RAPortugal: territórios e poder no Portugal urbano pós 25 de Abril (1986 – 1994), por Soraia Simões**

durante recolha de memórias em Agosto de 2014, Miratejo, na imagem: Bambino (rapper, Black Company. Foto autor: Carlos Gomes)

durante recolha de memórias em Agosto de 2014, Miratejo, na imagem: Bambino (rapper, Black Company. Foto autor: Carlos Gomes)

 

Soraia Simões*

muralsonoro.soraiasimoes@gmail.com

*este trabalho é escrito sem estar ao abrigo do «novo» acordo ortográfico

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ÍNDICE

Resumo

Metodologia e Objectivos

Estado da Arte

A periferia como espaço de sociabilidade, poder e afirmação individual

O RAP como objecto ideológico: da contra-­cultura à cultura de massas

Conclusão

Bibliografia  

 

 

Resumo

O crescimento da prática do RAP [1] na margem sul do rio Tejo e a sua paulatina aceitação, primeiramente na cidade de Lisboa e a partir dela um pouco por todo o país, não nasceu de geração espontânea. Nuns casos, ela foi a soma e o resultado de um conjunto de referências políticas e sociais de outros tempos, noutros casos de outros sons, de outras práticas musicais, culturais e de performance, da introdução dos primeiros recursos tecnológicos e maquinaria a partir do bairro [2], da sua visão das problemáticas locais a partir da configuração estética e sonora de outras latitudes geográficas, especialmente da oriunda dos E.U.A, e casos houve em que ambos os casos se misturaram.

Este trabalho pretendeu mostrar como a prática do RAP para um conjunto de jovens na sua maioria africanos ou descendentes de africanos residentes em bairros periféricos da cidade de Lisboa nos anos 80 e inícios da década de 90, criando relações de sociabilidade, de proximidade, de vizinhança, de identificação e de pertença nos seus espaços físicos de actuação iniciais passaram também a ser, a partir da sua chegada à indústria de gravação e edição discográfica [3], aos meios de produção, recepção e à cultura popular de massas, sujeitos da história [4] e protagonistas de um conjunto de valores sócio-­culturais e de relações de interdependência entre a produção cultural e artística desses bairros e a cidade de Lisboa. Na mesma medida em que cresce neste período uma retro-alimentação entre aquilo que foram as legitimações culturais e políticas do centro – Lisboa e a vontade de emancipação desses sujeitos fora daquilo que tinham, até então, sido os seus espaços de actuação e decisão.

Metodologia e Objectivos

As transformações que se patentearam na Lisboa da década de 1990 foram em grande parte resultado da produção e introdução de novos comportamentos e rituais e de uma nova leitura sobre a cultura popular urbana pós-­colonial, que delimitou a história deste «movimento cultural, social e artístico» colocando os seus sujeitos frequentemente num diálogo entre a reconstrução da ideia de cultura desenvolvida a partir da margem e aquilo que eram as aspirações da cidade.

Assuntos como a discriminação racial, social e económica colidiram neste período de tempo com a expectativa e a exaltação da indústria cultural, e de publicação de conteúdos, face a uma Lisboa em mudança, que ora acolhia a ideia de resistência a uma homogeneidade cultural procurando incrementar, a partir da capital, políticas autárquicas (Jorge Sampaio, 1989 – 1995) [5] assentes no imaginário de uma sociedade pluriculturalista, como a repelia num modelo social que impôs regras de dependência baseadas numa posição política e ideológica dúbia, que arrancou num modelo de governamentalidade [6] difuso, consubstanciador de políticas partidárias distintas, fruto da relação política mantida entre o então Presidente Mário Soares (1986 – 1996) e o então primeiro ­ministro Aníbal Cavaco Silva (1985 – ­1995), numa coabitação que mereceu o apoio da maioria do eleitorado e que permitiria nova maioria absoluta do Partido Social Democrata (PSD) nas legislativas de 1991 e uma vitória de Mário Soares apoiado pelo próprio PSD nas presidenciais de Janeiro de 1991 ao mesmo tempo que a autoridade de Soares no interior do Partido Socialista (PS) era colocada em causa face ao patrocínio oferecido, em 1995, no congresso "Portugal que Futuro?".

Recorrendo a bibliografia específica de enquadramento [7] e fontes inéditas, como história oral: resultado de um conjunto de várias entrevistas realizadas a três rappers [8] protagonistas no período descrito, este trabalho procurou explicar como as transformações da cidade de Lisboa neste período foram também reflectidas e reflexo da emancipação das suas práticas e dos seus papéis como sujeitos nessa história. 

Partindo da relação destes sujeitos com a cidade de Lisboa no período definido neste trabalho, procurou-­se explicar a sociedade portuguesa [9] na sua dinâmica, nas leituras das esferas sociais, individuais e colectivas, na diversidade cultural e pluralidade dos indivíduos que a enformaram. A cidade como o centro nervoso de um conjunto de práticas políticas e ideias em crescimento, onde as periferias se representaram, por razões de sobrevivência económica, social e laboral óbvias no geral e por razões de afirmação artística e cultural no caso particular do RAP ou a cidade vista, como a definiu Edgar Morin, que a entendeu como a «primeira organização social semelhante ao cérebro», policêntrica e feita de inter­comunicações.

Estado da Arte

Em Portugal, o trabalho de investigação levado a cabo pela antropóloga Teresa Fradique [10] acerca das retóricas e performances do RAP em Portugal colocou o seu foco numa afirmação de identidade colectiva por parte da comunidade juvenil legitimada a partir da periferia, mesmo para os rappers que habitavam o centro para os quais o mesmo não se afigurou como elemento identitário, que procurou «numa cultura alternativa aos seus pais» a «(...) legitimação da sua visibilidade» e um espaço social para «uma identidade suburbana negra em construção» com um pendor pouco interventivo politicamente. Este trabalho propõe uma leitura mais precisa/estreita no seu recorte temporal e também diferenciadora nesse sentido, fruto de longa convivialidade, recolha de memórias e de experiências com esses sujeitos de 2012 a 2015 ainda hoje com ligação ao RAP e movimento hip­-hop, na medida em que buscou exclusivamente os actores que vivendo na margem sul do rio Tejo, Cacilhas, Miratejo, Caparica, Barreiro, Baixa da Banheira, Fernão Ferro ou Fonte da Telha, foram estabelecendo um diálogo permanente com aquilo que eram já as vontades e interesses da cidade de Lisboa, da reconstrução do seu imaginário «portuário» e «transatlântico» construindo, através do que já eram as vontades expressas pelas organizações políticas e sociais da cidade, algumas que germinaram com o crescimento destes actores (casos como os da SOS Racismo, criada em 1990, ou da Associação Sons da Lusofonia, criada em 1996) incrementar alguns desses elementos, passando a ser sujeitos dessa mudança e, também por isso, actores de ligação com consciência ético-­política sobre as transformações operadas.

A periferia como espaço de sociabilidade, poder e afirmação individual

Os modos de vida contemporânea testemunharam no século XX a criação de novas ideias, mas também a reintrodução de outras.

O carácter tão vinculativo como diferenciador estabelecido entre cultura e natureza suscitou uma aproximação reflexiva e discursiva ao plano social de ambas. Eagleton, por exemplo, defendeu a tese de uma relação de continuidade estabelecida entre o homem e o ambiente e de uma relação de descontinuidade estabelecida entre o homem e a cultura que evidenciaria as suas diferenças. Nesta perspectiva, o homem apesar de parte integrante da natureza distinguir­-se-­ia pela sua capacidade de auto-modelação e de se relacionar com a cultura imposta pelo Estado.

Os sujeitos seriam, segundo Eagleton, «formatados» em concordância com as necessidades políticas, na mesma medida em que a cultura é contrária à política e protectora de várias qualidades humanas e não uma em particular.

A visão globalizante de cultura proposta por Eagleton sinalizaria uma noção integradora dos interesses, onde «os interesses dos outros» e não apenas «dos próprios» teriam espaço na concretização de uma interligação entre cultura e vida social no mundo pós-moderno. Sob esta lupa, os interesses políticos governariam os interesses culturais e definiriam uma versão da humanidade e das relações de contiguidade que nela estariam subjacentes (2005: pp.19 – 20).

A ideia de cultura como reflexo de uma sociedade «livre de conflito», forma de poder dependente da sociedade mas promovida pelo estado, que não sendo semelhante à ideia de civilização fosse humana e responsável, sugerida por Eagleton, é assaz útil na compreensão da prática cultural no geral, do RAP em particular, entre 1986 e 1994, dos seus actos de associação ou sociabilização e do poder e afirmação colectivo e individual a partir da periferia.

As entrevistas realizadas permitiram compreender que a sua visão acerca da abordagem sobre a vida cultural nos subúrbios e o impacto sócio-­artístico dos seus protagonistas no universo tanto académico como jornalístico na década de noventa foi quase nulo. O registo destas memórias apontou que o interesse principal residiu, neste período, no tráfico de drogas e violência. As críticas acerca da escassa representação dominante de que elas foram alvo ao longo do século XX são duras.

Vários projectos culturais e sociais nas periferias, que foram aos poucos sendo transmitidos, fizeram com que aumentasse a ressonância sobre esses temas nos meios comunicacionais mais generalistas. A situação, ao passar nos meios de comunicação social, foi reveladora de tensões tanto em torno do lugar conferido à periferia e às suas práticas culturais e/ou musicais, como da questão da visibilidade mediática e multiplicidade de discursos e compreensões da dinâmica da vida social desses sujeitos.

A valorização da produção cultural da periferia passou a arranjar esquemas que expressassem a defesa da sua «singularidade» ou «autenticidade» atribuindo­-lhe nichos específicos de circulação e mesmo de preservação.

Se por um lado, o seu surgimento no cenário de visibilidade popular mediática se afigurou como uma prática nova com implicações nos seus critérios de legitimação discursiva, no que respeito disse às suas manifestações culturais e musicais, por outro a mesma inclusão nesse circuito mediático (de grande popularidade) converteu o mesmo movimento, e posterior aceitação, em mecanismo de legitimação da força da sua actuação e do romper de uma série de cânones a respeito de «géneros» e/ou «práticas periféricas».

A sistemática hierarquização das práticas e dos produtos culturais, e o seu papel na cidade e na sociedade foram temáticas que preocuparam e se reflectiram quer nas letras como no discurso destes sujeitos.

A representação literária das ideias de «classe social», economia, associadas ao território e à «etnia» marcaram um espaço de compreensão e de intervenção mais lato do que o espaço que delimitou a sua actuação inicial e, através do qual, legitimaram a sua «identidade africana».

No tema «Pedro Pedreiro» (título repescado de uma canção com o mesmo nome de uma das maiores referências musicais de General D, o músico e compositor Chico Buarque) do fonograma, editado em 1995, Pe Na Tchon Karapinha Na Ceu, General D acompanhado pelos Karapinhas (conjunto de músicos que com ele gravou e se apresentou ao vivo em vários espectáculos até final da década de 90) expressava já de forma explicita as desigualdades sociais e económicas que disse em entrevista experienciar dentro da comunidade africana. O tema, em vários momentos, versa essa noção exacta de diferenciação étnica e de classe económica: Sou Pedro Pedreiro e eu vou-­te contar tudo o que eu faço para me sustentar/Trabalho na obra e tenho empreiteiro/isso é ladrão do meu suor tirar dinheiro (...) Pedro Pedreiro homem sem dinheiro (...) grita: Sou Pedro Pedreiro, grita: não sou marinheiro (...)/ É assim que eles tratam pedreiro por cá (...) Cala a boca preto». Ao mesmo tempo que outros rappers procuravam notoriedade no espaço social e cultural lisboeta introduzindo ora línguas (como o crioulo de Cabo Verde), ora dialectos, ora calão e expressões específicos dos bairros e que a prática em si congregava, como aconteceu nos casos de Boss AC (acompanhado de Cupid), New Tribe ou Lideres da Nova Mensagem numa clara relação de contiguidade primeira com aquilo que era a influência externa, de aproximação ao contexto americano, e entre 1993 e 1994 com um claro sentido de afastamento do que era já, entre si, encarado como processo de afastamento do exterior e tentativa de criação de uma expressão «individual» e «autónoma», que apesar de se ter iniciado num conjunto de actividades performáticas de mimetização e identificação com o exterior, rápido percebeu que teria de criar o seu espaço delimitando-­se a partir daquilo que eram as representações do seu quotidiano e pondo-­as em alguns momentos em contraste com a imposição do capital cultural americano e a influência do mesmo no resto do mundo.

O RAP como objecto ideológico: da contra-cultura à cultura de massas

A prática do RAP em Lisboa foi-o afirmando como meio de construção de identidade de várias comunidades que, a partir destes sujeitos precursores, foram emergindo, do seu papel de suporte da comunidade no sentido geral/paridade como de uma nova definição dos valores da memória e da sua transferência continuada como meio que tendeu, cada vez mais, a tornar­-se permeável e receptivo a outras práticas como o cinema e as artes plásticas.

Tanto o crescimento demográfico como a integração de uma população imigrante na cidade de Lisboa foram possibilitando uma frequente redefinição de interesses e estratégias políticas, culturais e organizativas ao mesmo tempo que evolui a sua «imagem identitária».

O processo de construção de uma identidade própria, não generalizada, heterogénea, foi em grande parte o resultado não só da auto­-construção de cada uma das esferas locais, com os seus códigos individuais e a sua identidade e auto-­representação colectiva, de acordo com as vivências quotidianas do núcleo a que se pertence, onde a luta pela sobrevivência, o espírito de comunidade, a luta do dia-­a­-dia de um país em crise, com a escolaridade a aumentar entre os mais novos, como foi em si mesma a extensão do tecido social da capital que foi recebendo, ao longo da sua história recente, não só gentes oriundas de regiões mais próximas, como Beiras, Ribatejo, Alentejo, Algarve e ilhas dos dois arquipélagos portugueses como de países distantes como Angola, Cabo Verde, Moçambique ou Brasil. As sucessivas adaptações e transformações do discurso contemporâneo pós­-colonial foram também um reflexo do papel e protagonismo destes sujeitos na sociedade portuguesa, do seu avanço e representatividade em direcção ao centro.

A Lisboa da década de 1990 foi também motivada, em vários campos de reflexão, a aprofundar a reflexão crítica sobre questões como a experiência transatlântica, as problemáticas da esfera social e económica, da educação, temas que marcariam a existência diária destas comunidades de prática e que, através da sua expressão na indústria cultural e na cidade de Lisboa, passariam a ser parte integrante das suas decisões organizacionais e do retratamento e modernização de uma capital que passou a colocar na ordem do dia, na esteira dessas problemáticas, assuntos como a discriminação e o racismo. São disso exemplo também vários espaços de encontro e sociabilização no âmbito cultural, social e artístico não circunscritos às comunidades africanas e que hoje são alfobres ou de apresentação cultural ou de discussão e enquadramento de temáticas que passaram a dizer respeito à cultura popular de um modo transversal, como o são a SOS Racismo, Associação Sons da Lusofonia ou o espaço B.Leza.

Conclusão

Este trabalho, enquadrado no seminário de História das Ideias Políticas Contemporâneas, procurou de um modo não exaustivo, até devido à demarcação no plano de investigação/programa estabelecido e natural determinação no número de caracteres, intersectar em traços gerais a história do início da prática do RAP em Portugal, através de um conjunto de sujeitos que precederam o seu desenvolvimento, e impacto que o movimento hip­hop veio a alcançar no país, com a representação política e o povo, tal como Hobbes [11] o definira. Ele será a divisa para um conjunto de outras questões que norteiam este trabalho e que serão aprofundados a curto prazo num trabalho mais abrangente onde o papel dos vários intervenientes deste movimento na sociedade portuguesa e a articulação das suas práticas no modelo histórico, sonoro, musical e cultural com aspectos como o Colonialismo, Resistência e modernização, os Discursos pós-coloniais e pós-independência são contemplados e atentamente analisados numa perspectiva dialogante com outras áreas do saber, que por isso não se  esgotará na análise historiográfica.

 

**] SIMÕES, Soraia, seminário: História das Ideias Políticas Contemporâneas, área de especialização: História Contemporânea, Mestrado, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Docente: José Neves, classificação: 17 valores.

[1] Assume­m-se, ao longo deste trabalho, as maiúsculas e poucas vezes a designação rap em itálico, numa tentativa de apresentação deste domínio num plano central e não secundário. Isto é: onde as medidas e mudanças verificadas socialmente não secundarizem a dimensão social e política, como habitualmente acontece, da iniciativa/prática cultural e artística. A partir da qual este trabalho procurou demonstrar que elas acontecem.

[2] A introdução de elementos sonoros e tecnológicos e alguma maquinaria em bairros como o da Amadora, Miratejo ou Cova da Moura na segunda metade dos anos 80 e iníco dos anos 90 por grupos e actores que começavam a ter expressão no «movimento hip­hop» como, entre outros, Black Company ou Boss AC numa fase anterior. Casos como o da introdução da QY10. Inspirados especialmente em modelos anglo-americanos, numa identificação e processo de mimetização com grupos que surgiram na década de 80 nas periferias de Nova Iorque e ganharam, mais tarde, alcance mundial a partir do seu ingresso na indústria musical, de gravação e edição discográfica nos EUA.

[3] Edições discográficas iniciais: Portukkkal é um Erro, rapper: General D, Etiqueta: EMI, ano: 1994. RAPública, Colectânea editada no ano de 1994 pela Sony Music, que congrega temas de Black Company, Funky D, Zona Dread, Boss AC, Family, Líderes da Nova Mensagem, New Tribe assinalando na indústria fonográfica o primeiro registo discográfico neste domínio e o único registo até hoje, com a chancela editorial, de alguns dos seus intervenientes/grupos.

[4] DIAS, Bruno Peixe, NEVES, José coords, A Política dos Muitos – Povo, Classes e multidão, «Multidão e Princípio de Individuação» pp.393 – 407, Tinta­da­China, 2010.

[5] Entrevista de Jorge Sampaio na Revista XXI Ter Opinião, «Isto é Cidade», no 4, 1º semestre, 2015.

[6] Neologismo sugerido por Michel Foucault que procurou sugerir uma mudança histórica e mentalidade política nova, onde o governo passou a unificar um modo de atingir fins políticos, descrito por uma acção calculada das forças, das actividades e das relações que constituem o conjunto da população.

[7] Ver em Bibliografia específica de enquadramento

[8] General D (1ª edição discográfica, EMI, 1995), Makkas (integrante Black Company, participação na primeira colectânea RAP em Portugal sob a chancela da Sony Music, 1994, RAPública).

[9] MORIN, Edgar, 1921, Os sete saberes necessários à educação do futuro, Tradução de Catarina Eleonora F. Da Silva e Jeanne Sawaya; revisão técnica de Edgar de Assis Carvalho. – 2.ed. – São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.

[10] VELHO, Gilberto, Antropologia Urbana: Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, FRADIQUE, Teresa, pp 121 - 124.  

[11] YVES, Zarka, Hobbes e a Invenção da vontade pública, pp 71 - 84,  Resumo, Universidade São Paulo, 2001.

Bibliografia específica de enquadramento

VIRNO, Paolo, «Multidão e Princípio da Individuação», coords. DIAS, Bruno Peixe e

NEVES, José, A Política dos Muitos – Povo, Classes e Multidão, Lisboa, Tinta­da­China, 2010, pp.393 – 408.

EAGLETON, Terry, A Ideia de Cultura, edição UNESP, 2005.

Bibliografia

Jornais e Revistas

SILVA, Ângela, «Quando Soares dissolveu Cavaco à mesa do Aviz», artigo de opinião, Expresso online, consultado a 9 de Janeiro de 2016.

LOPES, Ana Sá, «Soares dissolveu em 1987. Cavaco não o pode fazer em 2015», artigo de opinião, Jornal I online, consultado a 16 de Outubro de 2015. 

LUCAS, Isabel, «Tribuna para o mundo», artigo de opinião, Revista Visão online, consultado a 17 de Dezembro de 2015.

ESPADA, Maria Henrique e Lusa, artigo de opinião, «Como Soares e Sampaio chumbaram governos maioritários sem o partido mais votado», artigo de opinião, Revista Sábado online, consultado a 16 de Outubro de 2015.

Outros

Livros

CONTADOR, António Concorda Contador, FERREIRA, Emanuel Lemos, Ritmo & Poesia, Os Caminhos do Rap, Edições Assírio e Alvim, 1997. 

VELHO, Gilberto, Antropologia Urbana: Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, FRADIQUE, Teresa, «Nas margens do rio: retóricas e performances do rap em Portugal», edição Zahar, 1999.

Fontes orais

História Oral/Recolha de memórias centrais

Entrevista 1: Makkas (nome real: Paulo Jorge Morais, ex Black Company).

Entrevista 2: General D (nome real: Sérgio Matshinhe, primeiro rapper com expressão mediática e a gravar. Afecto ao Movimento Política XXI e imagem da SOS Racismo na sua apresentação).

Entrevista 3: Bambino (nome real: Madwylson Pina, integrante com Black Company da colectânea editada em 1994 pela Sony Music RAPública).

História Oral/Recolha de outras memórias

Entrevista 4: Francisco Rebelo (baixista e produtor, mentor, com Tiago Santos, do grupo Cool Hipnoise).

Entrevista 5: Carlos Martins (músico e compositor, Director da Associação Sons da Lusofonia).

Fontes Sonoras e audiovisuais de consulta

Décadas de 80 e 90

João Vaz («Mercado Negro», CM Rádio, 1987).

Álvaro Costa («Via Rápida» RTP, 1988).

José Mariño («Novo RAP Jovem»/NRJ, Rádio Energia, 1992).

Vídeos inéditos cedidos pelo grupo Lideres da Nova Mensagem

 

1989, primeiro videoclip de hip-hop em Portugal feito de modo caseiro

 

 

 

 

 

 

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