74ª Recolha de Entrevista

 

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BI: Luís Varatojo nasceu em Lisboa no ano de 1965. É um músico, guitarrista e produtor com trabalho feito durante mais de duas décadas na Música Popular que é feita em Portugal.

Nesta conversa, da qual se disponibiliza online uma parte ficando a restante transcrita e possível de consultar em meados de 2014 em livro e como documentação em Arquivo físico, tal como as restantes feitas para este trabalho, fala das lembranças de tenra idade: dos serões em família e do que se escutava em sua casa através dos seus pais ou em casa das suas tias, das festas organizadas por uma  espécie de colectividade pós-laboral  onde o pai (os pais trabalhavam no Beato num espaço de nome Manutenção Militar, mas onde existia uma espaço dedicado à actividade cultural) e a mãe se juntavam e que frequentava em criança e onde se fazia teatro ou onde o pai, de um modo amadoristico, tocava bateria, a mãe cantava e ele próprio cantava e tocava, mas reflecte também sobre algum do seu percurso musical, primeiro como guitarrista (guitarra eléctrica) e vocalista de grupos portugueses como: Peste & Sida, Despe e Siga e Linha da Frente e depois no grupo A Naifa onde passa a tocar guitarra portuguesa. Também fala, entre outros aspectos, do seu apreço pelo instrumento guitarra portuguesa, de músicos que o influenciam criativamente ligados a este cordofone (Carlos Paredes, que escutou ao vivo pela primeira vez numa Festa do Avante) e de tocadores que considera talentosos (destacando Armandinho, José Nunes e José Manuel Neto), fala ainda da importância de ter um ”bom instrumento” para o som e musicalidade que procura e do seu contacto com construtores de guitarras para esse efeito à medida que foi conhecendo melhor este instrumento, como G.Grácio e Óscar Cardoso (construtor da guitarra sem fundo que actualmente utiliza no grupo musical A Naifa), bem como da importância da passagem de alguns conhecimentos de Carlos Gonçalves (guitarrista acompanhante de Amália Rodrigues) para si, mas é também crítico e peremptório relativamente a algumas das directrizes que lhe são lançadas nesta conversa e descortina sobre elas, como sejam: as relações de avanço e retrocesso da indústria fonográfica, as relações estabelecidas ao longo destes anos com os media (nomeadamente as rádios), com a recepção musical (públicos), com os novos dispositivos electrónicos para divulgar, escutar e fazer música, etc.

© 2014 Luís Varatojo à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Edição, Pesquisa, Som, Texto: Soraia Simões


Recolha efectuada no espaço A Popular em Alvalade
Fotografia de Ivo Palitos