COLÓQUIO-CONCERTO

RAPensando as Ciências Sociais e a Política

5 e 6 de julho de 2017

Teatro da Cerca de S. Bernardo (Coimbra)

Programa

PRIMEIRO DIA | 5 DE JULHO

14h30 às 16h30

 

Enquadramento

Todo o saber é incompleto e configura um sistema de conhecimento e desconhecimento. Não existem saberes totais. As ciências sociais, embora valiosas, são limitadas às reflexões acomodáveis na sua lógica narrativa e à imaginação política que cabe num horizonte criativo próprio. A ecologia de saberes é uma proposta de expansão do cânone científico a partir da combinação horizontal de conhecimentos e lógicas narrativas diferentes, valorizando o cruzamento entre arte e ciência, saber universitário e conhecimento nascido nas ruas. Neste evento, rappers e cientistas sociais acomodam lógicas e narrativas heterogéneas e refletem coletivamente sobre questões epistemológicas e políticas, como a relação entre arte, ciência e intervenção política; expetativas e direitos das mulheres; e racismo e xenofobia.

MESA 1 | A Raiva é a Saliva da Alma: O Hip-Hop, as Ciências Sociais e a intervenção política
Oradoras/es:
· Maze (DLM)
· Renan Inquérito
· Márcia Leão
· Boaventura de Sousa Santos
Moderadora: Sara Araújo

16h30 às 17h00 – Intervalo

17h às 19h00

MESA 2 | Não vou cumprir com a p*ta da expectativa: O Feminismo e o Rap
Oradoras/es:
· Telma Tvon
· Samantha Muleca
· Joana Barbara
· Lady N
Moderadora: Federica Lupati

21H30 – ESPETÁCULO NO TCSB | Maze DLM, Renan Inquérito, Mossoró, Samantha Muleca, LBC Soldjah, Hezbó MC, Mynda Guevara, Lady-N, Telma Tvon, Chullage, A Velha Capital e Ruze.
 

SEGUNDO DIA | 6 DE JULHO

14h30 às 16h30

MESA 3 | Temos antepassados, não antecedentes: o Rap e a luta contra a xenofobia em Portugal
Oradoras/es:
· LBC Soldjah/Hezbó MC
· Mynda Guevara
· Soraia Simões
· Toxyna (Kartel 31)
Moderadora: Carlos Guerra Jr.

16h30 às 17h00 – Intervalo

17h00 - 18h30

Apresentação do filme “Show Utópico” e debate
Comentários de Boaventura de Sousa Santos e Pedro Neves.

 

fotografias dos dois dias de Natália Correia (Lady N)

Notas Biográficas

Organizadoras/es:

Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos é professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Distinguished Legal Scholar na Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar na Universidade de Warwick. É o Diretor Científico do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa. Dirige o programa ALICE – Espelhos Estranhos, Lições Imprevistas. Publicou largamente sobre os processos de globalização, o direito e a justiça, o Estado, epistemologia, democracia e direitos humanos, em português, espanhol, inglês, italiano, francês e alemão. Entre as suas publicações recentes mais relevantes em português encontram-se: Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos(Cortez Editora, 2013); Epistemologias do Sul, (Cortez, 2012); Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social (Boitempo, 2007); A gramática do tempo. Para uma nova cultura política (Afrontamento, Cortez, 2006); Fórum Social Mundial: Manual de Uso (Cortez, Afrontamento, 2005);A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência(Afrontamento, Cortez, 2000).

Carlos Guerra Júnior
Mestre em Comunicação e Jornalismo na Universidade de Coimbra, é hoje Doutorando em Ciências da Comunicação na mesma universidade. Tem participado em diversos eventos ligados ao papel do rap como forma de ativismo, tanto em Portugal como no Brasil e escrito diversos artigos, dos quais se destaca “Rap: uma representação pós-colonial e contra-hegemónica no cenário cultural” publicado na Revista Internacional de Folkcomunicação. Organiza eventos políticos e culturais, com destaque ao evento Resistência Política Pela Arte que contou com a presença do rapper angolano Luaty Beirão e do humorista brasileiro Gregório Duvivier. É também rapper e poeta, tendo participado no Show Utópico no Teatro Gil Vicente em Coimbra, e cantado com artistas como Inquérito, Ikonoklasta e MCK. Como poeta, venceu a etapa do Poetry Slam em Almada. É ainda jornalista e radialista por formação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e possui também MBA em administração e marketing desportivo.

Federica Lupati - CHAM-FCSH/NOVA-UAc
Licenciada e mestre em Línguas, Literaturas e Culturas estrangeiras e Pós-Coloniais, na Universidade Ca' Foscari de Veneza, hoje é assistente de investigação no CHAM e estudante de doutoramento em Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho foca-se na cultura hip hop, como fenómeno global e local, e nos seus representantes femininos. É membro da APSA e da AIL, e é parte da Zulu Nation Portugal. Publicou algumas reflexões ligadas ao seu trabalho de investigação no Journal of Lusophone Studies (“An introduction to Hip Hop Culture in Guiné-Bissau: the Guinean raperu”) e no Cultural and Religious Studies Journal (“Voices from the periphery? The Polyphony of Hip Hop and the Portuguese community”). Em 2016, participou no Congresso Internacional Exodus: Migrações e Fronteiras na Universidade de Aveiro e na X APSA Conference na Universidade de Stanford. Em janeiro de 2017 participou na Conferência Internacional Activismos em África, no ISCTE, e em julho estará em Macau para o XII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas.

Márcia Leão
Possui graduação em Ciências Sociais e mestrada em Educação, Administração e Comunicação pela Universiade São Marcos. É pesquisadora, membro da Zulu Nation Brasil e colaboradora na Casa do Hip Hop de Diadema, em São Paulo. Tem experiência na área da sociologia, com ênfase na sociologia urbana. Atualmente é doutoranda em Estudos Africanos no ISCTE-IUL e o seu trabalho visa investigar o hip-hop e sociedade civil na Guiné-Bissau.

Renan Inquérito
Brasileiro, mestre em Geografia pela Unicamp e doutorando pela Unesp. Iniciou sua trajetória como docente em assentamentos rurais, depois deu aulas para o ensino fundamental, médio, cursinho e faculdade. Artisticamente atua no movimento hip-hop desde 1997, quando fundou o grupo de rap Inquérito, com o qual gravou 5 discos ao longo da carreira. Com três livros de poesias publicados, seu trabalho mistura arte e educação pelo viés do hip-hop e da literatura. Na dissertação de mestrado “Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto” (Unicamp, 2012), contou a história das regionalidades brasileiras através do rap. Assinou o roteiro da Ópera Rap Global em parceria com o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, com quem também realiza pesquisas e prepara um livro.

Sara Araújo
Sara Araújo é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e membro do Núcleo de Estudos sobre Democracia, Cidadania e Direito. Faz parte da equipa de coordenação do Programa ALICE, bem como do coletivo que coordena a Universidade Popular dos Movimentos Sociais na Europa. Desenvolveu investigação sobre a justiça e o Estado heterogéneo em Moçambique. Doutorou-se em "Direito, Justiça e Cidadania no século XXI" da Universidade de Coimbra com uma tese sobre pluralismo jurídico e a descolonização do direito. Em 2007, foi distinguida com o Prémio Agostinho da Silva, atribuído pela Academia de Ciências de Lisboa. Fez parte do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa e do Centro de Formação Jurídica e Judiciária de Moçambique. Os seus interesses de investigação incluem pluralismo jurídico, constitucionalismo transformador, cartografias jurídicas, direitos humanos e interculturalidade, educação popular, ecologia de saberes e de justiças.

Convidados/as:

A Velha Capital
A Velha Capital é a concretização de um sonho, realizado através do amor pela cultura hip-hop, nasce a partir da união entre diferentes coletivos musicais da cidade de Coimbra e tem como principal objetivo valorizar e dar a conhecer a música feita em Coimbra. Esta grande família, formada no final de 2015, é composta por três diferentes coletivos: “A Resistência”, “HHART” e “Capitão-Risko”, que colaboram com diferentes produtores, tais como “Knegra”, “Shannon Maree” e “WIND”, entre outros colaboradores de diferentes áreas. Este grupo acredita no valor do património cultural produzido na cidade de Coimbra e procura incentivar o crescimento dos artistas que aqui residem e criam, através da organização/dinamização de eventos, promoção e produção artística.

Chullage
Chullage ou Sr. Preto, é rapper, poeta, dizedor, produtor e técnico de som. Tem 3 álbuns de rap editados (Rapresálias 2001, Rapensar 2004 e Rapressão 2012) todos com grande repercussão no rap e na musica de intervenção feita em Portugal. Tem várias colaborações com outros artistas, participações em discos e compilações e centenas de apresentações ao vivo. Desenvolve o projeto de spoken word, Sr. Preto com o qual se junta regularmente a Sr. Castanho (Pedro Castanheira), Pietro Casella, Mick Trovoada, mestre Galissa entre outros, que já correu vários palcos do país. Tem participado em vários espetáculos e festivais de palavra e spoken de onde destaca “Palavras Andarilhas”, “Tell às Escuras”, “Poetry Slam Margem Sul”, “Clube da Palavra” Canal Q, e “Maré de Contos”. Recentemente assinou uma das latas do Projeto “Musica com Lata” da Conserveira de Lisboa onde participaram vários outros músicos. Dinamiza os workshops de escrita criativa P.A.L.A.V.R.A (Para Alimentar Letras Atitudes Vozes e Ritmos Activistas) e de Som e Produção Musical com varias escolas e instituições. Pertence ao coletivo negro de teatro do oprimido KSK – Khapaz di Simia Konsiensia da Associação Khapaz. Através da associação Khapaz desenhou e implementou vários projetos de intervenção comunitária juntamente com outras entidades. Milita com a Plataforma Gueto no combate ao racismo e genocídio dos negros e negras. Licenciado em Sociologia do Trabalho pelo ISCSP-UTL. Formação profissional nível IV em Som e Produção Musical pela (Restart). Formação em Motion Graphics (Restart). Formação em Edição Criativa de Vídeo (Restart).

Hezbó MC (Jakilson Pereira)
Licenciado em Educação Social pela Escola Superior de Santarém/Instituto Politécnico de Santarém e mestrando em Educação e Sociedade no ISCTE, possui formação complementar diversa nas áreas da cidadania, intervenção comunitária, educação, juventude, diversidade e imigração. É também formador certificado pelo IEFP, Certificado de Competências Pedagógicas – CCP (Antigo CAP de Formador). Tem-se dedicado como investigador às temáticas da educação, organização escolar, escola, comunidade, relação escola-família, envolvimento parental, juventude negra, desenvolvimento artístico e cultural, imigração, minorias étnicas e herança cultural. Foi bolseiro de investigação da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, no âmbito da atividade de investigação “Relação dos fatores maternos durante a gravidez e do padrão de crescimento durante o 1º ano de vida com o estado nutricional de adolescentes de origem portuguesa e africana”, Unidade 283 - Centro Investigação em Antropologia e Saúde (julho, 2010 a dezembro, 2010). Coordenador do Projeto Pequenas Bibliotecas Públicas (Projeto Fundação Calouste Gulbenkian) na Associação Cultural Moinho da Juventude (1 de março, 2012 a 30 de março, 2013). Atualmente é membro da Direção da Associação Cultural Moinho da Juventude e faz parte do quadro técnico da resposta social CAFAP (Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental). Coordenador do Projeto “Lisboa do outro lado do espelho” financiado pela Agência Viva - Agencia Nacional para a Cultura Cientifica, lança o programa “Inclusão pela Ciência” designado por Integra, na Associação Cultural Moinho da Juventude (1 de outubro, 2016 a 30 de setembro, 2017). Jakilson Pereira, ou Hezbó MC como é conhecido no mundo do Hip-Hop, MC/ Rapper e ativista, editou mixtapes ou fonogramas: “Entri Lagrimaz I Rimaz” (2008), “5 Séculos de indignação” (2012) do coletivo Plataforma Gueto e Luta para Chegar à Liberdade “Fight pá Txiga Freedom” (2014).

Joana Bárbara
Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é mestre em Estudos Clássicos no ramo do Mundo Antigo, pela mesma instituição, com uma dissertação sobre as representações do feminino nas primeiras narrativas latinas. É pós-graduada em Poética e Hermenêutica, ainda na área dos Estudos Clássicos e Atualmente é doutoranda em Materialidades da Literatura, na Universidade de Coimbra. O foco central da sua pesquisa aponta para os campos da curiosidade exacerbada, voyeurismo e panoptismo, como conceitos, práticas e estética – de Orwell às possibilidades do mundo digital. Tem escrito artigos sobre rap português, mais concretamente abordando temas como o cenário de batalha verbal e, ultimamente, a vertente da identidade feminina e reivindicação de género, motivada pelas leituras Butler e sustentada em entrevistas com as rappers Capicua e M7.

Lady N
Lady N é uma rapper envolvida no Movimento Hip Hop desde 2004. Natural de Lisboa, iniciou o seu caminho no rap com uma participação no cd de Spell “Só Kompreende Quem Sente”, lançado em 2004. Depois disso, passou a ser solicitada em vários projetos nacionais e lançou o projeto “Duelo Mental” em 2008, junto com Spell e Gijoe. Em 2009, participa no projeto “De Volta ao Serviço”, do DJ Cruzfader. Depois disso, lançou o EP “Ponto de Partida”, sendo o seu primeiro trabalho a solo. É uma ativista do Movimento Hip Hop, tendo atuado no evento Hip Hop de Baton e colaborado com a associação Diálogo e Acção, representante da Zulu Nation em Portugal. Lady N também participou em seminários e em projetos de voluntariado. Atualmente trabalha como técnica de acompanhamento no Projeto Pescador de Sonhos, que tem o objetivo de combater o absentismo escolar, ajudar famílias de migrantes e jovens em condutas de risco. Dentro do projeto, há um estúdio de rap para motivar os jovens.

LBC Soldjah (Flávio Almada)
MC/Rapper e ativista político cabo-verdiano, licenciado em Tradução e Escrita Criativa e mestrando em Estudos Internacionais. É membro da Direção da Associação Cultural Moinho da Juventude. Começou a escrever poesia/versos com catorze anos e tem utilizado o hip-hop como ferramenta para a consciencialização e emancipação. Tem dois mixtapes publicados (Soldadu 3 Mundu – Lágrimaz di Sangui/ Soldadu 3 Mundu – V2d – Destinadu a vensi) e múltiplas colaborações com artistas nacionais e internacionais. Reside no Bairro da Cova da Moura e faz parte de vários grupos de artistas e ativistas sociais, incluindo “Nóz Ki Nási Ómi Ki Ta Móri Ómi” e “Plataforma Gueto”.

Maze
Juntamente com MCs como Fuze, Mundo Segundo, Expeão e o DJ Guze, é integrante do grupo Dealema, um dos mais antigos dentro do panorama do hip hop português, que tem 21 anos de carreira em ativo. Paralelamente a este projeto, Maze tem múltiplas participações em projetos underground, desde os tours com os Mind da Gap ao ativismo como agente divulgador na rádio Oblá Fm e hoje com o Ginga Beat da Red Bull Music Academy. Depois do sucesso obtido com a participação no disco de Serial com o tema "Brilhantes Diamantes", que se tornaria num clássico do hip hop nacional em 2005, disponibiliza apenas em formato digital o Ep "Homem em Missão" pela Ace Produktionz em 2007. Em 2012 lança o Ep de electrónica "Micromegas" com o alter ego Spaced Out no selo Faca Monstro, do qual é membro fundador. No ano passado apresentou o projeto Subverso com o produtor Soma, e músicas que estavam há "10 anos em gaveta" veem finalmente a luz do dia. Além disso, já participou em várias palestras em escolas e universidades.

Mynda Guevara
Rapper nascida e crescida na Cova da Moura, em Lisboa, começa desde a cantar em refrões de MCs da zona com 14/15 anos. Passado pouco tempo da sua ida para o Estudio forma uma dupla com o Ridell (Ridell G & Mynda) com o qual grava algumas músicas, entre as quais se destaca a faixa Objetivos (2012). Após a ida dele para o estrangeiro, decide dedicar-se a uma carreira inteiramente a solo passando a ter o nome de Mynda Guevara. Em 2015 participa no projeto OPA – Oficina Portátil de Artes e atua no palco do Lisboa Mistura. Em 2016, participa no projeto Alice na Cidade – Ciências Sociais, Rap e Mais e atua novamente no festival Lisboa Mistura com banda ao vivo no Palco Principal. Tem algumas faixas soltas gravadas com a Badz Records, e está a elaborar os seu primeiro EP, que conta com a Produção de Charlie Beats. É uma das vozes femininas mais novas e conhecidas dentro do panorama do Rap Krioulo.

Pedro Neves
Nasceu em Leiria em 1977. É documentarista e jornalista freelance desde 1999. Estudou no Porto, onde concluiu uma pós-graduação e um mestrado em Cultura e Comunicação, variante Documentário, com uma dissertação sobre o documentário dos anos da Revolução de Abril. Em 2007 frequentou um curso de realização de documentários na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de los Baños, Cuba. Em 2008 fundou a produtora Red Desert Films. Venceu nove prémios com os filmes que realizou. Foram exibidos na RTP, Canal PLus France, canal Plus Afrique ou TVCine e entraram na competição em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, como Clermont-Ferrand, Guadalajara, Doclisboa, Documenta Madrid, CPH-DOX, Porto Post Doc, Curtas Vila do Conde, Curtas de São Paulo, entre outros. Da sua filmografia, destacam-se os documentários "a olhar o mar" (89', 2007), "En la Barberia" (6', 2007), "Os Esquecidos" (63', 2009), "Desencontros" (39', 2010), "Água Fria" (14', 2011), "A Raposa da Deserta" (85', 2014) e "Hospedaria" (20', 2014). Em 2014 finalizou o documentário "Acima das Nossas Possibilidades" (43'), integrado no Projeto Troika e, com Boaventura Sousa Santos, realizou a curta-metragem "Conversas do Mundo". Em 2015 produziu e realizou o filme "Bairrismos" (61'). Já em 2016 realizou a curta-metragem documental "A Praia", a média-metragem "Doc Utópico" e a longa documental "Tarrafal".

Samantha Muleca
Samantha Almeida ou Muleca XIII, faz Graffiti e Rap desde 2006. É carioca, ativista do movimento feminista e não sexista e participa do coletivo de artistas Comando Selva. Autodenomina-se "Ambulante Cultural" pelas ações culturais que realiza e apoia pelo Brasil e outros países. Desde 2014 Muleca mora em Lisboa, onde conclui este ano a Licenciatura em Design no IADE Creative University. É integrante das crews de graffiti Nova Dezordem, Coletivo Natural e TheMentes, e na Europa atua na expansão do coletivo como Euro Selva e recentemente no grupo de Rap Turistas de Guerra.

Telma T-Von
Telma Marlise Escórcio da Silva nasceu em Luanda, Angola e hoje reside em Queluz, Lisboa. É licenciada em Estudos Africanos e tem mestrado em Serviço Social. Fez parte do grupo Backwordz, composto por quatro mc´s - Lady, LG, Zau e Tvon – que foi ativo entre 1996 e 2000. O grupo participou em mixtapes do Dj CruzFader, Bomberjack, tal como em álbuns do MC XEG, SNK (actual Força Suprema), Bad Spirit (Influência Negra), Guardiões do Movimento Sagrado, entre outros. Depois disso, fez parte do grupo Hardcore Click, composto por todas as MC´s ativas em Lisboa nos anos de 2000 a 2002. Com elas, em 2001 elaborou a mixtape feminina RAParigas na Voz do Soul, com DJ Cruz Fader. De 2002 a 2008 trabalho no grupo Lweji, composto por Geny (MC e cantora de Soul) e Tvon, com o qual lançou o cd “Finalmente” em 2005.

 

Soraia Simões
Pós-Graduada em Estudos de Música Popular, é mestranda em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea (IHC-FCSH/UNL), é autora do Projeto de Arquivo e Documentação «Mural Sonoro». Escreveu, em vários órgãos e edições, textos diversos na área musical, sendo autora do livro Passado—Presente. Uma Viagem ao Universo de Paulo de Carvalho (Lisboa: Chiado Editora, 2012) e RAPublicar – a «micro-história» que fez história numa Lisboa adiada: 1986 – 1996 (Lisboa: Caleidoscópio, 2017). É a consultora musical do projeto que faz parte dos conteúdos especiais da RTP Extrema-Esquerda: Porque não Fizemos a Revolução? e Coordenadora geral e de investigação no projeto RAPortugal: 1986 – 1999 (projeto financiado em 2015 pela Direcção Geral das Artes). Recebeu o Prémio Megafone da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2014 na Categoria Missão, coordenando, atualmente, o projeto «RAPortugal 1986 - 1999». É autora do programa Conversa ao Correr das Músicas, programa de História da Música, que conta também com a sua apresentação e estreou em maio deste ano numa primeira série de 13 episódios.

Toxyna
Natural de Vila Nova de Famalicão, região a norte de Portugal, Toxyna é um rapper de etnia cigana que iniciou a sua carreira no grupo Kartel 31. O grupo era formado por ciganos, africanos e portugueses. A proposta da banda foi a união entre o flamenco e o rap. O grupo iniciou as suas atividades no final dos anos 90 (1999). O grupo separou-se há dois anos e o rapper segue a sua carreira a solo, com o projeto Toxyna La Revolución.

Ruze
MC Ruze é um rapper nascido em Coimbra e possui três gravações, sendo dois EPs e um álbum. O primeiro trabalho foi lançado em 2007. O trabalho mais recente foi lançado em 2015, denominado de “Pão, Água, Rimas e Instrumentais” com selo da K7 Caseira, estúdio próprio do artista. Este trabalho discográfico contou com as participações d’ A Resistência, Galleno, Bomberline, Ana Francisco, JJK e DJ Loskar e com produção de Raze, D-Mira, Guiné, Conhaque e Raffs.

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