12ª recolha de entrevista

BI: Fernando Nobre, também conhecido por Silk, é um músico e actor nascido em Moçambique no ano de 1971.

Mudou-se para Portugal em 1980. Licenciou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema e desde 1998 que trabalha como actor profissional, tendo já participado em cerca de 40 peças de teatro com a companhia de teatro Suburb, o Teatro Meridional e, desde 2002, com o Teatro da Garagem. Tem feito participações pontuais em cinema, novelas e séries televisivas. Desde os 16 anos que canta profissionalmente.

Nesta recolha de conversa fala do coro de gospel Shout, no qual foi membro fundador, que contou com a participação de Sara Tavares, das suas ligações a outros universos musicais (que, até à data, o fizeram já gravar alguns fonogramas em áreas em que gravita, como sejam os gospel, soul, blues e funk, com grupos como Shout, Funky Messengers, Mister Lizard ou Cais do Sodré Funk Connection), fala ainda dos interesses de uma indústria complexa (onde estão as etiquetas, o marketing, os músicos, os compositores), da sua perspectiva acerca de noções como 'uma autenticidade' e uma 'não autenticidade', 'a contaminação', 'a partilha', 'o resgate identitário', 'o espaço geográfico vs os intervenientes culturais nesse espaço', as práticas culturais e musicais entre Angola (onde há bem pouco tempo andou em tour com uma peça de teatro ), Cabo Verde (de onde são originários os seus pais), Moçambique (onde nasceu), Bairro de Chelas (onde viveu na adolescência) e o deslumbramento com as culturas americanas e europeias por parte dos agentes (músicos, criativos, produtores africanos e portugueses).

As várias músicas no mundo, a literatura emergente associada à música, a adaptação à cidade de Lisboa e o desejo/objectivo de regressar ao país onde nasceu.

© Fernando Nobre à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões

recolha efectuada em Adamastor (Lisboa) em casa de Fernando Nobre

fotografia: Joana Astolfi