41ª Recolha de Entrevista

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BI: António José Correia de Brito, ou Tozé Brito como é conhecido no meio musical, nasceu em 1951 na cidade do Porto.
Teve o primeiro contacto com o ensino musical aos oito anos de idade, mas desde muito cedo que o seu interesse se direccionou para o pop-rock, universo musical que explorou de modo autodidacta.
Aos 15 anos constituiu, com alguns amigos, o seu primeiro grupo musical, designado Grupo 4. Pouco tempo depois esteve na fundação dos Pop Five Music Incorporated, grupo para o qual compôs a sua primeira canção e com o qual editou o primeiro fonograma.
Em 1969 foi convidado por José Cid a integrar o grupo Quarteto 1111. Paralelamente ao Quarteto, formou em 1972 também com José Cid, contando ainda com Moniz Pereira e Mike Sergeant, os Green Windows.
Entre 1972 e 74 residiu em Inglaterra, onde estudou Psicologia e manteve alguma actividade musical. De regresso a Portugal reintegrou os dois grupos anteriores, que acabariam por terminar dois anos mais tarde. Foi nesta data que criou os Gemini, com Mike Sergeant e já em colaboração com a editora Polygram.
O ano de 1979 marcou o final deste grupo e início da sua actividade como profissional da indústria musical, entrando para o departamento de A&R da editora Polygram. Em 1990 foi convidado a dirigir a BMG Ariola em Portugal, posição que deixou oito anos depois. No ano seguinte criou a MAR, empresa de A&R e produção em parceria com a EMI. Foi também convidado para Presidente do Conselho de Administração da Universal Portuguesa.

A par da sua actividade como músico e A&R/Editor compôs música para várias funções, desde teatro de revista, comédias musicais, cinema e televisão, Foram também da sua autoria vários textos interpretados em programas humorísticos de Herman José.

Ao longo de um percurso com cerca de 45 anos de actividade (40 mais próximos da indústria e das suas dinâmicas), as suas canções foram interpretadas por inúmeros cantores e grupos nacionais entre eles: Doce, Adelaide Ferreira, Lúcia Moniz, Marta Plantier, Paulo de Carvalho, José Cid, Quarteto 1111, Carlos do Carmo, Simone de Oliveira, Victor Espadinha, entre muitos outros.
Actualmente é assessor da Administração da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).

Tozé Brito é um dos profissionais da indústria musical em Portugal mais (re) conhecidos do público e nesta recolha de entrevista, além do seu percurso musical – dentro mas também (por curto período) fora de Portugal (especialmente enquanto cursou Picologia em Inglaterra e tocava, fundamentalmente, em circuitos de Bares ou pequenas salas) – reflecte sobre algumas ideias e dinâmicas ‘atiradas’ para a conversa, como: as características para se ser A&R, o mundo autoral, a lei da cópia privada, o papel da internet e tecnologia nos dias de hoje (prós e contras), os media e os formatos televisivos com a música como pano de fundo débeis que geram audiências, etc.

© 2012 Tozé Brito à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Edição, Pesquisa, Texto: Soraia Simões
Som e Fotografia de Recolha: Nuno Santos

Recolha efectuada na Sociedade Portuguesa de Autores

Fontes: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, INET

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