68ª Recolha de Entrevista

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BI: João de Oliveira e Costa Braga nasceu no ano de 1945 em Lisboa.

Nesta recolha fala da sua estreia a cantar aos nove anos, como solista do coro do Colégio de São João de Brito, de quando começou a cantar em casas de fado amador, do seu lançamento como intérprete profissional, com o primeiro disco, É Tão Bom Cantar o Fado, a que se juntam, no mesmo ano três EP (Tive um Barco, Sete Esperanças, Sete Dias e Jardim Abandonado), e um LP (A Minha Cor), da parceria e amizade com Luís Villas-Boas, que viria a tornar-se seu produtor e parceiro na organização do I Festival Internacional de Jazz de Cascais, realizado em 1971, da revista Musicalíssimo, de que foi editor até 1974, do exílio em Madrid aquando da emissão de um mandato de captura no seu nome, do Restaurante com Fados O Montinho, em Montechoro, mas também de algumas expressões características do universo do fado - de como vê os processos pelos quais passou e presenciou nele, etc.

João Braga viu lançado no ano de 1990 o seu primeiro CD, Terra de Fados, êxito de mais de trinta mil cópias, incluiu poemas inéditos de Manuel Alegre, que marcou a primeira vez que escreveu por sua vontade/com esse fim para um cantor. Seguiram-se Cantigas de Mar e Mágoa (1991), Em Nome do Fado (1994), Fado Fado (1997), Dez Anos Depois (2001), Fados Capitais (2002), Cem Anos de Fado - vol. 1 (1999) e vol. 2 (2001), e Cantar ao Fado (2000), onde reúne poemas de Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, Miguel Torga, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, entre outros.

Musicalíssimo, em que foi fundador, e & Elas e Sucesso, O Independente, Diário de Notícias, Euronotícias e A Capital, O Século Ilustrado e d' O Volante, foram publicações de que fez parte ora como redactor ora como cronista. 
Em 2006 publicou o livro «Ai Este Meu Coração». Foi distinguido, entre outros, com a Medalha de Mérito Cultural do Município de Lisboa (1990), Prémio Neves de Sousa da Casa da Imprensa (1995), Medalha de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa (1996), Prémio de Carreira da Casa da Imprensa (1999) e com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (30 de Janeiro de 2006).

João Braga não interpretou só repertório de fado, ao longo destes anos, mas um repertório diversificado, que inclui música francesa, brasileira e anglo-saxónica.

© 2013 João Braga à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Recolha efectuada em casa de João Braga

Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões

Fotografia de aúdio: Ana Braga

Fotografia de capa: Patrícia Machado no âmbito do Ciclo «Conversas
à volta da Guitarra Portuguesa» sob o tema 'O Fado e as Outras Músicas Populares, Relações de Proximidade e Distância' com Rão Kyao e João Braga
 

No seu legado fonográfico constam entre outros:
É Tão Bom Cantar o Fado (Ep, Aquila, 1967)
Tive um Barco (EP, Aquila, 1967)
Sete Esperanças, Sete dias (EP, Aquila, 1967)
Jardim Abandonado (EP, Aquila, 1967)
A Minha Cor (LP, Aquila, 1967)
Recado a Lisboa (EP, Philips, 1968)
João Braga Fados (LP, Philips 1969)
Praia Perdida (EP, Philips, 1969)
Rua da Sombra Larga (EP, Philips, 1970)
Que Povo É Este, Que Povo? (LP, Philips, 1970)
João Braga Canta António Calém (LP, Philips, 1971)
El FAdo (LP, 1972)
Amor de Raiz (Single, Philips, 1972)
Canção Futura (LP, Orfeu, 1977)
Miserere (LP, Orfeu, 1978)
Arraial (LP, Valentim de Carvalho, 1980)
Na Paz do Teu Amor (LP, Sasseti, 1982)
Do João Braga Para a Amália (Lp, Sasseti, 1984)
Portugal/Mensagem, de Pessoa (LP, Sasseti, 1985)
O Pão e a Alma (LP, Silopor, 1987)
Terra de Fados (CD, Edisom, 1990)
Cantigas de Mar e Mágoa (CD, Edisom, 1991)
Em Nome do Fado (CD, Strauss, 1994)
Fado Fado (CD, BMG 1997)
Dez Anos Depois (CD, BNC, 2001)
Fados Capitais (CD, A Capital, 2002)
Cem Anos de Fado vol. 1 (CD, Farol, 1999,
Cem Anos de Fado vol. 2 (CD, Farol, 2001