55ª Recolha de Entrevista

 

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BI: Maria Amélia Salazar Muge, conhecida por Amélia Muge nasceu em Moçambique em 1952.
É uma autora (música, instrumentista, compositora) com já longa experiência.

Além do trabalho a solo tem colaborado, ao longo do seu percurso, com diversos autores nacionais e internacionais e musicado tanto poemas da sua autoria, poemas de vários poetas da língua portuguesa como, entre outros, poemas tradicionais ou de poetas/escritores como Fernando Pessoa ou Grabato Dias.

Nesta recolha de entrevista reflexiona, entre outros assuntos, sobre as suas primeiras motivações e experiências musicais ainda em Moçambique (do grupo com a sua irmã Teresa Irmãs Muge às influências moçambicanas das amas que tomavam conta de si e irmãos, ou as trazidas pelo pai para casa de repertórios tradicionais portugueses), das primeiras colaborações em Portugal com músicos como Julio Pereira ou José Mário Branco, Gaiteiros de Lisboa, João Afonso entre tantos mais, dos primeiros fonogramas que gravou a solo ( como "Múgica", lançado em 1992 ou "Todos os Dias" em 1994) e do que estes representaram no seu percurso de autora, da sua estreia na dramaturgia com "O Dono do Nada", e da importância da peça (pensada para crianças e adultos) especialmente no instigar a capacidade de concentração das crianças, da importância do som, da palavra, dos poetas e de noções de 'identidade' e 'espaço sonoro' na comunicação e criação musical e artística, nas políticas de desenvolvimento social e cultural, no preconceito em algum desses domínios com os autores nacionais, na riqueza proporcionada pelo encontro com Michales Loukovikas entre duas culturas (grega e portuguesa) que se traduziria, entre coisas mais, no fonograma ''Periplus'' editado em 2012.

Do extenso percurso de Amélia Muge destacam-se ainda as canções várias escritas para fadistas como Ana Moura, Mafalda Arnauth ou Mísia e temas com letras suas para  Gaiteiros de Lisboa,  Pedro Moutinho, Rui Júnior, Cristina Branco, entre outros. O trabalho com autores internacionais como Amancio Prada, Pirin Folk Ensemble, Camerata Meiga, Elena Ledda e Lucilla Galiazzi no colectivo "Terras do Canto", Carlo Rizzo e Ricardo Tesi, entre outros e os fonogramas (alguns já referenciados): Múgica (UPAV, 1992), Todos os Dias (Sony, 1994), Maio Maduro Maio - com João Afonso e José Mário Branco (Sony, 1995) que ganharia o Prémio José Afonso, Taco a taco (Polygram, 1998) em que ganharia o mesmo Prémio pela segunda vez, Novas vos Trago (1998), A Monte (Vachier, 2002), Não Sou Daqui (Vachier, 2007), Uma Autora, 202 Canções (Caracter Ediora, 2009) e Periplus, com Michales Loukovikas em 2012.

© 2013 Amélia Muge à conversa com Soraia Simões, Perspectivas e Reflexões no Campo

Edição, Som, Pesquisa, Texto: Soraia Simões

Fotografias: Augusto Fernandes
Recolha efectuada em LARGO Residências

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