82ª Recolha de Entrevista

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BI: Filipe Raposo é um pianista e compositor português que nasceu há 35 anos na cidade de Lisboa. Actualmente vive em Estocolmo onde cursa o mestrado e faz investigação na área musical e artística.

Nesta recolha de conversa, de que se disponibiliza apenas umas parte online, fala dos seus primeiros contactos com a música. Recorda o piano vertical que tinha em casa e de tocar no piano da igreja todos os domingos, memórias de momentos determinantes proporcionados especialmente pela avó, das primeiras audições de prelúdios de Bach e do sentido que para um miúdo de 11/12 anos «aquilo» fez para si, até à ida para o Conservatório onde começa a ter contacto com a obra de Fernando Lopes-Graça, a ligação às melodias de cariz tradicional por ele escritas baseadas em repertórios e recolhas de transmissão oral, e com um professor que o marcaria de forma estruturante para o percurso que daí em diante acabou por traçar: o compositor Eurico Carrapatoso.

Os percursos quer académico como artístico/profissional de Filipe Raposo foram coexistindo, tal como os domínios musicais que abraçou (a 'música erudita', ' a improvisada' e 'contemporânea' ou a música popular  de influência tradicional) e que o levaram a colaborar com autores como  Amélia Muge, Janita Salomé,  Fausto Bordalo Dias, José Mário Branco ou Sérgio Godinho ao mesmo tempo que tocava, em exemplo, com músicos comoCarlos Bica (contrabaixo), Vicki (bateria), Hugo Fernandes (violoncelo), Yuri Daniel (baixo) e Carlos Miguel (bateria), entre outros.  

Filipe Raposo dedicou-se ainda, entre outros aspectos, à composição de filmes mudos como de Murnau, Griffith, Vertov, ou a banda sonora da peça 'Quem Tem Medo de Virgina Woolf?'. Tanto no teatro como no cinema tem aplicado parte daquilo que tem sido o seu trabalho.

À data em que esta conversa é registada Filipe Raposo conta com dois registos fonográficos a solo, estando o terceiro pensado para o final/apresentação da sua tese de mestrado, que contará com um espectáculo ao vivo, além das várias colaborações ou participações em discos e espectáculos de outros autores e intérpretes como os atrás referenciados. A sua relação com o estúdio de gravação, os outros intérpretes e autores, a academia e os processos de produção e aceitação/divulgação da música que faz  são aspectos também aflorados nesta  conversa. 

2014 Filipe Raposo à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo
Fotografias de Helena Silva
Som, Pesquisa, Texto, Edição de Soraia Simões

Recolha efectuada em LARGO Residências

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