79ª Recolha de Entrevista

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BI: Salwa Castelo-Branco nasceu no Cairo, capital egípcia, no ano de 1950.

Estudou piano no Conservatório da capital egípcia e concluiu os seus mestrado e doutoramento na Columbia University em Nova Iorque. 


No ano de 1982 veio para Portugal, integrou o Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa e fundou posteriormente o Instituto de Etnomusicologia, por onde já passaram centenas de alunos e investigadores, incluindo eu mesma.

Nesta recolha de entrevista, na parte que se disponibiliza online, fala dos primeiros tempos em Portugal, do trabalho que desenvolveu na vila de Cuba (Alentejo), das várias dimensões nos Estudos sobre Música Popular e na área de especialização em Etnomusicologia, do estudos sobre o passado e presente necessários a este campo, do significado e algumas especificidades da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade e das expectativas que reúne relativamente ao mesmo trabalho em prol da candidatura do cante alentejano na UNESCO, das necessidades do meio académico e investigativo e das relações com os poderes políticos autárquicos e governamentais, do papel e importância das comunidades de prática (com os seus protagonistas) e dos colectores (folcloristas que registaram e fizeram um levantamento de algum do património oral e musical português) para o estudo da Música popular e Etnomusicologia, da complementaridade de vários domínios no seio da cultura popular (o coleccionismo, os executantes, os colectores, a recepção musical) com o trabalho dos investigadores e da comunidade científica, da importância do trabalho em rede e da representatividade da obra que coordenou: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, do estudo contemplado e desenvolvido nas práticas musicais em contexto de diáspora e migração bem como da relevância assumida pela globalização nessas práticas, entre outros aspectos abordados nesta conversa.

Salwa Castelo-Branco coordena uma série de mestrados e doutoramentos na área de especialização em Etnomusicologia, é também coordenadora da Pós-Graduação em Estudos de Música Popular do mesmo Departamento/Universidade. Com um conjunto significativo de obras de investigação publicadas, como sejam, a título exemplificativo, Portugal e o Mundo: Encontro de Culturas na Música (1997), Vozes do Povo: A Folclorização em Portugal (2003; com Jorge de Freitas Branco) ou Traditional Arts in Southern Arabia: Music and Society in Sohar, Sultanate of Oman (2009; com Dieter Christensen) é uma das Etnomusicólogas mais reconhecidas actualmente.

No dia 5 de Dezembro de 2013, o seu trabalho foi distinguido com o Prémio Glaeran da Sociedade Suíça de Musicologia. Anteriormente, no mesmo ano, Salwa Castelo-Branco fora eleita Presidente do Conselho Internacional de Música Tradicional (CIMT), no qual era vice-presidente.

© 2014 Salwa Castelo-Branco à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo


Som sem edição (paisagem sonora incluída), Pesquisa, Texto: Soraia Simões
Fotografias: Helena Silva
Recolha efectuada no INET, FCSH-UNL