44ª Recolha de Entrevista e instrumentos: korá e voz

 

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BI: José Braima Galissá nasceu em 1964 em Gabú (Leste da Guiné-Bissau, capital do antigo império de Gabú de onde é oriundo o próprio nome). É músico e tocador de korá.

Foi compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau, responsável Instrumental do mini Ballet Nacional e professor de Korá na Escola Nacional de Música José Carlos Schwarz durante 11 anos. Já participou em actividades culturais em vários países.

Fez três viagens a Portugal, mas fixou-se numa altura em que eclodia a Guerra Civil (1998), sobretudo pelos projectos culturais para os quais passou a ser solicitado.

Filho de um tocador de Korá nascido na Guiné-Bissau, no seio de uma família mandinga (uma das etnias do país). O seu nome advém de uma família de "djidius" que tocam Korá (além dos Galissa há os Djabaté, Kouyaté, os Sissokhos e outros apelidos).

Em 1999 trabalhou com o Teatro São João do Porto e no ano em que Coimbra foi a capital da cultura, foi contratado pela a companhia de teatro Teatrão.

Realizou concertos com o músico português Gil Nave, participou em programas de rádio e televisão (Antena 2, RTP Internacional, Rádio Renascença, RTA - Rádio Televisão de Angola, no programa Kandando - e RDP África, entre outros), participou em concertos realizados por iniciativa da EXPO98, e Porto 2001, e em trabalhos discográficos de João Afonso, Amélia Muge, Herménio Meno, na colectânea "Mon na mon", Blasted Mechanism, Chac, Sara Tavares entre tantos outros.
Galissá  é mentor do grupo Bela Nafa (que significa 'Benefício Comum').

Nesta recolha de entrevista, além da captação de voz e korá de Galissá, o músico alude à sua infância e ao facto de ter aprendido o instrumento Korá com 5 anos de idade pela mão do seu pai na sua região natal (Gabú), de ter, em meados de 1979, iniciado o seu percurso musical (primeiramente com os pioneiros "Abel Djassi"), de ter acesso à escola e com eles participar em acampamentos da juventude na Guiné e pelo mundo fora, dos eventos realizados em intercâmbios culturais com jovens de Cabo-Verde, Senegal, Guiné-Conacri, Portugal e outros países europeus, da sua ida para Bissau onde começou a estudar música, da sua participação no FITEI  e na antiga FIL (em 1998 e 1999 respectivamente), da relevância da cultura mandiga (e outras) pelo mundo e particularmente na Europa, dos projectos de teatro onde colaborou, de conferências que tem dado a alunos na área de especialização em Etnomusicologia, mas também, entre outras ideias patenteadas na conversa, de alguns dos concertos que tem  feito pelo país e de cursos em que se envolveu com alunos da Escola Superior de Educação de Lisboa e da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa sobre 'música e literatura africana' ou 'cultura guineense'.

© 2012 Braima Galissá à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Edição, Pesquisa, Texto: Soraia SImões
Captação de instrumentos (voz e korá): Nuno Santos

Fotografias: Augusto Fernandes

 

recolhas efectuadas em Residência Artística do Intendente (LARGO Residências)

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