52ª Recolha de Entrevista

 

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BI: Fernando Girão nasceu em São Paulo no ano de 1951.
É um músico e autor luso-brasileiro com larga experiência no meio musical nacional e internacional.

Nesta recolha de entrevista fala da importância da família no seu instinto e posterior aprendizagem musical (filho da cantora brasileira Maria Girão e do guitarrista português, que acampanhou Amália Rodrigues, Fernando de Freitas), dos grupos musicais, no universo do pop-rock, onde começou a tocar ainda no Rio de Janeiro com cerca de 15 anos de idade, da sua vinda aos 17 para Portugal, onde fez parte do grupo Pentagono ou mais tarde do grupo Heavy Band, da sua ida para Angola, da realidade cultural (e musical em particular) que lá encontrou em plena política colonial, no facto de África e o Brasil lhe terem moldado o 'carácter musical' (composição, improviso, etc), na sua passagem pelos Festival RTP da Canção, com Jorge Palma, no ano de 1975, no fonograma Discretamente, que tanto deu que falar, na importância do fonograma Contos da Europa Tropical, no ano de 1982, nas rádios (em particular no programa Nós por Cá, de grande audiência na Rádio Renascença) especialmente por um dos temas mais divulgados na época - 'Intelectual do Café', etc.

Fernando Girão tem inúmeros fonogramas de autor e participações diversas um pouco por todo o mundo, mas do seu percurso musical, destacam-se sobretudo:

Os fonogramas Africana, editado em 1987 pela CBS espanhola, Índio editado em 1989, Girão Live, gravado ao vivo e editado em 1991, Outros Fados (editado em 1993 sob o selo da Numérica), Dias de Amanhã, editado em 1995 pela Movieplay, Cantos da Alma (CD, 1998), Olhos Nos Olhos (CD, Ovação, 2000), Antologia Híbrida (Livro+CDRom, Marques Augusto Editor, 2003) que contou com 84 peças ilustradas e um Cd Rom (29 peças) com prefácio de Helena Sacadura Cabral, Pedro Abrunhosa e Baptista-Bastos (uma antologia híbrida que reúne poemas e contos escritos pelo autor entre 1993 e 2002) , Fado Negro (CD, Numérica, 2009), Brazil - A tribute (2CD, Numérica, 2009). No ano de 2009 regressaria aos registos discográficos com o álbum Fado Negro. O disco inclui 12 novos temas, sendo 2 deles dedicado aos seus pais: "Fado Maria Girão" e "Fado Fernando de Freitas".

Os momentos em que a sua música serviu para causas sociais ou colaboração com músicos de todo o mundo foram recorrentes, de onde se ressalvam ainda: a autoria da música do disco Racismo Não a favor da AMI e que contou com a participação de vários músicos portugueses, no ano de 1996.
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O single 'Festa da Diversidade' (1999) que reuniu participações de outros cantores como Sérgio Godinho, General D, Paulino Vieira, Filipe Mukenga, entre outros.

A a participação no disco da campanha do ano 2000 do Pirilampo Mágico.

Os trabalhos musicais que efecuou com músicos internacionais, como: John Beasley, Airto Moreira e Flora Purim, Alphonso Johnson, Alex Acuña, Harvey Mason, John B. Williams, Abe Laboriel, John Patittucci, Joey Heredia, Luís Conte, Ernie Watts, Rick Pantoja, Ricardo Silveira, Luís Avellar, Justo Almario, Walfredo Reyes, Dany Reyes, Ephrain Toro, Lou Pardini e Cássio Vargas, e nacionais como, entre outros, Alexandre Frazão, André Sarbib, António Pinho Vargas, Arménio de Melo, Black Company, Carlos do Carmo, Carlos Manuel, Dalú Roger, Dany Silva, , Eduardo Paim, Filipe Larsen, General D ou Janita Salomé.

© 2013 Fernando Girão à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões

Fotografia de Áudio: Augusto Fernandes

Fotografia de Capa: Augusto Fernandes no âmbito do Ciclo de Debates e Colóquios Mural Sonoro no Museu da Música sob o tema: «Músico Profissional que Futuro?» com Fernando Girão, Carlos Barretto e Fernando Girão em 2013

Recolha efectuada em LARGO Residências

excertos de temas autorais executados na recolha
'Pedal Song, Se eu fosse'
'Pedal Song, Yate Malumbo'