65ª Recolha de Entrevista

 

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BI: Ivan Guimarães Lins, conhecido por Ivan Lins, é um músico e compositor reconhecido pelos mais diversos compositores do mundo. Nasceu no ano de 1945 no Rio de Janeiro.

Nesta recolha de entrevista expressa algumas interpretações que faz dentro do percurso musical que já traçou: dos Grammys que recebeu (fruto das inúmeras gravações da sua obra pelo mundo) da importância e facilidade que observou desde criança em si com o ritmo e dos arranjos mais sofisticados que com a evolução e profissionalização na música foi atingindo, da influência e importância dos quadrantes sociais e políticos na música que produziu e gravou e da mesma influência/importância para a geração de músicos dos anos 70, do seu apreço pelas músicas tradicionais em Portugal e da ligação (sobretudo no contexto melódico e harmónico) com as executadas no Brasil, do papel das gravadoras (editoras discográficas) no período de maior censura da música popular no Brasil e de algumas da sua autoria que não passaram nesse censor, etc

Ivan Lins editou inúmeros fonogramas, muitos deles de grande repercussão. Procurou ligar-se às questões contemporâneas de cada época, e foi expandindo a sua forte linguagem de compositor.
A partir da segunda metade dos anos de 1980, principalmente nos EUA, onde foi gravando com intérpretes ou produtores relevantes no panorama mundial, como Sarah Vaughan, Quincy Jones, Ella Fitzgerald, Carmen McRae ou Barbara Streisand entre outros, tornou-se no músico brasileiro com mais gravações feitas, até hoje, internacionalmente. No Brasil gravou com nomes como Elis Regina, Simone, Quarteto em Cy, Gal Costa, Emílio Santiago, Djavan, Gonzaguinha entre tantos mais.

Em 1991 fundou a editora discográfica Velas, de que também fala na recolha, em conjunto com o seu parceiro de longa data: Vitor Martins. uma editora independente e nacional que editou fonogramas e lançou, na altura, estreantes como Guinga, Chico Cesar ou Lenine e apoiou nomes já reconhecidos como Edu Lobo, Fatima Guedes, Zizi Possi, etc.

Ivan Lins também compôs música para cinema (destaque para os filmes “Dois Córregos” e “Bens Confiscados” de Carlos Reichenbach, tendo ganho o prémio de “Melhor Trilha Sonora” no III Festival Luso-Brasileiro Santa Maria da Feira). Além das suas composições para diversas trilhas e temas para Séries e Novelas.

No seu legado fonográfico, até à data em que este registo (disponibilizado apenas parte, já que constará de um livro com as várias recolhas de entrevistas transcritas) é feito, destacam-se: 
Agora (1970)
Deixa O Trem Seguir (1971)
Quem Sou Eu (1972)
Modo Livre (1974)
Chama Acesa (1975)
Somos Todos Iguais Nesta Noite (1977)
Começar de novo (1977)
Nos Dias de Hoje (1978)
A Noite (1979)
Novo Tempo (1980)
Daquilo Que Eu Sei (1981)
Depois dos Temporais (1983)
Juntos (1984)
Ivan Lins (1986)
Mãos (1987)
Love Dance (1988)
Amar Assim (1989)
Awa Yiô (1993)
A Doce Presença de Ivan Lins (1994)
Anjo de Mim (1995)
I'm Not Alone (1996)
Acervo Especial, Vol. 2 (1997)
Ivan Lins/Chucho Valdés/Irakere/Ao Vivo (1996)
Viva Noel: Tributo a Noel Rosa Vols. 1, 2 (1997)
Live at MCG (1999)
Dois Córregos (1999)
Um Novo Tempo (1998)
A Cor Do Pôr-Do-Sol (2000)
Jobiniando (2001)
Love Songs - A Quem Me Faz Feliz (2002)
I Love Mpb - Amor (2004)
Cantando Histórias (2004)
Acariocando (2006)
Saudades de Casa (2007)
Regência: Vince Mendoza (2009)
Abre Alas (2009)
Ivan Lins & Metropóle Orchestra (2009)
Perfil (2010)
Íntimo (2010)
Amorágio (2012)

© 2013 Ivan Lins à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões

Fotografias: Augusto Fernandes

Recolha efectuada em LARGO Residências (Lisboa)