Como considero que as páginas do Mural também poderão servir para denunciar situações que no plano da militância cívica e humanista se insinuam como aberrações, usos abusivos, propagandas enganosas e parcialmente, por interesses económicos e/ou políticos, favorecedoras de um dos lados, que o aparato social em torno delas passou a considerar como uma nota de rodapé, sem que nada possa fazer, apelo a todos os músicos que fazem parte deste Mural Sonoro e que tenham concertos em Israel: não vão actuar lá. A população de Gaza precisa de ajuda. A Palestina precisa de ser livre e digna. Adiram e ajudem, através da BDS Portugal, em todas estas campanhas de informação consciente, multipliquem-nas, contribuam. É muito simples. Basta fazerem pequenos vídeos de 3 minutos máximo ou mesmo tirar uma fotografia em que expressem a solidariedade com esta causa, falando ou exprimindo visualmente este seu boicote, na prática que estão solidários com o boicote ao massacre na Palestina.


Podem-me ir enviando as imagens ou os vídeos para: muralsonoro.info@gmail.com ou através do Facebook 

Há uma forma de ajudar concretamente a população massacrada de Gaza. Informem-se sobre a Campanha BDS. Como diz a Shad Wadi (Investigadora luso-palestiniana) não se trata de uma guerra entre dois povos embora a comunicação social passe recorrentemente tal retórica. Trata-se de um massacre a um povo. A Campanha BDS (o Movimento BDS é uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções para pressionar Israel a respeitar os direitos do povo palestiniano) traduz-se num boicote total a todos os modos de consumo israelita. Seja na Academia, como no âmbito cultural recusando espectáculos ou insurgindo-se como já o fizeram Dulce Pontes ao recusar actuar em Israel, Roger Waters ou Massive Attack. Esta é uma ajuda efectiva. Campanha BDS. A população de Gaza está a fazer apelos ao BDS, como relata a Shahd Wadi , através do FB. Há relatos impressionantes de pessoas que explicam já ter perdido praticamente tudo e só esperam durar mais um dia e que nunca lhes falte o portátil para, via Facebook, desabafarem ao mundo o que se está a passar. Esta é a única forma de serem escutadas, de percebermos a dimensão da carnificina que se passa em Gaza. Está nas nossas mãos. Boicote a Israel. Adiram por favor ao BDS Portugal e vejam como podem ajudar nestas acções. Mobilizem os vossos amigos e familiares. Vamos pôr um fim a este genocídio e domínio abusivo violador de todos os princípios humanitários existentes.

Soraia Simões (Associação Mural Sonoro Direcção, Investigadora)

Imagens e vídeos que já nos chegaram de apoio à Palestina e boicote a Israel

 

Quiné Teles

Dino D'Santiago

Mickales Loukovikas

General D

Luís Galrito

Lula's Imaginário Cabo-Verdiano

Fred Martins

Um guia compreensivo sobre a campanha de boicotes, desinvestimentos e sanções.

O QUE É O BDS?
É um movimento global por uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel até que o mesmo cumpra com o direito internacional e com os direitos dos palestinianos, foi iniciado em 2005 pela sociedade civil da Palestina, e é coordenada pelo Comité Nacional BDS Palestiniano, este estabelecido em 2007. BDS é uma estratégia de resistência não-violenta que permite às pessoas de boa consciência desempenhar um papel efectivo na luta palestiniana por justiça.

A campanha é endorsada por mais de 170 partidos políticos palestinianos, organizações, sindicatos e movimentos. Os signatários representam os refugiados, os palestinianos nos territórios ocupados, e cidadãos palestinos em Israel.

PORQUE BOICOTAR, DESINVESTIR E SANCIONAR?
Boicotar, desinvestir e sancionar são formas da sociedade civil, perante à impotência e incompetência dos órgãos internacionais, de responsabilizar Israel pelas décadas de continuadas violações do direito internacional e dos direitos humanos, e pela opressão e a privação de toda uma população palestiniana aos seus direitos.

QUAL O OBJECTIVO?
Através da campanha BDS, consciencializar a população geral civil sobre as péssimas condições da sociedade palestiniana, tanto dentro de Israel quanto nos territórios palestinos e campos de refugiados e penalizar organizações, instituições, eventos, pessoas e empresas israelitas e internacionais, que estão envolvidas directa ou indirectamente na ocupação.

Os derradeiros objectivos da campanha BDS contra Israel são:
- Terminar definitivamente a ocupação e colonização de todas as áreas árabes ocupadas desde Junho de 1967 e o desmantelamento do muro;
- O reconhecimento do direito fundamental de todos os cidadãos árabes-palestinianos em Israel à total igualdade;
- Respeitar, proteger e promover o direito dos refugiados palestinianos de retornar às suas casas e propriedades, conforme estipulado na Resolução da ONU número 194.

COMO FAZER?

1- Boicotar: Visa produtos e companhias israelitas e internacionais que lucram com as violações dos direitos dos palestinianos, assim como instituições desportivas, culturais e académicas israelitas. Qualquer um pode boicotar bens israelitas, simplesmente assegurando que não comprará produtos manufacturados em Israel, ou de empresas sediadas em Israel. O boicote é tanto para a venda quanto para a compra de tais bens. Instituições culturais e académicas de Israel contribuem directamente para manter, defender e branquear a opressão dos palestinianos, enquanto Israel tenta deliberadamente impulsionar a sua imagem internacionalmente através de colaborações culturais e académicas. Como parte do boicote, académicos, artistas e consumidores estão fazendo campanha contra tais colaborações e contra o branqueamento da marca “Israel”. Um crescente número de artistas tem se recusado a tocar ou se exibir em Israel.

2- Desinvestir: Visa corporações cúmplices nas violações dos direitos palestinianos e assegura que exemplos como portfólio de investimentos de bancos e universidades, e fundos de pensões não sejam usados para financiar tais corporações. Esses esforços consciencializam sobre a realidade das políticas israelitas, e encorajam companhias a usarem suas influências económicas para pressionar Israel com a finalidade de acabar com a privação sistemática de direitos dos palestinianos.

3- Sancionar: É a parte essencial em demonstrar a reprovação de acções de outros países. A presença de Israel em vários fóruns diplomáticos e económicos providencia méritos e respeitabilidade não-merecidos e fornece apoio material para os seus crimes. Ao pedir sanções para Israel, a campanha BDS educa a sociedade civil sobre as violações do direito internacional e procura terminar a cumplicidade de outras nações nessas violações.

COMO SABER QUE EMPRESAS E PRODUTOS BOICOTAR?
Uma maneira fácil é sempre conferir no código de barras do produto se traz as iniciais 729, se está designado como “Made in Israel”. Contudo este método não assegura um boicote completo, já que todo produto designado com o “729” virá de Israel, mas nem todo produto de Israel virá designado com essas iniciais, por conta de uma série de particularidades dos códigos EAN.
O modo mais efectivo é manter-se actualizado com relação às empresas listadas como de origem israelita, ou que estão envolvidas na ocupação de forma directa ou indirectamente.
Abaixo está uma lista parcial de ”empresas-alvos” da campanha BDS actualmente.

- MOTOROLA
Responsável pelo desenvolvimento e fornecimento de sistemas de guia para misseis e de veículos aéreos não-tripulados (os famosos ‘drones’).
Componentes da Motorola são ainda usados em sistemas de comunicações em colonatos, checkpoints, forças israelitas que patrulham o longo muro do apartheid. Em 2009 a Motorola vendeu sua planta que fabricava detonadores para bombas, após a Humans Rights Watch relatar ter encontrado vestígios de números de série da Motorola em localidades civis durante os ataques à Faixa de Gaza em 2008/2009.

- ESTEE LAUDER (CLINIQUE, M.A.C, ORIGINS, BUMBLE&BUMBLE, AVEDA, ETC)
O presidente dessa empresa, Ronald Lauder, é também presidente do Jewish National Fund, uma organização quase-governamental estabelecida em 1901 com o propósito de adquirir terras palestinianas, e directamente ligada às construções contínuas de colonatos ilegais.

- CATERPILLAR
Fabricante e fornecedora das escavadoras-transformadas-em-armas utilizadas pelas forças israelitas nas demolições das casas palestinianas diariamente. Frequentemente essas escavadoras são utilizadas como armas, como foi o caso em 2003 quando um soldado atropelou e matou deliberadamente a activista e voluntária norte-americana Rachel Corrie quando a mesma tentava impedir a demolição de uma casa, enquanto havia pessoas dentro da mesma, em 2003.

- PRODUTOS DE BELEZA DO MAR-MORTO (DEAD SEA)
Muito populares agora em quiosques de centro comerciais e em supermercados, esses produtos promovem o processo de colonização e exploração de terras palestinianas ilegalmente ocupadas.
A extracção de tais recursos do território ocupado por uma força ocupante é uma violação do direito internacional.
Marcas como AHAVA, Premier, Mersea, Psoeasy, Intensive Spa, AVANI e Swisa, estão envolvidas nessas violações do direito internacional e na promoção do crime de apartheid.

- DELTA GALIL INDUSTRIES
A maior empresa do ramo têxtil de Israel, fornece roupas para empresas populares como Calvin Klein, Nike, Hugo Boss, Tommy Hilfiger, JC Penny, Victoria’s Secret e outras. Empresa também directamente ligada com a exploração da mão-de-obra local.

- VICTORIA’S SECRET
A maior parte dos sutiãs vendidos pela Victoria’s Secret são manufacturados pela Delta Galil, muito do algodão usado pela marca tem origem em terras palestinianas confiscadas ilegalmente por Israel.

- MCDONALD’S
Outro grande apoiante de Israel, e parceiro corporativo do Jewish United Fund e da Jewish Federation, que actua também como parte do ‘lobbie’ político de Israel dentro dos Estados Unidos. Patrocina programas em Israel como “conheça um soldado e visite uma base militar” e “visite Kiryat Gat”.

A cidade de Kiryat Gat, patrocinada pela McDonald’s, foi construída em cima das vilas palestinianas de Iraq al-Manshiya e al-Faluja, após as mesmas serem dizimadas etnicamente em 1949.

Através do programa “Parceria com Israel”, o Jewish United Fund destina cerca de 1.3 milhão de dólares para auxiliar a colonização e desenvolvimento de Kiryat Gat. Além disso, a Jewish Federation, parceira da McDonald’s, através da sua Israel Action Network promove o combate à campanha de boicotes aos produtos e empresas de Israel.

A McDonald’s em Israel ainda tem um histórico de alimentar o preconceito para contra os cidadãos palestinianos dentro do país – em 2004 um funcionário foi demitido sem justa causa, apenas por falar no idioma árabe com outro funcionário palestiniano no estabelecimento. Tudo isso, muito embora o árabe seja uma língua oficial de Israel e seja falado por cerca de 20% da população.

- CURVER (plásticos)
A popular marca Curver de recipientes em plástico, juntamente com outras como Jardin, Keter, OutStanding, Contico e ALLiBERT, faze parte do grupo israelita Keter, e muito embora nem toda a produção tenha lugar em Israel, a maior parte da mesma faz, sendo que duas dessas fábricas em colonatos ilegais.
Ainda é possível encontrar material da Black & Decker, e das caixas de ferramentas Stanley (produção sob a marca ZAG) produzidos pela empresa, e em Israel.

-TEVA
Um dos maiores laboratórios farmacêuticos especializados na fabricação de medicamento genérico do mundo, é baseada em Israel.

-GRUPO STRAUSS
O conglomerado israelita Strauss é um grande apoiante declarado das forças militares de Israel, e em particular do infame batalhão Golani, famoso pela violência, e que foi “adotado” pelo grupo por 30 anos.
O grupo Strauss está em Portugal por via da empresa que comercializa filtros de água Strauss Water.

-DANONE
A Danone detém 20% de grupo israelita anteriormente comentado, o Grupo Strauss.

- BES (BANCO ESPIRITO SANTO)
O banco português tem um plano de investimentos em Israel e um protocolo de colaboração por meio da Camara de Comércio Luso-Israel. Para além disso. a presidência do banco usualmente contrata empresas de segurança privada israelitas para viagens da comitiva.

- SODASTREAM
A empresa que tem investido para entrar nos mercados europeus e brasileiro, e que comercializa as máquinas e acessórios para se fazer refrigerantes em casa, tem fábrica no colonato ilegal de Ma’ale Adumin.

Ma’ale Adumin foi construída nas ruínas das dizimadas vilas palestinianas de Abu Dis, al- Izriyyeh, al-Issawaiyyeh, al-Tur, Khan el-Ahmar e Anata.

- ALSTOM
A empresa francesa especializada em energia e infra-estrutura é grande parceira económica, por meio de sua subsidiária israelita CitadisIsrael, de Israel no desenvolvimento do sistema de transporte eléctrico sobre trilhos que garante o transporte exclusivo entre colonatos ilegais (Jerusalém Light Railway) em território palestiniano na Cisjordânia.

Entre as empresas clientes da Alstom estão:
No Brasil – a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a Companhia de Metrô de São Paulo, a SuperVia e o Metrô do Rio de Janeiro.
Em Portugal – Comboios de Portugal.

- VEOLIA / TRANSDEV

A par da Alstom, a também francesa Veolia também está profundamente envolvida na ocupação e em violação do direito internacional, seja com participação na Jerusalém Light Railway juntamente com a ALSTOM, ou seja fornecendo serviço de saneamento na recolha de lixo de colonatos ilegais, e levando-o até o aterro de Tovlan, também ilegal.

A Veolia está presente em Portugal por meio da empresa Transdev (autocarros), e tem contratos de transporte no país por meio das marcas Transdev, Citiexpress e Citizen. Ainda tem participações nas empresas RNE (Rede Nacional de Expressos), RENEX, InterNorte, InterCentro e InterSul.


- H&M
A grande empresa sueca do ramo do vestuário decidiu se aproveitar da situação politica e
social de Israel, e investir pesado no país a partir de 2010, inclusive da ocupada Jerusalém Oriental.
Tal procedimento é ilegal, vai de encontro ao direito internacional.

- FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS
Apesar do posicionamento ambíguo do governo federal, as Forças Armadas Brasileiras são um grande parceiro económico de Israel, fazendo o país ser o quarto maior importador de armas israelitas no mundo.
Parcerias de empresas brasileiras como a Taurus com empresas israelitas, a compra, desenvolvimento e investimento dessas empresas em território brasileiro, vai de encontro à constituição do país e ajuda a financiar a máquina de ocupação.
Empresas como a Elbit, têm participação em empresas brasileiras, contratos com o Estado e estão firmadas em território brasileiro.
Sediada em Porto Alegre, a Elbit fabrica os ‘drones’ responsáveis por agressões à Faixa de Gaza e fornecerá os ‘drones’ que sobrevoarão os estádios da Copa do Mundo no Brasil.

Além da Elbit, presente também por meio da AEL, da Ares Aeroespacial e Defesa SA, da Periscópio Optrônicos Equipamentos SA, também estão presentes a IMI (em parceria com a Taurus), e a Indústria Israelense das Forças Aéreas por meio das empresas Badek, e a EAE.

- RE/MAX
A multinacional do ramo imobiliário tem escritórios nos colonatos ilegais de Ma’ale Adumin e Oranit na Cisjordânia, assim como nos colonatos ilegais Ramot e Pisgat Ze’ev na ocupada Jerusalém Oriental. A empresa facilita a distribuição de propriedades palestinianas ilegalmente tomadas pelo estado de Israel nos territórios ocupados, assistindo àquele governo em sua estratégia de expansão colonial.
Ao estabelecer representações em territórios ilegalmente ocupados, e auxiliar o processo de compra e venda daquelas propriedades, a RE/MAX encoraja e legitima a expansão da infraestrutura colonial nos territórios ocupado, para além de estar em violação direta do direito internacional.

- MOROCCAN OIL
Empresa israelita de produtos cosméticos para peles, e cabelos.

-GRUPO LUSÓFONA
O grupo português de instituições de ensino tem através do Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia (ISLA Gaia), um projecto em coordenação com o governo israelense denominado Centro de Estudos de Israel, Médio Oriente e Mediterrâneo (CEIMOM).
A comissão de honra do centro conta com a embaixadora de Israel em Portugal, e entre suas obras da biblioteca digital está o manifesto de Theodor Herzl «O Estado Judeu», e o panfletário «Mitos e Fatos» do lobista Mitchell Bard.

- WESTERN UNION
O operador licenciado da Western Union em Israel é a Israel Postal Company, e tem representações em vários colonatos ilegais nos territórios ocupados, como Ma’ale Adumin, Kiryat Arba e Ariel.

- G4S
A empresa anglo-dinamarquesa de segurança privada, é responsável por providenciar serviços e equipamentos para prisões de Israel, checkpoints, para o muro do apartheid e para a polícia israelita.
Entre as prisões que a G4S fornece equipamentos estão a de Ofer (na Cisjordânia), Kishon e de Moskobiyyeh, as quais grupos dos direitos humanos relataram e documentaram o uso sistemático de tortura e tratamento desumano de prisioneiros palestinianos, incluindo crianças.

Apesar da lista parcial anteriormente colocada, a melhor ferramenta para a campanha BDS é a informação.
Fique atento às notícias em sites relacionados, procure informações sobre a sua instituição de ensino e parcerias ou protocolos que possam haver com instituições em Israel e questione-as junto das associações académicas e sindicatos, actue para que artistas não actuem em Israel, assegure que a empresa em que trabalha não colabore com a ocupação.

Informe-SE. Divulgue. Participe.
Lista de endereços úteis
Boicote, Desinvestimento, Sanções 

Lista de endereços úteis

Boicote, Desinvestimento e Sanções: http://www.bdsmovement.net/
Campanha Palestiniana para o Boicote Académico e Cultural de Israel:http://www.pacbi.org/ Who Profits (diretório de empresas relacionadas à ocupação): http://www.whoprofits.org/
Stop The Wall: http://www.stopthewall.org/ Electronic Intifada:http://www.electronicintifada.net/
Para mais informações acerca das relações Forças Armadas Brasileiras / Israel, visite:
http://www.sul21.com.br/jornal/brasil-financia-politica-de-apartheid-israelense-diz- integrante-do-stop-the-wall/http://www.stopthewall.org/sites/default/files/rela__es_militares_entre_brasil_e_israel.pdf

Página BDS Portugal no Facebook
Blogue Projecto: Palestina Não Tem Voz Usa A Tua 

Fotografia de Capa correspondente a Manifestação GRITO GLOBAL PELA PALESTINA, 01-08-2014

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