47ª Recolha de Entrevista e de instrumentos musicais

 

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BI: Fortunato Silva, mais conhecido por Kula (nome que escolheu aos 18, após uma experiência comunitária, que implicava um rebaptismo da identidade), nasceu em Cabo Verde, mas veio cedo para Portugal e nunca chegou a conhecer (voltar) efectivamente o país de onde é oriundo. É um músico, facilitador, formador e construtor de 43 anos.
Viajou muito em busca da ‘sua paixão', de um caminho que lhe apontasse uma espécie de ''raíz ancestra'' (diz) e não tanto geográfica/'de onde veio’. Esteve na Alemanha, Holanda (Amesterdão) e viveu em Tábua (perto de Coimbra), mas foi em Amesterdão que se cruzou com ‘o instrumento que lhe mudou a vida’: o djembé.

Nesta recolha diz, entre outras coisas, que é ‘em África que começa toda a experiência humana’, ao longo dos anos Kula foi fundador e integrante do primeiro ensemble de percussão tradicional africana em Portugal, viveu em várias comunidades que procuravam uma alternativa à vivência e caminhos que a sociedade vigente ia apontando e reflexiona sobre essas experiências ( 'a música foi roubada às pessoas pela indústria de consumo’ diz), mas questiona ainda alguns dos modos de abordagem social, humana, artística e pedagógica da actualidade, etc.

Hoje constrói, na sua oficina-estúdio em Colares (Sintra) onde vive, muitos dos instrumentos que toca (korás, mbiras, dununs, djembés, etc), tocou ao longo dos últimos vinte e cinco anos com variadíssimos músicos de África Continental, etc.

 

© 2013 Kula à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões
Recolha efectuada em Colares na casa de Kula
Fotos de Mara Lisboa

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