4ª Recolha de Entrevista

 

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BI: Múcio Sá, nasceu em  Itabuna na Bahia,  (terra do escritor Jorge Amado), no Brasil.

Veio para Portugal cedo. Em 1991 mais precisamente, mas antes disso viajou e conheceu outras culturas e práticas musicais, autores e histórias a eles associados, viveu em Tel Aviv (Israel).

Nesta conversa, de que disponibilizamos apenas um excerto sem edição online, fala do seu início de percurso, no Brasil, e das igrejas que a mãe, de fortes convicções religiosas, o incitava a frequentar e das quais o músico apenas  reteve os instrumentos que aí se tocavam. Nomeadamente as guitarras e violas.

Hoje, Múcio, é um músico, que executa vários instrumentos de cordas como: bandolim, ukelele, banjo, viola-baixo e até guitarra portuguesa. Que posiciona, muitas vezes, como comummente o violão (de 6 cordas) é executado.

Estudou composição e compõe, apaixonou-se pela guitarra portuguesa e também a toca. Embora toque, menos regularmente, outros instrumentos, como o piano.

É fácil, à data em que esta recolha é efectuada, encontrá-lo na Orquestra Todos, embora também não seja difícil encontrá-lo a tocar com músicos de outros domínios musicais, até porque diz não se sentir refém de nenhum género musical nem tipologia sonora em particular. E numa das nossas muitas conversas houve um dia em que o reflectiu "é uma coisa que não gosto, ficar refém de um estilo".

Virgilio Gomes, Francesco Valente, Marcelo Araújo, Paulo Flores, Kussondulola, Luanda Gozetti,  são alguns dos  músicos com quem já tocou. 

A noção «pluricultural» das músicas que atravessam parte do mundo, trazem,  pela afluência de vários domínios locais particularidades que o têm interessado do ponto de vista melódico, harmónico e rítmico.

A sua tese de mestrado na área de especialização em Etnomusicologia centra-se no papel conferido à viola-baixo no domínio do Fado.

Um dos projectos do Mural Sonoro intitulou-se «África Move» e resultou de uma proposta lançada pelo Festival Escrita na Paisagem a este trabalho no ano de 2012. Integrado no tema da programação deste Festival  ('Cosmopolíticas') o «África Move», projecto da autoria de Mural Sonoro e com a direcção musical a cargo de Soraia Simões, levou até à cidade de Évora alguns dos temas desenvolvidos por este trabalho, como o da transnacionalização e intercâmbio entre músicos de origens diversas em Portugal e na cidade de Lisboa em particular. Mucio Sá foi um desses convidados a par com Francesco Valente.

© 2012  Múcio Sá à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no campo
excerto de gravação sem edição 
Paisagem Sonora incluída
Som, Pesquisa, Texto de Soraia Simões
Fotos de Augusto Fernandes

Vídeo relativo à participação de Múcio Sá e Francesco Valente no Ciclo África Move de Mural Sonoro na cidade de Évora no Verão do ano de 2012:


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