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Soraia Simões


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Soraia Simões



Nasceu em 1976 na cidade de Coimbra, onde viveu até aos 29 anos. Em 2008 veio viver para Lisboa.

Interessou-se muito cedo por música, teve aulas particulares de solfejo e canto ainda na juventude (1989 - 1994) e retomou, a título pessoal, aulas de teoria musical em 2017. Fez parte de diversos coros e do núcleo de Teatro de Dom Duarte sob orientação do Prof. José Manuel de Melo, na sua cidade natal. Continua a ser uma espectadora assídua de teatro e a ter na música e nos livros com boas histórias os principais vícios e paixões.

A história oral, os arquivos digitais, as práticas musicais em contextos de revolução política e ideológica, a relação entre música, memória e género fazem parte dos principais interesses como investigadora, nos quais tem trabalhado nos últimos anos.

Autora desta plataforma digital criada em 2011, dirige a Associação Cultural Mural Sonoro desde 2014 e é investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Publicou as obras Passado - Presente. Uma viagem ao Universo de Paulo de Carvalho (2012, Chiado Editora), RAPublicar. A micro-história que fez história numa Lisboa adiada (2017, Editora Caleidoscópio) e tem no prelo Os primeiros passos do RAP em Portugal. Fixar o Invisível (2019, Editora Caleidoscópio).

É autora do podcast Mural Sonoro (2018), subjugado ao tema «mulheres na música, papéis, reportórios de luta e resistências» e do documentário A Guitarra de Coimbra, que conta com a realização de José Ricardo Pinto (2019, RTP2).

Coordenou o ciclo de debates mensais sobre Música Popular e o programa Conversa ao Correr das Músicas (2014 - 2015), ambos no Museu Nacional da Música (2012 - 2015), bem como o programa África Move, no âmbito do Festival Escrita na Paisagem, com o tema «Cosmopolíticas» (2012), decorrido na cidade de Évora, ou os ciclos MusicAtenta (2012) no LARGO do Intendente e Conversas à volta da Guitarra Portuguesa em Alfama (2014 - 2015, Muralha - Tasca Típica), Lisboa.

Em 2014 foi distinguida com o Prémio Megafone Sociedade Portuguesa de Autores.

Entre 2015 e 2017 foi a coordenadora do projecto RAPortugal 1986 - 1999, financiado em 2015 pela Direcção Geral das Artes.

Em 2017, entre outros, organizou o primeiro colóquio científico internacional Bandas e Músicas para Sopros, Repensar Histórias Locais e Casos de Sucesso com os investigadores Bruno Madureira (UC) e Diogo Vivas (UC), coordenou o Ciclo Cinema é Liberdade na FCSH NOVA e integrou, a convite, a comissão científica do Colóquio Variações sobre António. Um Colóquio em torno da obra de António Variações organizado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Nesse ano, a convite de Boaventura de Sousa Santos (CES - UC), participou também no Colóquio RAPensar as Ciências Sociais e a Política, mesa: «Temas passados não antecedentes. O Rap e a luta contra a xenofobia em Portugal».

Tem colaborado com diversas instituições de investigação (CES, IGOT, FL-UC, CESEM, CHAM), integrando comissões científicas ou organizadoras por convite, e com distintas entidades e publicações (RTP, Laboratório de História Contemporânea, António Arroio, Le Monde Diplomatique, Buala, Rua de Baixo, Jornal do Algarve, Esquerda.Net, UMAR, Revista Rubra, portal O Fado e as Outras Músicas do Mundo) com artigos de natureza cultural e científica, apresentações e curadorias.

Convidada em 2017 a integrar a comissão de honra da ONG, sediada em Maputo, Bloco 4 Foundation e em 2018 a revista científica Estudios Bandísticos, na qualidade de revisora de textos em português. Seria igualmente convidada pelo artista plástico Paulo Moreira (FBAUP) para a curadoria da instalação, de sua autoria, CLOSE UP - Punk’s Not Dead.

Fez uma pós graduação em Estudos de Música Popular, um mestrado em História Contemporânea e prepara-se em 2018 para defender uma tese nessa área de especialização. Tese essa que tem como tema os papéis e reportórios assumidos durante os doze primeiros anos de afirmação do RAP e hip-hop em Portugal pelos primeiros grupos femininos a editar discograficamente.

Descobri, mais tarde que o habitual talvez, que a investigação pode ser um espaço de inovação e crítica consciente. Através do qual posso continuar a participar no mundo sociocultural sem auto-amputar vícios e paixões, sem os quais seria com certeza uma pessoa menos completa.

Soraia Simões