RAPortugal 1986 - 1999 resultaram um conjunto de acções/workshops em escolas e espaços culturais situados na Reboleira, Amadora, Cova da Moura.

REALIZAÇÃO DOS WORKSHOPS

Flávio Almada, Jakilson Pereira

Produção: Associação Mural Sonoro, co-produção: Associação Cultural Moinho Da JuventudeCâmara Municipal de Almada, Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Reboleira, FIAR.

(Re) educar através do RAP: Reacção Através da Poesia

Objectivo

Despertar o interesse para a escrita, utilizar o RAP como uma expressão da realidade quotidiana vivida por este grupo de adolescentes, que grande parte das vezes não é discutida na sala de aula.

Meta

Articular o ensino formal com o informal.

Método

Trabalhar os conceitos através de jogos de palavras

 

PROGRAMA

Tema: Descrição da realidade através da palavra

Formadores: Flávio Almada, Jakilson Pereira

Público-alvo: 12 - 15 anos

Espaço: Associação Cultural Moinho da Juventude

8 de Outubro

a partir das 15:00

 

Bravo a estes meninos e a estas meninas com tanta perspicácia e criatividade que conseguiram fazer a minha tarde com a sua destreza no improviso e no retratar das suas realidades em modo de "poesia rap" (em crioulo). 1º Workshop integrado no projecto RAPortugal 1986 - 1999
Tema: Descrição da realidade através da palavra

 Soraia Simões (Direcção Associação Mural Sonoro a respeito do primeiro workshop realizado na Associação Cultural Moinho da Juventude)

Formadores: Flávio AlmadaJakilson Pereira 

Jakilson Pereira fotografia

Jakilson Pereira fotografia

 

3 de Novembro

a partir das 15:00

Tema: Poesia de periferia?

Formador: Flávio Almada

Público-alvo: 12 - 15 anos

Espaço: Escola Intercultural das Profissões e do Desporto (Reboleira)

 

Excedemos as nossas expectativas!

60 jovens agora no auditório da Venda Nova, Escola Intercultural das Profissões e do Desporto, para receber o 2º workshop integrado no projecto RAPortugal 1986 - 1999
Tema: Poesia de periferia?
Formadores: 
Flávio Almada e Jakilson Pereira

Uma feliz parceria, neste eixo do projecto, da Associação Mural Sonoro com a Associação Cultural Moinho Da Juventude e a Escola Intercultural das Profissões e do Desporto (Direcção Associação Mural Sonoro a respeito do segundo workshop realizado com o apoio da Associação Cultural Moinho da Juventude e da Escola Intercultural das Profissões e do Desporto (Reboleira)

História Oral com LBC Soldjah (2012)

Flávio Almada

Flávio Almada, nasceu em São Domingos, Santiago, Cabo Verde, em 1982. É licenciado em Tradução e Escrita Criativa pela Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação (Lisboa) em 2013 e mestrando em Estudos Urbanos na FCSH/ISCTE. Há catorze anos que reside em Portugal e durante esses anos trabalhou em projetos ligados ao Desenvolvimento artístico e cultural, Cidadania e Educação Cultural, Economia solidária, Inclusão Digital, Coesão e Inclusão através da Arte, Desenvolvimento Comunitário em várias localidades da Área Metropolitana de Lisboa. É Mc’s (Rapper), ativista político e Membro da Direção  e colaborador da Associação Cultural Moinho da Juventude. 

História Oral com Hezbó MC (2012)

Jakilson Pereira

Licenciado em Educação Social pela Escola Superior de Santarém/Instituto Politécnico de Santarém e mestrando em Educação e Sociedade no ISCTE, possui formação complementar diversa, nas áreas da cidadania e intervenção juvenil. É técnico superior de educação social na ACMJ, onde desempenhou diversas funções desde 2011.

Desde 2011, é responsável pela Biblioteca António Ramos Rosa e administrador do Balcão do Cidadão de Cabo Verde na Associação Cultural Moinho da Juventude, emite: registo criminal, certidão de nascimento, certidão de casamento, certidão de óbito, certidão de perfilhação, sendo este um dos serviços que integra o núcleo de apoio à documentação e apoio jurídico da associação. O desempenho destas funções tem-lhe dado, entre outros aspectos, grande prática e proximidade com o Serviço de Estrangeiro E Fronteiras e Conservatória do Registo Civil para pedido de nacionalidade Portuguesa.

Colabora com Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra no Projecto “Alice” - Colóquio Internacional Epistemologias do Sul, desde 2014. 

Comment

RAProduzir: da QY10 ao estúdio de gravação

Comment

RAProduzir: da QY10 ao estúdio de gravação

A segunda sessão do ciclo de Conferências e debates do projecto RAPortugal 1986 - 1999 decorreu no Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro - Casa Amarela, no Laranjeiro, dia 28 de Setembro pelas 18.00. Acarinhado e apropriado pela comunidade juvenil, o Centro Cultural Juvenil de Sto. Amaro é também conhecido por Casa Amarela, nome adoptado pelo público em geral. A sessão teve como tema "RAProduzir. Da QY10 ao estúdio de gravação".  Participaram na sessão, a convite de Soraia SimõesFrancisco Rebelo (Cool Hipnoise) e Virgilio Varela (Double V/Grupo Family, Colectânea RAPública, 1994). Além  do enquadramento histórico inicial a cargo de Soraia Simões, houve demonstrações e partilha de algumas das possibilidades, limitações e histórias que a máquina "rainha" para um grupo de jovens rappers no início da década de 90 ofereceu.

Evento aqui

A sessão de abertura deste ciclo decorreu no pátio da FCSH no passado dia 7 e teve como convidados Lince (grupo New Tribe, na colectânea RAPública de 1994), Fernando Rosas (IHC/FCSH NOVA), José Falcão e a moderação de Soraia Simões (IHC/FCSH NOVA, Associação Mural Sonoro). 

Comment

RAPoder no Portugal urbano pós 25 de Abril, FCSH NOVA

Comment

RAPoder no Portugal urbano pós 25 de Abril, FCSH NOVA

A Associação Mural Sonoro partilha neste vídeo uma amostra das principais questões que abrem o primeiro capítulo deste trabalho, com o título '' RAPoder no Portugal urbano pós 25 de Abril''. 

Esta foi a primeira sessão do Ciclo de Conferências e de Debates do projecto RAPortugal 1986 - 1999. Decorreu no pátio da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da FCSH NOVA, Lisboa, no passado dia 7 de Setembro.

RESUMO

Nesta sessão de abertura com duração de duas horas falou-se de uma parte da história da cidade de Lisboa da segunda metade da década de 80 e primeira da década de 90, de política e economia, de discursos e políticas discriminatórias, de racismo e exclusão social, de como a prática do RAP se inscreveu e/ou posicionou neste quadro de transformação económica, política e cultural ora de um modo auto-biográfico (escrita criativa na primeira pessoa) ora na forma de raportagem (escrita criativa sobre modos de observar a realidade na terceira pessoa).

PAINEL

Apresentação/recepção Instituto de História Contemporânea: Paulo Jorge Fernandes (Direcção IHC, Docente FCSH NOVA).

Participantes: Fernando Rosas (Investigador IHC/FCSH NOVA, Docente FCSH NOVA) José Falcão (SOS Racismo), Lince (Grupo: New Tribe, Colectânea RAPública, 1994, BIG BIT). Coordenação do ciclo e moderação: Soraia Simões (Investigadora IHC/FCSH NOVA, Direcção Associação Mural Sonoro).

Tema usado no vídeo: ''Palavras'', grupo: New Tribe, colectânea RAPública, 1994 (Sony Music).


 

Comunicação de abertura do Ciclo de Soraia Simões

 

Boa tarde. Agradeço a presença de todos e de todas.

Agradeço aos que comigo partilharam memórias e arquivos pessoais e ajudaram com isso a que me sentisse próxima do (in) visível e com vontade de realizar este trabalho.
O RAP como qualquer domínio da música popular é um produto da vida quotidiana, como tal é inevitável que haja uma confluência ou uma contrariedade dos acontecimentos, dos factos e dos elementos no seio dos quais ele decorre.

Foi curioso este caminho de encontrar respostas para algumas das minhas questões e perceber em alguns momentos que elas também se tornaram perguntas para as quais alguns dos meus interlocutores passaram a querer arranjar resposta. Recebi dezenas de emails, imagens de arquivo, fotografias pessoais, videos em VHS e outros já transcritos digitalmente.

Foi curioso o modo como entre a segunda metade da década de 80 e meados da de 90 a cidade de Lisboa reagiu a uma série de confrontos sociais e culturais vindos de áreas geográficas ora circundantes ora distantes do centro. Ora se distanciou ora se representou por via daquilo que eram as preocupações, expressas nos discursos e práticas culturais, sonoras e musicais, de gentes vindas dessas áreas.

Senti que há aqui também (pegando numa expressão de Fernando Rosas) uma «organização da ausência de memória», isto é houve e há uma tentativa de limitar as memórias que fazem parte do caderno de afectos daqueles que foram os sujeitos de uma história. Foi ainda ao circunscrevê-la, em fontes, para a maioria da sociedade ao cariz hegemónico da imprensa e do audiovisual uma tentativa de não permanência da leitura dos actores dessa história no panorama nacional da sociedade e da cultura.
Ora é aqui que julgo que a história oral pode ter, e teve, um papel fundamental. A construção de um imaginário político e social ancorado em definições cuja matriz foi parte da discussão interna de um grupo de pessoas que cresceram num espaço social distante do dominante, num domínio onde, sob o ponto de vista musical, sonoro e literário, estava ainda tudo para fazer em Portugal (o do «rap») foi também uma clara apropriação daquilo que eram as ânsias e angústias desses sujeitos e as suas vontades de emancipação no imaginário cultural nacional.

Agradeço, então, as horas de conversa, partilhas de documentos inéditos, de imagens, VHS, poemas que nunca chegaram a ser musicados ou gravações que nunca foram editadas. Em especial: General D, Makkas e Bambino (Black Company), Xana, Tânia, Ângela (Djamal), Tiago Faden e Hernani Miguel (Produtores da colectânea RAPública), Lince e M (New Tribe), Cris, MC Nilton (Lideres da Nova Mensagem), Jorge Furtado (Zona Dread), NBC (Filhos de 1 Deus Menor), João Gomes, irmãos Tozé/Tutin e Djone Santos e às cantoras Maimuma Jalles, Marta Dias (do grupo Karapinhas que acompanhou General D em estúdio e em espectáculos ao vivo), Virgilo Varela (Family), Francisco Rebelo, João Vaz (autor do programa Mercado Negro, de 1986 aos microfones do CM Rádio), José Mariño (autor dos programas Novo RAP Jovem e Repto), Ace (Mind da Gap), Nomen (writter) Janelo Costa (Kussondulola), Edgar Pêra (realizador e autor dos primeiros videoclips de Black Company e Djamal), Ithaka, António Contador e Emanuel Lemos Ferreira (autores do primeiro documento videográfico no âmbito de nome Geraçon Rap de 1995 que será visualizado nestas sessões) e do livro “Ritmo & Poesia : Os Caminhos do Rap” (Assírio & Alvim; 1997), António Pires (chefe de redacção do então jornal Blitz de 1986 até ao fim da década de 90), José Falcão (SOS Racismo), Chullage.

Agradeço também ao meu colega e amigo Ricardo Castro pelo apoio na logística de todo este projecto desde que ele iniciou, à Luísa Sales pelo grafismo dos cartazes deste ciclo, à Diana Barbosa pela comunicação e divulgação, à Mariana Castro pelas transcrições de umas boas dezenas de horas de conversa, ao João Megre pela edição do som e sonoplastia das recolhas de entrevistas que realizei e ficarão disponíveis no final deste mês no portal da Associação Mural Sonoro acompanhadas de partes de textos meus que serão publicados na integra num CD Livro, ao Hugo Silva da Associação de Estudantes da FCSH e à malta do Departamento de Comunicação pelo apoio com o material de som para a sessão de hoje, à Cláudia Montenegro, ao Luís Reis de igual modo pela divulgação. 

Podemos situar as primeiras manifestações de recepção do 'hip-hop' em Portugal entre os de 1984 e 1986. Para isso contribuiu em primeiro lugar o fenómeno passageiro de popularidade do 'break dance' desencadeado pela distribuição europeia de dois filmes produzidos nos EUA que focavam a cultura 'hip-hop' Breakin e Beatstreet de 1984 e em segundo lugar o primeiro programa de radio dedicado a este domínio de nome Mercado Negro, do radialista João Vaz aos microfones do CM Rádio.
No entanto apenas a partir do início da década de 90 é que as expressões do 'hip-hop', em particular do 'rap', começaram a formar um universo juvenil orientado para a sua recepção e para a sua produção.

Um pouco por toda a área metropolitana de Lisboa, com particular interesse em bairros circundantes da cintura de Lisboa, grupos de jovens, na sua maioria descendentes de imigrantes africanos em Portugal, tornaram o rap num objecto central das suas sociabilidades. Juntavam-se para vocalizar poemas da sua autoria, com acompanhamento de gravadores portáteis ou do 'beatboxing', uma reprodução oral de ritmos percussivos, para trocar cassetes e discos de vinil ou para partilhar ideias e experiências de vida comuns.

As primeiras manifestações com dimensões de grupo mais alargadas frequentemente localizadas entre o bairro do Miratejo e da cidade de Almada onde apareceram (as ‘’cliques’’ ou ‘’posses’’) os pioneiros B.Boys Boxer. De onde sairiam alguns dos que mais tarde compõem a primeira gravação neste domínio.
Estes encontros, marcados por momentos de sociabilidade onde era frequente acontecerem actuações de grupos ou sessões de freestyle (improvisação poética), contribuíram para a estruturação de um universo social em contexto urbano designado pelos seus actores como ‘’movimento hip-hop’’.

Ao mesmo tempo, com traços semelhantes, estruturou-se na área metropolitana do Porto um mesmo ‘’movimento’’.

Empenharam-se na organização de concertos, em escolas, associações recreativas e culturais, bares, discotecas, festivais e festas, ou nos bairros onde a popularidade do hip-hop aumentava. Viriam a tornar o rap e o hip-hop um elemento central de sociabilidade de outros que lhes seguiram.

 

Reportagem fotográfica: Hélder Lagrosse  Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - FCSH NOVA 

Filme da Sessão: José Fernandes

nota: clickar/ passar com cursor nas fotografias abaixo para visualizar álbum completo

 

Próxima Sessão:

PAINEL
Francisco Rebelo (Cool Hipnoise, Black Company)
Virgílio Varela/Double V (Grupo Family, Rapública)
Apresentação do tema em contexto, coorden. Soraia Simões (investigadora do IHC-FCSH/NOVA, Presidente da Mural Sonoro e coordenadora deste ciclo).

Mais informações: http://goo.gl/Sa3xpb

 

 

 

 

 

Comment